Acho que ainda não foram colocados!...
Marguerite Yourcenar, Memórias de Adriano (revista e acrescentada por Carlos C., segundo Aníbal C. S.)
terça-feira, 15 de setembro de 2026
quinta-feira, 10 de setembro de 2026
Rapidamente e em força!
No actual estado da arte, quando nada se conhece do que vai (vai?) pela cabeça dos nossos governantes - a não ser os anúncios generalistas - e tudo está tão turvo, parece ser daquelas medidas que se tomam para parecer que o Ministério está atento e actuante. É preciso apresentar serviço!
Nada me parece (bem) pensado.
Uma mudança que mexe com tanta coisa, a começar na necessidade de rever a Lei de Bases do Sistema Educativo, a estrutura curricular, organizacional (até no tocante às instalações escolares, depois os manuais actualizados), diferentes corpos de professores (com diferentes formações)...
E o assunto é apresentado com uma ligeireza...
Se a intenção for levada para diante a curto prazo, cheira-me que vai haver um remake da digitalização dos exames.
Mais grave, porque vai mexer a sério com as aprendizagens dos alunos.
quarta-feira, 9 de setembro de 2026
Não é a Torre de Pisa, mas também sofre de inclinação...
Não fazer um diagnóstico sério da situação é mais de meio caminho para continuarmos no plano descendente.
domingo, 9 de agosto de 2026
O nó górdio da Educação em Portugal
«Este é o nó górdio da Educação em Portugal: o conhecimento que os alunos têm ou não à entrada do Superior. Ninguém diz o óbvio: os alunos em Portugal nada lêem. Escrevem mal. Pensam mal. Têm pouca linguagem. A ignorância quanto a factos histórico-culturais é profundíssima; não dominam verbos, não entendem o que lhes é pedido que façam em situação de exames. Quem fala disto?
(...)
Todo o estudante, na verdade, sabe que já não é preciso ler-se seja o que for para "entrar" na faculdade. Saber escrever de forma analítica e crítica, aplicar técnicas de análise textual, relacionar conceitos com factos históricos, considerar problemas abstractos com observação de problemas concretos, colocar hipóteses de sentido, comprovar essas hipóteses, citar com propriedade, construir um argumento válido e verdadeiro - tudo isso é o passado e este é o tempo do ChatGPT, do sucesso e da fama nas redes sociais, da IA que tudo resolverá.»
António Carlos Cortez, Visão, 16 de Julho de 2026
sexta-feira, 7 de agosto de 2026
Sucesso na Educação!
domingo, 2 de agosto de 2026
A educação a afundar
(...)
Continuam a guardar aquilo que nenhuma tecnologia consegue reproduzir: a capacidade de despertar consciência.»
o Prof. Cláudio Torres, em Mértola, 1995
sábado, 25 de julho de 2026
segunda-feira, 20 de julho de 2026
Sobre a nudez forte da verdade...
... o manto diáfano da fantasia. (Eça de Queiroz)
«Não há um caos nos exames nacionais. (...)
A classificação dos exames nunca foi tão transparente e o rigor nunca esteve tão assegurado.»
(Luís Montenegro)
quarta-feira, 15 de julho de 2026
"Uma no cravo, outra na ferradura"... e ainda outra na espelunca
P.S. - Gostaria de saber se a posição do CDS é concordante com a do seu vice-presidente.
quinta-feira, 9 de julho de 2026
Os exames estão todos aqui!
O facto de os exames estarem todos ali, num armazém em Mem Martins, sob vídeo vigilância, tranquiliza-nos.
Consigo imaginar a emoção que atravessa aquele espaço quando é reportado um problema com a digitalização de uma prova que seja... O sorriso daquele que irá carregar o escadote para procurar a prova na prateleira de cima da estante mais longínqua...
Quanta felicidade transparecerá no rosto daqueles que ali mourejam...
quinta-feira, 2 de julho de 2026
Para quê tudo isto?
Complica-se o que devia ser simples, desperdiça-se tempo, meios, dinheiro (serão centenas de milhões de euros em computadores, scanners, digitalizadores contratados)...
