Dizem que faz hoje 43 anos que foi lançado um dos melhores discos de sempre da música portuguesa...
Marguerite Yourcenar, Memórias de Adriano (revista e acrescentada por Carlos C., segundo Aníbal C. S.)
terça-feira, 7 de outubro de 2025
terça-feira, 29 de julho de 2025
terça-feira, 26 de novembro de 2024
E fomos pela água do rio
terça-feira, 1 de outubro de 2024
Dia da Música
Com as compras de ontem, antecipei em 24 horas o Dia da Música.
Fica o registo de outro achado de há pouco tempo...
Há muito que lamentava a ausência, na minha discoteca caseira, de Em Busca das Montanhas Azuis. Deixei de ter razões para esse lamento!
Treze anos depois da edição do último disco de originais de Fausto, posso apreciar um tesouro esquecido da música portuguesa, do qual poucas faixas conhecia.
A rádio pública, com as suas playlists, passa sempre as mesmas músicas, excepção feita a três ou quatro programas, geralmente semanais (de David Ferreira ou João Carlos Calixto, muito poucos mais).
Não dou conta que a televisão pública dê qualquer atenção à música, mas também é verdade que vejo pouca televisão.
Lamento a ausência da reedição discográfica da obra de Fausto (Bordalo Dias ou só Fausto), calculando, pela experiência de outros artistas portugueses, que haja múltiplos problemas de direitos e de sumiço das gravações originais. Luso-emaranhados!
Exemplar é a gestão dos arquivos de artistas como Joni Mitchell, Neil Young, King Crimson ou, com uma carreira tristemente mais curta, Sandy Denny.
Pode-se falar de comercialismo, de oportunismo, da exploração da galinha dos ovos de ouro, mas há edição de arquivos e os fãs - a quem essas edições especialmente se destinam -, mais dólar menos dólar, mais libra menos libra, para nós cambiados em euros, têm acesso a eles.
Mesmo que fique com uma dúzia de versões de Both Sides Now e de Who Knows Where the Time Goes ou 20 variantes de 21st Century Schizoid Man!
segunda-feira, 1 de julho de 2024
Morreu o Fausto!
"Soube escutar as marcas de referência da nossa identidade enquanto povo, enquanto cultura" (Nuno Galopim)
Nome grande da música portuguesa, dos compositores mais criativos partindo da música tradicional portuguesa ou de ritmos africanos (Fausto viveu em Angola até aos 20 anos).
A ele se deve um dos melhores discos de sempre da música portuguesa: Por este rio acima, primeiro duplo da trilogia Lusitana Diáspora, a que se seguiram Crónicas da terra ardente e Em busca das montanhas azuis, o último disco de originais que gravou (e que eu continuo a procurar, como já disse aqui , quando Fausto completou os 75 anos). Com essa trilogia podemos dizer que Fausto se tornou o Fernão Mendes Pinto da nossa música.
"Era um grande criador, intérprete, criador de letras e músicas e criou um universo próprio, muito pessoal e muito personalizado. A gente consegue dizer aquela canção é do Fausto porque de facto ele tinha um carimbo" (Sérgio Godinho)
Lembro-me de ter conhecido a sua música logo após o 25 de Abril de 1974, com o LP P'ró que der e vier, que terá sido acabado de gravar uma semana antes dessa data.
Era o tempo das canções de intervenção, de "luta pura e dura" (Venha cá sr. burguês, O patrão e nós, P'ró que der e vier...), altura em que Fausto esteve envolvido na criação do GAC (Grupo de Acção Cultural - Vozes na Luta), com José Mário Branco, Afonso Dias e Tino Flores, entre outros, embora não se tenha demorado no grupo. Aí compôs O poder aos operários e camponeses, cuja letra é exemplo da cantiga como arma.
e canto assim
esta vida
a correr
eu sei que é pouco e não consola
nem cozido à portuguesa há sequer
quem canta sempre se levanta
calados é que podemos cair
com vinho molha-se a garganta
se a lua nova está p'ra subir
que atrás dos tempos vêm tempos
e outros tempos hão-de vir
Atrás dos tempos, de Madrugada dos trapeiros (1977)
domingo, 26 de novembro de 2023
Eu tenho um fraquinho por ti...
Eu, que tenho um forte sentimento de posse relativamente a livros e a discos, um fraquinho - ainda sou do tempo da música materializável, seja vinil ou CD - gostaria de saber como posso almejar possuir o último álbum da trilogia sobre a Diáspora Lusitana.
CD são objecto decadente, vinis estão de volta mas nem tudo foi ou está a ser editado neste suporte. Está difícil de encontrar Fausto, mesmo em 2.ª mão. Faltam-me as Montanhas Azuis!
Como foi possível deixá-las escapar em 2012? Agora ando em sua busca...
terça-feira, 29 de novembro de 2022
Música para José Ruy e Cunha Telles
Na sequência do post anterior, e sobre José Ruy, a curiosidade de Fausto ter afirmado que em novo lia o Cavaleiro Andante e que através dessa revista se tinha interessado pela Peregrinação, aí adaptada para BD por José Ruy. Peregrinação que esteve na base do fantástico álbum Por este rio acima.
domingo, 2 de dezembro de 2018
Uns vão bem e outros mal
Pensava que estavam indexados aos índices de produtividade, como esses senhores defendem que devem estar os salários dos trabalhadores.
Recordo o ministro Pedro Mota Soares (2014, Governo de Passos Coelho) e os seus justos critérios...
terça-feira, 27 de novembro de 2018
Ao Som do Mar e do Vento
Parabéns, por toda a obra!
sábado, 25 de março de 2017
domingo, 31 de agosto de 2014
Por este rio acima
sábado, 29 de março de 2014
Fausto
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
É fartar vilanagem!
| Jornal de Negócios, 29 de Agosto de 2013 |
| Diário Económico, 29 de Agosto de 2013 |
«Governo e FMI usam dados deturpados sobre cortes salariais. O FMI publicou gráficos que escondem reduções nos salários. O Fundo argumenta que recebeu os dados do Governo mas não os confirmou. O Executivo reconhece que os dados não são completos.»
Uma fonte do FMI argumenta que «as bases de dados da Segurança Social são demasiado complexas e grandes para serem trabalhadas por pessoas que não estejam habituadas e treinadas a analisá-las. Pelo que não havia, defende, forma de as confirmar.»
Ou seja:
1 - O Governo só entrega ao FMI os dados que o FMI lhe pede, mesmo que de fora fique informação significativa.
2 - O FMI não consegue trabalhar a informação que pede (e deve metê-la numa gaveta).
3 - Mesmo sem trabalhar os dados - muitos e complexos! - o FMI propõe a tomada de medidas (com base em quê? Nas opiniões/propostas do Governo?).
4 - O Governo aceita pachorrentamente (bovinamente) as propostas "fundamentadas" (a olhómetro) do FMI. (Porque serão as do Governo?).
É assim que nós somos governados? Se não é... parece.
Mas isto é sério? Se é... não parece.
«É fartar vilanagem!»
Frase atribuída a Álvaro Vasques de Almada, 1.º Conde de Avranches, ao antever o seu trágico destino na batalha de Alfarrobeira, ao lado do infante D. Pedro.
É que pode parecer muito recente!...







