"Quando todos os cálculos complicados se revelam falsos, quando os próprios filósofos não têm nada mais a dizer-nos, é desculpável que nos voltemos para a chilreada fortuita dos pássaros ou para o longínquo contrapeso dos astros ou para o sorriso das vacas."
Marguerite Yourcenar, Memórias de Adriano (revista e acrescentada por Carlos C., segundo Aníbal C. S.)
Mostrar mensagens com a etiqueta Viagens. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Viagens. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 17 de junho de 2016

segunda-feira, 7 de março de 2016

Procura-se mala!...

E eis que, na exposição do Museu de Arqueologia, deparamos com uma lápide cujo texto prova (como disse a Teresa) que já no tempo dos Romanos desapareciam malas nas viagens de avião...


«Ó Deusa Ataecina Turibrigensis Proserpina, pela tua majestade, te peço, rogo, imploro que vingues o roubo que me fizeram: quem quer que seja que de mim desviou, me roubou, desapossou das coisas que abaixo vão descritas: 6 túnicas, 2 capotes de linho, 1 camisa [...] ignoro o número.»


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Lugares imaginários

A literatura ultrapassa os obstáculos do tempo e do espaço. Nos livros ou através dos livros viajamos sem limites.
Sou viajante de sofá, melhor, de cama ou de praia, dois dos sítios onde mais gosto de ler, melhor ainda, sou duplamente viajante - do comboio e do barco, no nomadismo diário do casa-escola-casa, e dos livros que me acompanham.

Para nos orientarmos no imaginado, termos um guia de viagem, foi editado em Portugal o Dicionário de Lugares Imaginários, um verdadeiro atlas da imaginação.
Não acrescenta, mas organiza a informação essencial de cerca de 1200 lugares da criação literária - 1000 páginas.

Como diz Alberto Manguel, um dos seus autores (aquele que está vivo, Gianni Guadalupi já morreu), o dicionário não inclui céus, infernos, mundos paralelos ou lugares verdadeiros disfarçados.


«Viajar com a literatura é ir além do aspecto tangível dos lugares físicos que conhecemos e vemos nos mapas. A viagem não é apenas uma deslocação no espaço. é mental também.»

Terra do Nunca

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Regresso


O final do período de férias vem sempre depressa de mais.

Resta-me ruminá-las, como as vaquinhas ao pasto.


quinta-feira, 11 de abril de 2013

Baixa de Lisboa - um imenso hotel?

Segundo a comunicação social, decorrem obras para 7 novos hotéis na Baixa de Lisboa. Na Câmara serão 30 os pedidos de licenciamento de novos hotéis (não sei se todos na Baixa).
No Largo Trindade Coelho, mesmo em frente à Igreja de S. Roque, dizem que é para um hotel as obras que se irão fazer num prédio que alberga duas livrarias-alfarrabistas: a Olisipo e a Artes e Letras. Virá o hotel, desaparecem as livrarias.

O prédio em questão é o de esquina (junto à margem direita)

A nova lei das rendas "agiliza" (verbo moderno) estes processos. As rendas poderão estar desadequadas ao  espaço arrendado, desactualizadas, o sítio é atraente, o turismo é necessário, tudo legal, tudo justificado.
Mas... com este crescimento dos estabelecimentos hoteleiros e o desaparecimento dos espaços atractivos que dão a identidade à zona e fazem a diferença, não se corre o risco de se matarem os chamarizes e os turistas andarem na Baixa a ver... hotéis?

Livraria Olisipo

Livraria Artes e Letras


























quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Pelos cantos da paz

Começar cedo o "exótico" dia de 12 do 12 de 12.


A oportunidade de conhecer (apressadamente - contra o próprio princípio imanente do espaço) o Buddha Eden - Jardim da Paz.