O título é uma pergunta que sempre acompanhava Manuel António Pina.
sábado, 11 de abril de 2026
terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
terça-feira, 11 de novembro de 2025
terça-feira, 16 de setembro de 2025
domingo, 14 de setembro de 2025
17 anos para o PS começar a renegar a "Milú"!
O deputado Porfírio Silva assegurou ao Público tratar-se de uma mudança para uma “escola mais colaborativa e participativa”. Destaca o facto de a direcção evoluir para um modelo colegial, “deixando de ser eleita pelo conselho geral e passando a ser eleita por assembleia eleitoral pelo conjunto da escola”.
Maria de Lurdes Rodrigues, em Fevereiro de 2008, considerava que o [actual] decreto de gestão iria "reforçar as lideranças das escolas, através da afirmação de uma direcção unipessoal", permitindo responsabilizar os directores das escolas. O reforço das lideranças seria também concretizado com a escolha ou designação dos coordenadores dos órgãos intermédios de gestão escolar.*
Passaram 17 anos, mas... o mesmo partido, duas filosofias opostas.
De Maria de Lurdes Rodrigues não guardo saudades, pelo contrário!
Eu prefiro a escola mais colaborativa e participativa.
Agora, para Porfírio Silva, um dos motivos para esta alteração está relacionado com o facto de, “em muitos sítios”, existir “uma contaminação político-partidária local no conselho geral”, que é o órgão que, actualmente, elege o director dos agrupamentos ou das escolas não agrupadas.
Se a contaminação político-partidária existe será apenas a partir da presença dos representantes das autarquias no Conselho Geral ou também das interferências permitidas no âmbito da transferência de competências para os municípios na área da educação?
O PS também irá renegar a municipalização das escolas do 2.º e do 3.º ciclo, que se desenhou, igualmente, no tempo de Maria de Lurdes Rodrigues?
O PS até tem - irá continuar a ter? - a maioria das câmaras. Reconhece erros próprios?
* Este último ponto não sabemos como está pensado, se está, nas novas propostas do PS.
quarta-feira, 3 de setembro de 2025
À atenção dos nossos liberais na educação
Da entrevista a Johan Pehrson, Ministro da Educação da Suécia até ao passado mês de Junho, publicada hoje no Público: "Fomos ingénuos": a Suécia, pioneira na digitalização da Educação, está "a voltar ao papel e à caneta"
«Público - Que são escolas independentes, que podem ser geridas por empresas privadas [ou fundações, ou cooperativas de pais] financiadas pelo Estado, para que os pais tenham liberdade total de escolha da escola para os seus filhos, seja pública ou privada.Cabe aos pais candidatarem-se a uma escola que considerem boa para os seus filhos. Mas houve [com as escolas independentes] uma inflação das notas. Passou a ser um argumento para “vender” a escola: “Venham, porque aqui temos boas notas! Damos notas altas!” Mas será que se aprende mesmo ali?
JP - Algumas destas escolas tendem a concentrar-se muito na questão da disciplina e da ordem, o que é bom, mas não houve um controlo suficiente sobre as notas [na Suécia há uma grande autonomia das escolas para decidirem os modelos de avaliação e progressão dos alunos]. Por isso, nomeou-se uma comissão para trabalhar na forma como devemos controlar as notas, porque é injusto, porque isso tem impacto no acesso à universidade, porque uma escolas cumprem e são exigentes e outras dão notas altas…»
Quando a manta é curta...
Primeiro, é requerido que nas comissões alargadas da CPCJ exista "Um representante dos serviços do Ministério da Educação, de preferência professor com especial interesse e conhecimentos na área das crianças e dos jovens em perigo;" (legislação revista há 10 anos, na fase final do Governo de Passos Coelho - Lei n.º 142/2015, de 8 de setembro, Art.º 17.º).
Agora, devido à falta de professores nas escolas, as comissões são esvaziadas.
Tapa-se a cabeça ou tapam-se os pés!





















