"Quando todos os cálculos complicados se revelam falsos, quando os próprios filósofos não têm nada mais a dizer-nos, é desculpável que nos voltemos para a chilreada fortuita dos pássaros ou para o longínquo contrapeso dos astros ou para o sorriso das vacas."
Marguerite Yourcenar, Memórias de Adriano (revista e acrescentada por Carlos C., segundo Aníbal C. S.)

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A não perder!

No BES Arte & Finança (na Pr. Marquês de Pombal - Lisboa) está uma exposição de fotografias da autoria de Gérard Castello-Lopes - Aparições.
Não é uma exposição "qualquer", é a maior exposição (até ao momento) da obra deste magnífico fotógrafo, falecido já em 2011 (ficou aqui um registo), cobrindo toda a sua carreira (1956 - 2006). A exposição está organizada por secções temáticas e inclui, também, alguns objectos pessoais e ainda alguns poucos retratos seus tirados por outros fotógrafos.
É possível assistir a um documentário de Fernando Lopes sobre GCL.
O horário tem o inconveniente de só abranger os chamados dias úteis (o fim de semana não é útil?), mas é largo: das 9.00 h às 21.00 h. E a entrada é gratuita. E a exposição está aberta ao público até ao dia 7 de Janeiro (pelo que apanha o período do Natal).
É mesmo a não perder.
(Ainda vou lá voltar, porque o documentário é longo - cerca de 45 min. - e não estava preparado para demorar tanto tempo)



Caixinha de surpresas

Hoje (como em todos os dias!), não me podia esquecer de ti!


Repeguei esta fotografia (de que gosto muito)
já usada num dia 17 de Novembro,
na primeira versão do Permanente Reencontro
(desaparecida no ciberespaço)
Monserrate (Junho 1997)

P.S. - Como vai a música?


terça-feira, 15 de novembro de 2011

Jukebox mental



Há dias em que acordamos com uma música na cabeça.
São insondáveis os critérios musicais das nossas gavetas da memória...
Joni Mitchell - Edith and the kingpin



Joni Mitchell em grande forma, ao vivo, em Setembro de 1979.
Palavrinha (justa) para o baixo de Jaco Pastorius, músico que pertenceu aos Weather Report e que morreu precocemente (1987, aos 35 anos).


Francisco - 1 ano

O tempo passa, caraças!...
Francisco, ao segundo dia de existência

Parabéns à Rita (que o Francisco ainda não sabe que faz anos).

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

A gramática da moda

Encomendei uma gramática prática da Língua Portuguesa (não gosto das que não são práticas!...), conforme o novo programa e o acordo ortográfico.

É o último grito da moda em gramáticas: já tem os complementos oblíquos. Faltam-lhe os perpendiculares e os paralelos...
O meu receio é que os alunos, ao traçarem-lhe a bissectriz, a achem secante e lhe façam uma tangente em direcção ao infinito.

Já não bastava o (des)acordo ortográfico!
Mas, como diz a Cecília, “esta é a moda Outono/Inverno”. Lá para a Primavera/Verão, parece que o ministro quer novos programas e a gramática também “poderá ir com os porcos”, como se costuma dizer.
E nós dançamos conforme a música.

 
José Mário Branco, Ao vivo (1997) - o som é que é mauzinho!

Ai, as palavras estão em crise
E não é só pelo que elas querem dizer
Ai, as palavras têm raízes
Que começam no som que elas estão a perder

(...)

Não faz sentido que as palavras
Percam música na música que aparecer
Ai, o sentido que é perdido
É o ouvido que as palavras estão a perder

José Mário Branco


Excessos de desacordo

Leio, num jornal, a entrevista a um realizador de cinema, em que este afirma “(...) porque, o espetador tem de imaginar as partes censuradas pelo regime fascista.”
A existência de censura no regime fascista é do conhecimento comum. Agora, que “o espetador tem de imaginar”... é obra!
É levar o desacordo longe de mais. Devia haver censura.

domingo, 13 de novembro de 2011

Capital e experiência


Uns entram com o dinheiro e outros com a experiência.
Os primeiros ficam com a experiência e os segundos piram-se com o dinheiro.

sábado, 12 de novembro de 2011

Local de meditação

Li hoje que cada pessoa passa três anos da vida sentada na sanita.
Nunca pensei que fosse tanto!!! Mas é sempre bom saber!

Como disse o portador da novidade, “Gostemos ou não, é um local sagrado de higiene e meditação, onde boa parte dos portugueses actualizam leituras, desde o último policial escandinavo ao suplemento de Economia do Expresso.” (Bruno Vieira Amaral, Ler, Novembro de 2011)
Confirmo que, cá em casa, temos sempre um ou mais livros no WC, hábito adquirido há muito. Já a minha amiga Cristina R. tinha a sua biblioteca de banda desenhada numa estante ao lado da sanita...
Este tão largo período de tempo passado em tal trono está-me a fazer repensar a localização da estante de que preciso urgentemente.

Acho que vou meditar sobre o assunto... na casinha lá ao fundo.
Não dizem que é um local de meditação?

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Pelo S. Martinho... a Vilma

Dia de S. Martinho é o dia da Vilma.
De cabeça para baixo ou pronta para ir observar as baleias (e tudo o mais que vimos).


