"Obrigado ao muito respeitado Mohammed VI, rei de Marrocos. Uma tremenda honra! Estou ansioso por percorrer toda a extensão desta Grande Autoestrada um dia, espero que em breve!", são as palavras de Donald Trump publicadas num vídeo promocional do projeto marroquino.
Ontem, eu reparava no sorriso das vacas...
Marguerite Yourcenar, Memórias de Adriano (revista e acrescentada por Carlos C., segundo Aníbal C. S.)
domingo, 2 de agosto de 2026
Ceuta foi guerra híbrida
A educação a afundar
(...)
Continuam a guardar aquilo que nenhuma tecnologia consegue reproduzir: a capacidade de despertar consciência.»
o Prof. Cláudio Torres, em Mértola, 1995
terça-feira, 28 de julho de 2026
segunda-feira, 27 de julho de 2026
Salazar morreu há 56 anos
domingo, 26 de julho de 2026
Vivemos numa época de notável cegueira espiritual e cultural
«Vivemos numa época de notável cegueira espiritual e cultural. Um falso pragmatismo convida-nos a cortar as raízes da memória, como se fosse possível inaugurar uma espécie de “nova criação” desligada do passado; mesmo quem invoca grandes princípios morais pode cair neste niilismo histórico, iludindo-se com a ideia de que as atrocidades do século XX não se podem repetir. Na realidade, as mesmas dinâmicas ressurgem sob novas formas. Parece voltar a impor-se a lógica do equilíbrio armado e da dissuasão. Mas, ao contrário do cenário bipolar da Guerra Fria, hoje a multiplicação dos protagonistas e das frentes de conflito torna esta lógica cada vez mais frágil. A conflitualidade exacerbada conduz a guerras assimétricas e “híbridas”, travadas também em âmbito económico, financeiro e informático, com o recurso à desinformação e a campanhas que alimentam o medo para influenciar a opinião pública. Em muitos países, também no Sul Global, o aumento das despesas militares é apresentado como a única resposta a um futuro incerto ou a ameaças pressentidas, enquanto o custo real recai sobre os mais pobres, que assistem à redução dos recursos destinados à saúde, à instrução e aos serviços sociais.»
Carta encíclica Magnifica Humanitas, Padre Leão XIV
sábado, 25 de julho de 2026
sexta-feira, 24 de julho de 2026
quinta-feira, 23 de julho de 2026
Uma escolha muito adequada
quarta-feira, 22 de julho de 2026
Há sempre alguém que nos faz falta
A surpresa e a tristeza da notícia da morte de Luís Represas.
Vi-o no passado 21 de Março, na Meo Arena, Viver tudo numa noite. Os colegas saberiam que era a despedida. Não sabíamos nós, na alegria do reencontro.
A voz não podia ser a de há 30 ou 40 atrás, mas era... "aquela voz" e parecia estar bem.
«Tínhamos começado há dois meses, aquilo era ainda muito imberbe, mas tocámos umas quatro ou cinco músicas no palco 1, com 5 mil pessoas à frente. Foi o prenúncio de alguma coisa que estava para vir.» (Luís Represas)
Revi-os, já mais crescidos - a sair da adolescência -, em 13 de Dezembro de 1977, na Aula Magna da Universidade de Lisboa, num espectáculo promovido pelas Associações de Letras, Medicina e ISCTE.
Foi a época da minha entrada na Faculdade, o meu primeiro acto académico, quase diria, num ano lectivo em que as aulas, com a enchente de alunos, só começaram em Fevereiro-Março.
Depois foi o seguir a carreira, as várias festas do Avante, concertos outros, os discos (vinil e CD).
Em 1989, qual coroa de glória (porque eu estava lá e tive alguma coisa a ver com isso...), o Trovante actuou no campo de jogos da então Escola Preparatória Paulo da Gama (Amora), espectáculo integrado na Semana da Música.
O Trovante (no singular) foi um grupo charneira entre gerações e a música portuguesa seria muito mais pobre sem eles, no colectivo, a solo ou em colaboração com outros.
Sempre valorizei mais a sua actividade artística (tal como a dos outros elementos) no seio do Trovante.
Agora, mais do que nunca, é ouvir e recordar.
Obrigado, Luís!
terça-feira, 21 de julho de 2026
Há sempre uma primeira vez
Como assim?
«A entrada gratuita em museus,
monumentos e palácios passou a ser possível durante 52 dias por ano para
portugueses e residentes em Portugal, em qualquer dia da semana, a partir de
agosto de 2024. Até então, e desde setembro de 2023, a gratuitidade era restringida
aos domingos e feriados.
“A média é de 1,4 utilizações, ou
seja, mais de 60% das pessoas só vai uma vez. Não estamos a consolidar nem a
criar hábitos culturais regulares. A mim preocupa-me. […] A medida não está a
ter o impacto que queríamos que tivesse. Não é para acabar com a medida. Tenho
de investir, além da questão do acesso”, sublinhou.
Tendo em conta que dos 37 museus, monumentos e palácios 18 estão ou estiveram encerrados ou parcialmente condicionados por causa de obras no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência, a ministra revelou que este regime de gratuitidade teve “custos, com uma perda de receita associada à medida de 10 milhões de euros”.»
Notícia da Lusa
Tão poucas entradas, tanta perda de receita?
Estou de acordo com o Sec. Estado Adjunto e da Educação
segunda-feira, 20 de julho de 2026
Sobre a nudez forte da verdade...
... o manto diáfano da fantasia. (Eça de Queiroz)
«Não há um caos nos exames nacionais. (...)
