Marguerite Yourcenar, Memórias de Adriano (revista e acrescentada por Carlos C., segundo Aníbal C. S.)
sexta-feira, 1 de maio de 2026
Dia do Trabalhador
quinta-feira, 19 de março de 2026
Arquivo de José Mário Branco acessível online
domingo, 24 de novembro de 2024
25 de Novembro - No aproveitar é que está o ganho
«Eu não sei se havia um plano formulado com rigor e com suficiente clareza. O que sucedeu, isso sim, foi - já nos dias ou semanas que antecederam o 25 de Novembro e sobretudo nesse próprio dia (e apesar de nós acabarmos por ter o controlo da situação) - uma tentativa imediata de aproveitamento por parte da direita para recuperar toda a força e a supremacia da situação. Penso que não havia da parte deles um plano gizado com pormenor, com pés e cabeça, até porque julgo que não se sentiam ainda com força para isso, sabiam que, ao fim e ao cabo, quem comandava os acontecimentos no plano político e militar era o Grupo dos Nove e, portanto, não sabiam ainda orientar-se muito bem no meio de tudo isto. O que aconteceu, de facto, foi uma tentativa imediata de aproveitamento.
(...)
Quer dizer, ao fim e ao cabo, o que se passou no 25 de Novembro foram várias coisas, por isso se fala em mais do que um 25 de Novembro, entre elas a tentativa de o transformar numa "pinochetada" como eu costumo dizer. Isso é claríssimo e fez, obviamente, com que nos tivéssemos de bater, pelo menos, em duas frentes: aquela para a qual nos tínhamos preparado e outra, a da direita militar.»
Entrevista de M.ª Manuela Cruzeiro a Melo Antunes, Melo Antunes o sonhador pragmático
No plano político-militar, os militares conotados com as facções mais à esquerda foram afastados.
A direita política e militar "não ganhou" (se quisermos analisar dessa forma redutora - entre vitórias e derrotas, a situação) - não foi a vencedora imediata, "até porque não se sentiam ainda com força para isso", mas passou a ter condições para crescer.
Foram as forças moderadas que controlaram as operações militares do 25 de Novembro (e o fluxo político inerente, numa época em que o adjectivo militar andava a par com o adjectivo político). Mesmo o Coronel Jaime Neves, habitualmente conotado com posições mais à direita, e que se distinguiu nas acções desse dia, actuou sob a orientação do Tenente-Coronel Ramalho Eanes, comandante operacional a partir do Regimento de Comandos da Amadora. No Palácio de Belém, o Presidente, General Costa Gomes assumira o comando, coadjuvado por Vasco Lourenço (comandante da Região Militar de Lisboa) e Rocha Vieira, Chefe do Estado-Maior. Neste período, esteve reunido em permanência o Conselho da Revolução, dominado pelas posições do Grupo dos Nove (de que Melo Antunes era figura proeminente).
Todos estes militares tinham estado comprometidos com o 25 de Abril.
Mas, ao serem posteriormente afastados dos postos de chefia os elementos mais à esquerda, o cenário político começou a deslizar todo ele para a direita - entrámos no PCREC (o C de Contra).
Daqui advém a simpatia da direita pelo 25 de Novembro, a data em que a revolução foi travada, através do afastamento dos seus principais actores, e que se transforma em símbolo político por oposição ao 25 de Abril da esquerda. Por isso é preciso realizar a cerimónia - todos têm rituais.
A direita aproveitou-se, naturalmente, das condições que foram criadas, sem nada ter feito directamente, mas sabendo "orientar-se muito bem no meio tudo isto".
O 25 de Novembro é, a meu ver, o fim das utopias possíveis do 25 de Abril, aquelas que se abriram imediatamente após o dia inicial e limpo, quando todo o futuro nos pareceu estar por escrever.
Nota: O plural majestático da última frase será um exagero: com 15 anos inocentes (politicamente ignorante), não compreendia de todo os acontecimentos que então se desenrolavam.
2.ª nota - No meio de tanto que se tem dito e escrito, louvo aquilo que me parece ser o respeito pela verdade nos relatos que faz das situações vividas e a coerência da análise da parte do General Ramalho Eanes (nomeadamente no que se prende com a sua actuação) em todos os depoimentos que lhe conheço sobre os acontecimentos ocorridos em torno do 25 de Novembro de 1975. Concorde-se ou não com as posições que tomou...
quarta-feira, 20 de novembro de 2024
José Mário Branco - obra de interesse nacional
Cinco anos após a morte de José Mário Branco, um conjunto de cidadãos, maioritariamente com ligações à Música, entregou à Vice-Presidente da Assembleia da República a petição para que a obra de José Mário Branco seja considerada de interesse nacional.
A recolha de assinaturas continua.
terça-feira, 1 de outubro de 2024
Que grande rebaldaria / E a Palestina às escuras
No meio dos escombros da sua casa, Abu Omar, de 70 anos, fuma cachimbo e ouve música do gira-discos, em Aleppo, na Síria, a 9 de Março de 2017, após o bombardeamento do seu bairro.
Foi na Síria, um episódio mais dos permanentes conflitos do Médio Oriente. Podia ser hoje, no Líbano, em Gaza, na Cisjordânia, onde a loucura de Benjamin Netanyahu continua a atear fogos.
A uma semana de se assinalar um ano dos ataques do Hamas, os reféns já cumpriram o seu papel, já foram úteis aos planos de Netanyahu.
Está difícil ouvir música!...
sexta-feira, 15 de dezembro de 2023
quarta-feira, 28 de junho de 2023
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023
Cantiga(s) do Fogo e da Guerra
Assanhem-se os ânimos!
Agilitemos os espíritos guerreiros!
Sus!
terça-feira, 19 de novembro de 2019
Obrigado, José Mário
quinta-feira, 4 de outubro de 2018
quarta-feira, 30 de maio de 2018
Maio de 68 - 50 anos (14)
O Presidente de Gaulle regressa a França, depois de ter estado na Alemanha (Baden-Baden) com os comandantes de uma base militar francesa e de lhes ter pedido o apoio em caso de confrontação.
A imagem é um pormenor de uma pintura de Júlio Pomar, Resistência (1946).
encontrava-se em Paris, em Maio de 1968.
terça-feira, 1 de maio de 2018
José Mário Branco e duas obras clássicas
Ouço e recordo...
O dia 25 de Abril "inconscientemente" vivido, com a audição de um conjunto de canções - muitas até então proibidas - tendo muitas constituído, para mim, uma surpresa.
A aquisição dos discos (em vinil, claro!) que procurei avidamente, logo que pude, e ouvi vezes sem conta.
A partilha com os amigos dessas (e de outras) músicas, num clima bem diferente daquele em que se tinha vivido. Isso era mais do que perceptível, mesmo para quem era politicamente inconsciente.
Tinha 15 anos...
quarta-feira, 15 de junho de 2016
quarta-feira, 25 de maio de 2016
Eh! Companheiro
aqui estou para te falar
(...)
Parabéns, José Mário Branco, pelo 74.º aniversário.
quinta-feira, 30 de julho de 2015
domingo, 5 de outubro de 2014
José Mário Branco distinguido
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Que amor não me engana
Lindíssima canção de José Afonso.
Gravada em Paris, Outubro de 1973.
Arranjos e direcção musical de José Mário Branco











