"Quando todos os cálculos complicados se revelam falsos, quando os próprios filósofos não têm nada mais a dizer-nos, é desculpável que nos voltemos para a chilreada fortuita dos pássaros ou para o longínquo contrapeso dos astros ou para o sorriso das vacas."
Marguerite Yourcenar, Memórias de Adriano (revista e acrescentada por Carlos C., segundo Aníbal C. S.)
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quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

Há sempre um acreditar maior



Há sempre um acreditar 
maior, levando-nos 
na teima a prosseguir

Firmados nas raízes fundadoras
prontas a tecer a ventania
feita de ideais e de porvir
de vontade, de sonho e poesia

Pois existe um voo e um lutar
uma batalha pronta a impedir
a violência, o medo, o proibir

Há sempre um acreditar 
maior, levando-nos 
na teima a resistir

Exigindo o direito a inventar
um outro futuro a construir
apesar do vender e do roubar

Pois existe uma constância
em desagravo, outros modos
de amar, outra maneira
a fazer da vida um canto aberto

E da liberdade uma bandeira

Maria Teresa Horta
30 de Dezembro de 2012


quinta-feira, 20 de junho de 2024

Solstício... Someone Somewhere in Summertime

«Solstício ou “sol que não se mexe” (do latim "solis" e "sistere") é o momento em que, durante o seu movimento aparente, o astro-rei atinge a maior declinação em latitude, medida a partir da linha do equador. Saiba-se que o termo latino “sistere” faz referência ao facto de que, visto da Terra, o Sol parece parado, mantendo uma posição fixa ao nascer e ao se pôr, o que acontece durante algum tempo.
(...)
Os romanos, que aqui estiveram por cerca de cinco séculos, consideravam apenas duas estações no ano:
- “vere”, designando o bom tempo;
- “hibernus tempus”, ou seja, o tempo da chuva e do frio.
Para eles, ”vere” era ainda dividido em três subestações:
- “primo vere”, ou seja, o começo do bom tempo, que evoluiu para PRIMAVERA e que correspondia, aproximadamente, aos meses de Abril e Maio;
- “veranum tempus” que, simplificado, deu origem à nossa palavra VERÃO, correspondia aos últimos dias da nossa Primavera e aos primeiros do nosso Verão;
- “aestivum”, de onde veio o nosso vocábulo ESTIO e que correspondia ao final do Verão de que hoje falamos.»
Galopim de Carvalho


sexta-feira, 20 de março de 2020

Uma Primavera despercebida

Ocorreu às 3:50 horas o equinócio da Primavera, no hemisfério Norte.
A essa hora, o Sol, no seu movimento aparente no céu, passa "para cima" do equador celeste, dando início à Primavera. Assim, ao amanhecer, o Sol nasceu no ponto cardeal Este (imagem acima), e pôs-se no ponto cardeal Oeste (imagem de baixo).


Até ao início do outono, o comprimento do dia passa a ser maior do que a duração da noite, devido ao facto do Sol percorrer um arco mais longo e mais alto no céu todos os dias, atingindo uma altura máxima no início do Solstício de Verão.



sexta-feira, 21 de junho de 2019

Terminar o dia com Sol





Sol, painel de Querubim Lapa


Solstício de Verão - o Dia do Relógio de Sol

Hoje, à hora deste post, ocorre o Solstício de Verão, no hemisfério Norte.
O sol estará alto. Em Lisboa, nasceu às 06:11:44 horas e pôr-se-à às 21:04:51 horas (precisão ao segundo!), conforme o Observatório Astronómico de Lisboa. 

Amanhã, o dia já terá menos... 1 segundo!

Voltaremos a falar de algo parecido, muito provavelmente, a 23 de Setembro, quando o Verão acabar.


Nos relógios de Sol, o que interessa é... a sombra!


quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Entrada do Inverno no rio

Junto ao rio, sobre o rio...
Nascer do Sol







P.S. - E faltava o rio de Camané, que completa hoje 50 anos.



terça-feira, 2 de agosto de 2016

O sol aumenta, a sombra diminui...

 É natural... estamos no Verão!


Vou já apagar do blog as fotos que tiro da janela.


Os Delfins pagarão mais de IMI...


... do que quem vive à sombra de uma azinheira.

Ou... como importa sol ou sombra!



domingo, 19 de junho de 2016

Não penses. Está um dia enorme de sol

"Não penses. Que raio de mania essa de estares sempre a querer pensar. Pensar é trocar uma flor por um silogismo, um vivo por um morto. Pensar é não ver. Olha apenas, vê. Está um dia enorme de sol. Talvez que de noite, acabou-se, como diz o filósofo da ave de Minerva. Mas não agora. Há alegria bastante para se não pensar, que é coisa sempre triste. Olha, escuta. Nas passagens de nível, havia um aviso de «pare, escute, olhe» com vistas ao atropelo dos comboios. É o aviso que devia haver nestes dias magníficos de sol. Olha a luz. Escuta a alegria dos pássaros. Não penses, que é sacrilégio".
Vergílio Ferreira