"Quando todos os cálculos complicados se revelam falsos, quando os próprios filósofos não têm nada mais a dizer-nos, é desculpável que nos voltemos para a chilreada fortuita dos pássaros ou para o longínquo contrapeso dos astros ou para o sorriso das vacas."
Marguerite Yourcenar, Memórias de Adriano (revista e acrescentada por Carlos C., segundo Aníbal C. S.)
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segunda-feira, 20 de julho de 2026

sexta-feira, 11 de abril de 2025

Impagável


Dei duas valentes gargalhadas: uma pela ideia da milenar aliança entre Itália (Roma) e EUA, outra pelas expressões faciais da tradutora.

A imagem foi partilhada por uma amiga no fb e tem data recente.
Pelo sim, pelo não, fui verificar. Não que duvidasse da capacidade de Trump dizer o que, de facto, disse...

O momento não tem a ver com o actual mandato - verificou-se no anterior mandato, em 16 de Outubro de 2019, durante uma conferência de imprensa, quando o Presidente de Itália, Sergio Mattarella visitou a Casa Branca.
A intérprete de Mattarella, Elisabetta Savigni Ullmann, parecia notavelmente confusa, enquanto Trump falava de assuntos externos dos EUA.

Sobre a Síria, Trump afirmou: “They’ve got a lot of sand over there. So there’s a lot of sand they can play with.”

Sobre os laços culturais entre EUA e Itália, declarou que... "Remontam a milhares de anos, à Roma Antiga." (“Date back thousands of years to Ancient Rome”). 

Priceless!


sábado, 5 de outubro de 2024

5 de Outubro de 1910 - à volta de dois menus para D. Manuel II

No dia 5 de Outubro de 1910, o rei D. Manuel II de Portugal deveria ter-se deslocado a Vidago, a fim de estar presente no jantar da inauguração do Palace Hotel, propriedade do seu Primeiro-Ministro, Teixeira de Sousa.

Acontece que, na madrugada de 3 para 4 de Outubro, tiveram início as acções armadas que levaram ao fim da monarquia.
Às 18 horas do dia 4, o Palácio das Necessidades foi bombardeado, a partir do Tejo, pelo cruzador Adamastor e D. Manuel II, não tendo a sua segurança garantida, partiu para o Palácio de Mafra.

Na manhã do dia 5, tendo conhecimento da situação vivida em Lisboa, as rainhas D. Maria Pia e D. Amélia saíram de Sintra, onde se encontravam, e dirigiram-se, também, para Mafra.

No Palácio de Mafra fizeram a sua última refeição em Portugal. Terá sido após o almoço que tiveram conhecimento da proclamação da República, em Lisboa. Emissários informaram que D. Afonso, irmão de D. Carlos I e tio, portanto, de D. Manuel II, se encontrava ao largo da Ericeira, no iate Amélia, em que saíra de Cascais. A família real devia embarcar rapidamente para não ser surpreendida pelos revoltosos. 
Da Ericeira partiram para Gibraltar e, daí, para os seus exílios.

«As reais pessoas foram da praia para o iate em barcos de pescadores - aquele em que embarcou o rei chamava-se Bom-Fim, as rainhas foram na Navegadora. Eram barcas sardinheiras, mal-cheirosas para régias narinas. Eram 4 horas da tarde.» (Joaquim Romero Magalhães)



Pego na história da fuga da família real, porque ontem, no fb, o (ex-)Embaixador Francisco Seixas da Costa publicou o menu do jantar de inauguração do Palace Hotel de Vidago, onde o rei não chegou a ir e o jantar não se viria a realizar, e Tomaz de Mello Breyner, bisneto do médico da família real, acrescentou o menu do almoço da família real em Mafra - um almoço que não estava programado, cozinhado nos aposentos do Dr. Thomaz de Mello Breyner, no Paço de Mafra.

O menu do almoço tem, à margem, a anotação do médico:
«Última refeição, por sinal bem amargurada, que El Rei Dom Manuel II, sua mãe e sua avó paterna comeram em terra Portuguesa.»


Menu previsto para o jantar de inauguração
do Palace Hotel de Vidago


Menu do último almoço de D. Manuel II em Portugal

Os dois documentos originais pertencem a quem os publicou ontem. 
Eu republico por curiosidade. 

