Nasceu em Lisboa, em 1775, reinava D. José I, cuja estátua foi inaugurada naquele ano. Governava o já marquês, Sebastião José de Carvalho e Melo.
Nessa data ainda o arco triunfal da Rua Augusta/Terreiro do Paço não estava construído. Concebido arquitectonicamente no tempo de Pombal, só no governo de Costa Cabral (1843) foi posto a concurso, para só 20 anos depois ser executado e, em 1873, ser rematado.
Mesmo assim, o arco ficou inacabado relativamente ao projecto inicial.
Uma das estátuas que se recortam no arco é a do Marquês.
Mais sorte teve a estátua de D. José I, da autoria (não total) de Machado de Castro - o primeiro desenho para a obra é de Eugénio dos Santos.
As peripécias da construção daquela que foi a primeira estátua equestre do país também não foram poucas, até à sua inauguração, cerca de ano e meio antes da morte do rei, o qual, em dia de aniversário (6 de Junho), só assistiria a essa inauguração de uma das janelas da praça. O Marquês presidiu a essa cerimónia (tinha de ser!...) e o próprio Machado de Castro, confundido com um "pobretanas" foi corrido do local.
Domingos Bomtempo teve a sua vida de compositor dificultada pelas lutas liberais. Partidário das ideias liberais, chegou a viver refugiado no consulado da Rússia em Portugal.
O primeiro concerto para piano foi composto no primeiro período em que viveu em Paris (1801 - 1810).
P.S. - Do arco e da estátua lembrei-me pela imagem do vídeo e por ter visto ontem a fotografia no fb de Marina Tavares Dias, Lisboa Desaparecida.