A classificação dos exames nunca foi tão transparente e o rigor nunca esteve tão assegurado.»
(Luís Montenegro)
domingo, 19 de julho de 2026
sábado, 18 de julho de 2026
Fundação Calouste Gulbenkian - 70.º aniversário
O Decreto-Lei nº 40 690, de 18 de Julho de 1956, oficializava
os estatutos da Fundação Calouste Gulbenkian (FCG).
Criada por testamento de Calouste Sarkis Gulbenkian (1869 –
1955), magnata e filantropo de origem arménia, visava o apoio à Arte, à Ciência,
à Educação e à Beneficência.
Calouste Gulbenkian acumulou uma fortuna colossal com base nos negócios de exploração de petróleo no Médio Oriente, tornando-se um dos homens mais ricos do mundo na primeira metade do século XX. Construiu, também, uma fabulosa colecção de arte, constituída por mais de 6 mil obras.
Refugiou-se em Lisboa durante a Segunda Guerra Mundial (vindo
de França, em 1942, com a ideia de aqui “fazer escala” para seguir para os EUA)
e aqui acabou por viver até ao final da sua vida, no Hotel Aviz, à época o mais
luxuoso hotel da capital (demolido em 1962).
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| Hotel Aviz - sala de estar |
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| Vista aérea do Parque de Santa Gertrudes (ao centro), ainda com equipamentos da Feira Popular. |
Esse complexo, a que foi acrescentado, em 1983, o Centro de Arte Moderna (CAM), foi inaugurado a 2 de Outubro de 1969. Mas nessa data já funcionavam serviços de atividades na área da educação, saúde, música, belas-artes e bibliotecas, tinham sido criados o Instituto de Investigação Científica Gulbenkian, o Plano de Edições de obras estrangeiras traduzidas, a Orquestra Gulbenkian, o Grupo Gulbenkian de Bailado e o Coro Gulbenkian. Em 1965 patrocinara a primeira Campanha Nacional de Vacinação.
O projecto da sede, do museu e do jardim foi uma obra marcante em termos arquitectónicos, tendo sido classificada como Monumento Nacional. Os edifícios são da autoria de Ruy d’Athouguia, Pedro Cid e Alberto Pessoa, e os jardins de Gonçalo Ribeiro Telles e António Viana Barreto.
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| A sede, o museu e os jardins em construção (final da década de 60) |
Com 70 anos, a FCG continua a ser uma referência global em todas as suas áreas de actuação.
José Carlos Vasconcelos, na revista Visão de 16 de Junho,
escreve:
«(…) a Fundação Calouste Gulbenkian mudou Portugal. Ou
ajudou decisivamente a mudar Portugal. Para melhor. Sempre. Numas fases mais do
que noutras, com picos e menos altos, dependendo também de factores externos.
E, creio, sobretudo, ou de forma mais nítida, nos seus primeiros quase 20 anos,
durante a ditadura.
Nesse tempo a Fundação foi, quanto possível, uma espécie de Ministério da Cultura e de Ministério da Ciência que não existiam. Além, quanto as circunstâncias o permitiam, um exemplo de autonomia perante o totalitário poder vigente, no sentido de não condicionar aos seus, desse poder, interesses e critérios políticos os apoios nas suas áreas de intervenção (artes/cultura, social/desenvolvimento humano, educação, ciência).»
Depois foram muitos dias passados na Biblioteca - final do liceu (pós-25 de Abril) e faculdade. Seguiram-se as temporadas de concertos, alguns espectáculos do Ballet Gulbenkian e as visitas ao Museu. Regularmente as exposições e, sempre, os espaços dos jardins, recentemente ampliados.
quinta-feira, 16 de julho de 2026
Cultura com contas à merceeiro
Ainda teremos uma Fundação Gulbenkian septuagenária a ser, novamente, o Ministério da Cultura em Portugal?
quarta-feira, 15 de julho de 2026
"Uma no cravo, outra na ferradura"... e ainda outra na espelunca
P.S. - Gostaria de saber se a posição do CDS é concordante com a do seu vice-presidente.
terça-feira, 14 de julho de 2026
segunda-feira, 13 de julho de 2026
domingo, 12 de julho de 2026
Em jeito de confusão entre canais
«Em jeito de reconhecimento [sic] do esforço de todos os professores que estão neste momento, numa manhã de sábado, a corrigir as provas dos exames nacionais, foi decidido pelo senhor ministro da Educação que o Governo vai pagar horas extraordinárias a todos os professores que estão a corrigir essas provas, em reconhecimento pelo seu esforço extraordinário.»
Não foi ninguém do Governo que o afirmou, foi o nóvel porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, certamente enfadado pela falta de protagonismo, de visibilidade, como deputado europeu. A politiquice dá muito mais pica!
Uma medida governativa anunciada por uma estrutura partidária (mesmo sendo do partido maioritário do Governo), em conferência de imprensa.
E logo "em jeito de reconhecimento" - uma gorjeta!
Falta de jeito!
sexta-feira, 10 de julho de 2026
quinta-feira, 9 de julho de 2026
Os exames estão todos aqui!
O facto de os exames estarem todos ali, num armazém em Mem Martins, sob vídeo vigilância, tranquiliza-nos.
Consigo imaginar a emoção que atravessa aquele espaço quando é reportado um problema com a digitalização de uma prova que seja... O sorriso daquele que irá carregar o escadote para procurar a prova na prateleira de cima da estante mais longínqua...
Quanta felicidade transparecerá no rosto daqueles que ali mourejam...

















































