(...)
Continuam a guardar aquilo que nenhuma tecnologia consegue reproduzir: a capacidade de despertar consciência.»
o Prof. Cláudio Torres, em Mértola, 1995
27 de Setembro de 1957
Depois de mais de 42 anos de ensino, com o aproximar do fim do último ano lectivo, pensava como iriam ser as minhas últimas aulas na escola que conheço há quase 40 anos.
Procurava antecipar o que iria sentir quando, depois dos alunos terem saído, fechasse a porta da sala de aulas pela última vez.
Ficou tudo pelo pensamento!
Uma virose - covid de quarta ou quinta categoria! - obrigou-me a faltar nos últimos dias do ano lectivo.
Fernando Henrique Cardoso, antigo Presidente do Brasil, sociólogo, dizia que "Na História, quando se pensa que acontecerá o inevitável, ocorre o imprevisto."
Sobre o dia em que a vontade dos miúdos é, fundamentalmente, entrar no modo de férias - e a dos professores não lhes é contrária! -, tenho a vantagem de poder continuar a conjecturar ad aeternum todas as formas possíveis dos actos de encerramento da aventura docente. Sem que a natural agitação juvenil prejudique as "cerimónias"...
Não que isso figure nas minhas preocupações - o caminho está feito!
Estou no final do prazo de validade!

«Tenho por hábito antigo cumprimentar os meus alunos em Setembro e também os professores, dizendo "Feliz Ano Novo". Faço-o por saber e sentir, enquanto professor que também sou, que, em cada Setembro, vivemos aquele misto entre a ansiedade e o entusiasmo por um ano que começa com novas caras, novos alunos e com muitas sementes de conhecimento por cultivar.»