 
 

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Amoras

«O meu país sabe a amoras bravas
no Verão.»
                             Sophia de Mello Breyner


Por terras d' Alfândega da Fé - 2010

Montanhas de Verão

Nikias Skapinakis  -  As Montanhas de Verão II - Pulo do Lobo
(caneta sobre... papel higiénico)

Trás-os-Montes
(Agosto de 2010)

Para saudar o Verão.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Espaços nórdicos de silêncio ou de meditação

Capela do Silêncio
A Fernanda e a Almerinda chamaram a atenção para a crónica sobre a Capela do Silêncio, em Helsínquia, tema dos Sinais de hoje, de Fernando Alves - podem ler e ouvir aqui.

Gosto de um certo espírito nórdico, gosto de Helsínquia. Ao contrário do cronista, senti o apelo dos lugares mais a Norte - e só deixei de o sentir por causa das políticas destes (des)governos mais a Sul, que me dificultam o regresso a esses lugares!

Fernando Alves cita uma frase de Sisa Vieira:
«Sempre me impressionou muito o obsessivo convite à meditação que se sente na maior parte das igrejas.»

Ainda em Helsínquia, podemos encontrar uma igreja circular escavada na rocha (Temppeliaukion Kirkko), onde, apesar da quantidade de visitantes (turistas), se sente esse convite. A música que aí se escuta ajuda a esse estado de espírito.


Temppeliaukion Kirkko
Interior e cobertura exterior da igreja (vê-se a cúpula)

sábado, 17 de março de 2012

Mosteiro de Tibães - Jantar de S. Bento

O Mosteiro de Tibães voltou a entrar-me em casa.
A Fátima enviou-me a notícia do Jantar de S. Bento, a realizar no próximo Sábado, dia 24.
O jantar integra-se nas comemorações dos 25 anos da aquisição do mosteiro pelo Estado (1986), via IPPAR, que procedeu à sua musealização e abertura ao público.
Dez anos depois após a sua compra, decorreu um processo de recuperação restauro e reabilitação de partes do mosteiro, antiga Casa-Mãe da Congregação dos Monges de S. Bento em Portugal, beneficiada por ricas doações, nomeadamente do Conde D. Henrique, de D. Teresa e de D. Afonso Henriques, ou não fosse a Ordem de origem borgonhesa e um dos tios de D. Henrique seu abade.

O objectivo de reinstalar uma comunidade religiosa no antigo noviciado, que gere uma hospedaria e um restaurante, já foi atingido.
O mosteiro é monumental e merece (se merece!...) uma visita demorada - um fim de semana (a hospedaria não é cara, o restaurante é muito bom - pelo menos, o que comi e bebi - as irmãs, de várias nacionalidades, muito acolhedoras).
A ementa de dia 24 promete, como se pode ver - incluindo receitas, ou não saberíamos o que eram as sopas de vaca contrafeitas ou sopa de vacas contrafeitas...
As contrafeitas serão as sopas ou as vacas?











Restaurante - será aqui o jantar de S. Bento?
Não são muitos os lugares















Painel de azulejos do claustro do cemitério 

quinta-feira, 15 de março de 2012

Recônditos lugares

A Ponte da Misarela é um dos recônditos lugares a que me referi.
E não foi muito fácil descobri-la.


Sobre esta ideia do sossego ou de um certo isolamento dos lugares, Onésimo T. Almeida, numa das suas crónicas, lembra a entrevista de um velhote da ilha do Corvo, o Tio Pedro, a O Independente.

Corvo (2005)
«Terminada a entrevista, o Tio Pedro virou-se para o jornalista e disse-lhe assim: 'O senhor agora não vá para o seu jornal dizer mal da gente; mas também não diga bem, porque a gente gosta muito de estar sozinhos.'»
Onésimo Teotónio Almeida, Livro-me do desassossego

Corvo (2005)

Coincidências

Neste caso não são segredos, são coincidências, naturais em relação a locais ou percursos bem conhecidos: encontrei publicados recentemente os desenhos da região de Braga, onde estive há pouco tempo.
Num blog que dá gosto ver - Diário Gráfico - Eduardo Salavisa publicou:




Complemento com as fotografias:
Igreja de S. João do Souto (Braga)

Mosteiro de Tibães

E há mais coincidências de sítios. Atracção, perseguição...