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Foram feitas correcções à 1.ª edição do texto, parágrafos 4 a 6, três horas depois da sua edição.


quinta-feira, 27 de junho de 2024

Mais concertos de violino de Chopin

«Hoje, na Assembleia da República, o líder parlamentar da IL citou José Saramago: - "Vemos e lemos, não podemos ignorar." Um pouco claudicante, mas era o nervosismo do momento. Respondo-lhe citando Sofia de Mello Breyner: - "Cá vai Lisboa, com a saia cor do mar." E não podemos ignorar que "há mar e mar, há ir e voltar" como disse Camões quando salvou a nado o manuscrito do Livro do Desassossego. Sempre que posso, assisto às transmissões da AR Tv para me enriquecer com a cultura que escorre dos lábios marmóreos e clássicos dos nossos representantes na casa da Democracia. Desde o domínio da língua pátria que deixa para trás Camilo e Aquilino, até ao estilo inovador repleto de neologismos que deixa Eça de Queiroz a perder de vista. Quando Natália Correia escreveu e publicou "A Tourada" nunca imaginou a importância que esta crítica tão acerada aos nossos costumes teria para as gerações futuras. Realmente, a Assembleia da República não é a "Casa da Mariquinhas" como escreveu Ary dos Santos para Alfredo Marceneiro. (Filho!)»

Cândido Mota, fb (27.06.2024)

Uma pérola!


quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

O Arquivo EPHEMERA e o 25 de Abril em Portugal

«Para além da Comissão das Comemorações do 25 de Abril, o ARQUIVO EPHEMERA é a instituição que mais tem contribuído para que se comemore, estude, compreenda o significado da Revolução do 25 de Abril a nível nacional. De Trás-os Montes ao Algarve, dezenas de exposições, umas mais pequenas nas escolas e autarquias (Juntas de Freguesia, por exemplo), outras de maior dimensão, e palestras, debates, conferências sobre o 25 de Abril, tem sido ou estão a ser organizadas. Leu bem, “dezenas”. É um enorme esforço, na maioria dos casos apenas com os nossos meios e o trabalho dos nossos voluntários, que se estende por todo o ano de 2024, e que compreende quatro exposições de grande porte: “A Liberdade, a Força que Muda Tudo” (Barreiro), “Representações do Trabalho” (ISCTE), “Dez Dias que Abalaram Portugal” (Lisboa), e sobre a Censura (Oeiras), com uma maioria esmagadora de materiais originais e inéditos do ARQUIVO EPHEMERA.

Debates e encontros nas escolas, autarquias, grupos culturais, universidades já se realizaram vários (Lisboa, Barreiro, Moita, Olhão, Batalha, Braga, Tondela. Murtosa…), e estão agendados muitos mais, assim como programas regulares (por exemplo, no Teatro Joaquim Benite, em Almada) com vários intervenientes. Cedência de materiais digitalizados ou fotografados, já foram enviados para diversas entidades, dentro e fora de Portugal. Conferências, debates e encontros estão agendados para França e para os EUA, até ao 25 de Abril. Catálogos, folhas de sala e pelo menos a publicação de dois volumes na Colecção Ephemera da Tinta da China, e de dois Cadernos do Ephemera, assim como vários documentários na RTP, estão previstos. É muito, mas ainda falta muita coisa.»

Do fb do Ephemera


terça-feira, 29 de março de 2022

É um... Mistério!

 Parece uma daquelas anedotas... mas não é!



"E a terra treme
E a terra treme
Mas de nada o meu primo se apercebe"

José Afonso, Tenho um primo convexo


sábado, 18 de abril de 2020

Pensar como enfrentar o futuro

«(...) temos de viver reconhecendo que o pânico não contribui para aumentar as nossas possibilidades de sobrevivência. Devemos aproveitar este tempo começando a pensar como enfrentar o futuro com novas pandemias, com escassez de recursos, com catástrofes ambientais e com dirigentes políticos cada vez mais primários, interessados antes de tudo na sua sobrevivência e na do grupo, cada vez mais restrito dos que com eles sobreviverão.»
Carlos Matos Gomes


quarta-feira, 11 de março de 2020

Tudo o que fizermos durante...

«Tudo o que fizermos antes de uma pandemia parecerá alarmista. Tudo o que fizermos depois parecerá inadequado.»
Michael Leavitt


Retirado do fb.

sábado, 16 de novembro de 2019