Marguerite Yourcenar, Memórias de Adriano (revista e acrescentada por Carlos C., segundo Aníbal C. S.)
segunda-feira, 24 de agosto de 2026
terça-feira, 9 de junho de 2026
Vaquinhas sorridentes para celebrar Camões
segunda-feira, 8 de junho de 2026
De Lisboa ao Corvo
«8 de Junho, 1924
A bordo do São Miguel
Enquanto a gente vê terra, não tira os olhos - não pode - dum resto de areal, dum ponto de violeta que desmaia e acaba por desaparecer na crista duma vaga. Um ponto e acabou o mundo. O nosso mundo agora é outro. Durante um momento calamo-nos todos a bordo. A abóbada esbranquiçada fecha-se e encerra o disco azul onde espumas afloram nos redemoinhos que nos cercam: só uma gaivota teima em nos acompanhar descrevendo círculos por cima do navio.»
Raul Brandão, As ilhas desconhecidas
quarta-feira, 27 de maio de 2026
Jorge Barros (1944 - 2026)
«Jorge correu Portugal fotografando os seus mistérios telúricos, os seus abismos, os rostos e o espanto dos que, neste chão, continuam peregrinando uma espécie de destino ou de penitência»", disse Fernando Alves, no seu programa Sinais de hoje, na TSF.
Correu Portugal e apaixonou-se pelos Açores.
«O amor para com os outros é o melhor de nós. E é o melhor de nós que encontro no meio deste mar imenso.»
Foi por causa dos Açores que conheci as suas fotografias.
São elas que acompanham os poemas de Manuel Alegre em Escrito no mar Livro dos Açores (2007).
Em 2012, editou o texto clássico de Raul Brandão, As Ilhas Desconhecidas, com fotografias suas - falei aqui desse livro, numa magnífica edição.
O levantamento fotográfico foi feito entre 1988 e 2011.
Ainda sobre os Açores, publicou Romeiros da Fraternidade, sobre os ranchos de romeiros que, na ilha de São Miguel, percorrem trilhos, caminhos e estradas à volta da ilha durante a época da Quaresma.
Jorge Barros, nascido em Alcobaça, faleceu ontem, em Lisboa.
Em breve estará nas livrarias o seu último livro, Espantalhos e Campos, cuja edição especial o autor ainda teve o gosto de ver impressa.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2026
Dá-nos, Senhor, a coragem dos recomeços
domingo, 21 de dezembro de 2025
Linda fetugrafia
Não está de acordo com a época, muito menos com o tempo que faz hoje, mas foi publicada há poucas horas no fb e apresenta, um pouco longe mas bem enquadrada na paisagem, a minha praia favorita: Praia Formosa, na ilha de Santa Maria.
Como alguém escreveu nos comentários, "Linda fetugrafia"!
quarta-feira, 17 de dezembro de 2025
Raquel Soeiro de Brito - o assombro dos 100 anos
Há cinco dias, a geógrafa Raquel Soeiro de Brito - a primeira mulher a doutorar-se em Geografia (1955) e a 12.ª a doutorar-se em Portugal - cumpriu 100 anos de idade.
Tem uma longa e brilhante carreira, mantendo-se activa.
«A pessoa envelhece quando deixa de gostar da vida. Isso é muito mau, porque uma pessoa pode ser velha aos 100 anos, como pode ser velha aos 20. É muito complicada essa coisa de dizer “eu sou velha”.
Ao Público revelou um sonho não concretizado: “Gostava de ter ido à Lua.”
«Tenho visto muitas coisas, mas com perigo iminente à minha frente, a uma distância como estou de si, foi só com este vulcão. É como um toureiro diante de um touro, que passa com a capinha e está mesmo nos cornos do touro. É uma sensação absolutamente de fascínio. Estava com a câmara virada e houve uma explosão lindíssima. Espantosa. Com aquela impetuosidade, houve uma quantidade de explosões que duraram quatro horas seguidas. Eu não tirava os olhos. Não podia sair, a ponto de os bombeiros pegarem em mim debaixo dos braços e me levarem.»
sábado, 27 de setembro de 2025
Quando o mar explodiu no Faial
27 de Setembro de 1957
segunda-feira, 4 de agosto de 2025
sábado, 2 de agosto de 2025
Tudo acontece na Graciosa!
terça-feira, 25 de fevereiro de 2025
Pronúncias dos Açores
Com conhecimento, inteligência e bom humor.
Pelo Professor Victor Rui Dores, natural de Santa Cruz da Graciosa.
segunda-feira, 26 de agosto de 2024
Resposta a quê?
sexta-feira, 12 de janeiro de 2024
Deve ser difícil ir beber um gin ao Peter's!
sábado, 22 de abril de 2023
segunda-feira, 6 de junho de 2022
Dia da Autonomia dos Açores
«Antes morrer livres que em paz sujeitos», a divisa
dos Açores, é uma expressão retirada de uma carta escrita por Ciprião de
Figueiredo, Corregedor dos Açores, a Filipe II de Espanha, no dia 13 de
Fevereiro de 1582.
Na carta, recusava a sujeição da ilha Terceira em
troca de mercês várias, afirmando: «... As couzas que padecem os moradores
desse afligido reyno, bastarão para vos desenganar que os que estão fora desse
pezado jugo, quererião antes morrer livres, que em paz sujeitos. Nem eu darei
aos moradores desta ilha outro conselho... porque um morrer bem é viver
perpétuamente...».
Ciprião de Figueiredo e Vasconcelos, nomeado 1.º e único conde da vila de São Sebastião, por D. António, Prior do Crato, exilou-se em França, tal como D. António, e é o patrono do Regimento de Guarnição n.º 1, aquartelado na Fortaleza de São João Baptista do Monte Brasil, em Angra do Heroísmo (onde jantei com os meus alunos, durante os dias em que estivemos de visita à ilha Terceira - 1997).
quinta-feira, 19 de maio de 2022
Praia Formosa (Ilha de Santa Maria)
(eu, que nem vou à praia!)
O último mergulho de mar terá sido em 2008
terça-feira, 29 de março de 2022
É um... Mistério!
Parece uma daquelas anedotas... mas não é!
segunda-feira, 28 de março de 2022
A tranquilidade açoreana
S. Jorge, o sáurio que dorme
«Não sabem como são as fajãs? Imagine-se uma linha de falésias em sucessão ao longo de toda a costa, a norte e a sul da ilha. Para melhor o imaginar, é preciso "ver" a grande muralha verdejante: não inteiramente a pique, antes em declive e em erosão; sobre ela, como um manto de lã tinturada a verde de urze e faia, toda uma coberta vegetal de rara unidade e harmonia. Quando a falésia abate, ou se do alto ela se despenha, formam-se sobre o mar uns terreiros desabados que as forças da natureza moldam e afeiçoam à sua maneira (...). Fajãs são breves territórios postados como esfinges deitadas sobre a linha do mar. Tangidas pela ilha-mãe, vogam como crias ao lado de quem as pariu. As fajãs fazem a pura e inocente beleza de S. Jorge. Sob nomes que tanto lembram Deus como o Diabo: Além, Ouvidor, Cubres, Santo Cristo, a norte; Almas, Vimes, Bodes, Labaçal, ao sul.»
João de Melo, Açores - o segredo das ilhas
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| Fajã da Caldeira de Santo Cristo |
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| Fajã do Ouvidor |
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| Fajã dos Cubres |



































