"Quando todos os cálculos complicados se revelam falsos, quando os próprios filósofos não têm nada mais a dizer-nos, é desculpável que nos voltemos para a chilreada fortuita dos pássaros ou para o longínquo contrapeso dos astros ou para o sorriso das vacas."
Marguerite Yourcenar, Memórias de Adriano (revista e acrescentada por Carlos C., segundo Aníbal C. S.)
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segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Fellini nasceu há 100 anos

Uma das figuras maiores do cinema mundial, um "orquestrador de sonhos".


"A melhor parte do dia é quando vou para a cama. Adormeço e a festa começa." 
Federico Fellini (1920-1993)


domingo, 20 de janeiro de 2019

Fellini - entrada no ano do centenário

Federico Fellini faria hoje 99 anos.

«Eu inventei-me inteiramente: infância, personalidade, os desejos ardentes, sonhos e memórias, tudo para me permitir lhes dizer.» (Fellini) 



Em 8 ½, Fellini transporta-nos para o interior da angustiante (e angustiada) mente criativa de um realizador no desenrolar do processo mental do seu trabalho.
Este será o primeiro filme em que a sua imaginação supera a realidade. A partir daqui, o sonho, a fantasia e o grotesco tornam-se a matéria-prima da sua carreira.

Se a obra de Fellini reflecte a sua vida, esta também é vista através do sonho que a alimenta.
Regressa ao passado mas reconstruindo-o criativamente – transforma-o numa nova realidade.

«A memória não é exacta. Eu descobri que a vida que eu conto tornou-se mais real para mim, do que a vida que eu realmente vivi.»


quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Federico Fellini

Em 1997 Caetano Veloso editava Omaggio a Federico e Giulietta. Era o resultado em disco de um espectáculo que tinha sido convidado a fazer em Rimini, em homenagem a Federico Fellini e a Giulietta Masina.
O convite partira da Fondazione Fellini , conhecidas que foram as "declarações de amor" de Caetano Veloso à poesia do cinema de Masina/Fellini.

O cinema, para mim, parou há uns anos. É a vidinha! Ou são opções (e preguiça!), não vale a pena arranjarmos desculpas.
Fellini é daqueles nomes que me ficaram - encantava-me aquele mundo estranho e aquelas personagens que tanto identificam o seu cinema, um belo horrível que lhe enchia a memória e derramava ternura.
Era o tempo da Faculdade, da Cinemateca no Palácio Foz aos Restauradores, a bicha que fazíamos pela calçada acima, paralela às linhas do elevador da Glória, para adquirir por 5$00 os bilhetes para os ciclos de cinema, onde Fellini provocava as maiores filas. Lá tínhamos de faltar às aulas...
Lembro-me de um ciclo dedicado a Fellini, com filmes diferentes à tarde e à noite. E eu, de 2.ª a 6.ª, a ver as várias sessões, para não perder nenhum.

Fellini faria hoje 91 anos.


A primeira música do disco de homenagem de Caetano Veloso - Que não se vê (como tu mi vuoi)

Assim consigo juntar dois artistas de quem gosto muito.