9.º 8 na carrinha da Polícia - Parque do Capelo (Faial - Açores), Maio de 1997

Lages do Pico (Açores), 1997


S. Martinho e castanhas


Gostava de estar em Marvão!...
(para andar no cimo da serra - "onde as águias se vêem pelas costas" - a comer castanhas)

Marvão (foto roubada)

Castanhas (ainda) no ouriço (Lamego)

BOM S. MARTINHO

Ontem, eu adorava andar de comboio




O poderoso arranque deste comboio




O risco das vacas andarem nas linhas dos comboios



A vaca já não teve oportunidade de falar para as reportagens!



Comboios que já apitaram



Com este comboio já acabaram!

Comboio... momento zen




Está difícil de ver os comboios

Cascais

Uma data com tantos UNS

Com tantos UNS na data (e na hora!...), recordemos a lenda del-rei D. Sebastião, do Quarteto 1111.




 

Até estou a ficar religioso!...

Com estas notícias...




domingo, 6 de novembro de 2011

Hospital do Seixal

Aniversário do concelho...
Manifestação pelo prometido hospital.

Não me parece que o Ministro da Saúde queira saber do hospital. O homem veio dos impostos, só vê dinheiro à frente, vai lá agora querer saber dos problemas da saúde! Só sabe fazer contas de "sumir"!

Esperemos que os sociais-democratas, mantendo a coerência do que exigiam no tempo do governo do PS - como o vereador Paulo Edson Cunha escreveu , em 9 de Junho de 2010 - cá estejam para exigir do seu governo o cumprimento do protocolo assinado entre a Ministra da Saúde e a autarquia do Seixal.

Um passo em frente, dois Passos atrás

A Lena e, depois, a Fátima P. lembraram uma crónica de Rui Tavares sobre a situação da Bélgica (sem governo há 16 meses, à data da crónica) e a vantagem dessa situação – a crónica é de 21 de Setembro de 2011, intitula-se Vingança do anarquista, e saiu no jornal Público.

A tese de Rui Tavares é que a Bélgica, apesar de ter um défice considerável e uma dívida pública maior do que a portuguesa, está bem: “a economia belga é das que mais cresceu na zona euro nos últimos tempos, sete vezes mais do que a economia alemã”.
Isto acontece... porque a Bélgica não tem Governo. Só ter um Governo de Gestão impede a adopção de medidas de austeridade. Os mercados e os organismos financeiros internacionais que nos chupam excusam de se chatear com a Bélgica, pois ninguém lhes pode ligar e “a economia belga cresce de forma mais saudável, e ajudará a diminuir o défice e a pagar a dívida.”

Conclusão (que podemos tirar): para termos o Governo que temos, mais vale não termos nenhum.
Como diz Rui Tavares: “Se as pessoas sentem que dão - trabalho, estudo, impostos - e não recebem nada em troca, o governo está a trabalhar para a sua deslegitimação.”

E agora acrescento eu:
Mas Portugal já deu um passo em frente – Nós não temos Governo!
Infelizmente, Portugal já deu dois Passos atrás – Nós temos uma Comissão Liquidatária!

E é por isso que vamos dar com os burrinhos na água!

"Mau governo! Oh, Coiso! Vê lá para onde levas isso..."
Caricatura sobre o governo de João Franco,
no reinado de D. Carlos (que seguia no interior da carruagem)

sábado, 5 de novembro de 2011

Os transportes que não temos - Metro do Mondego

Tribunal de Contas aponta várias falhas ao metro do Mondego

«Um relatório do Tribunal de Contas aponta várias falhas ao metro do Mondego, como custos muito acima do previsto e falta de sustentabilidade técnica do projecto.
Num relatório arrasador para o metro do Mondego, um projecto que ainda não saiu do papel, o Tribunal de Contas alerta que o investimento previsto é quase quatro vezes superior ao inicialmente estimado.
Já foram investidos quase 104 milhões de euros, 10 deles em estudos e projectos.
A Metro do Mondego, empresa que integra o sector empresarial do Estado, foi criada há quase 15 anos e o metro ainda não anda literalmente.
O Estado decidiu criar, em 1994, um sistema de metro ligeiro de superfície nos concelhos de Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã sem qualquer sustentação que mostrasse a viabilidade técnica, económica e financeira do projecto, lê-se no relatório.
O primeiro estudo de viabilidade foi aprovado três anos depois e referia que o investimento necessário seria de 122,8 milhões de euros. Em Janeiro de 2011, a previsão aponta para um custo superior a 455 milhões.»
TSF, 5 de Novembro de 2011

Esclarece-se que, para a construção (PREVISTA) das linhas deste Metro... se destruiu já há algum tempo a linha de comboio que existia desde o início do século.
Esclarece-se que a sociedade Metro do Mondego (MM) tem como accionistas o Estado (53%), os municípios de Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã, a REFER e a CP. 
Em 15 anos, quanto é que os administradores da empresa não nos comeram já?
Para compensar estes desvios e equilibrar as contas... cortam-se os transportes aos utentes e/ou aumentam-se os custos dos transportes.
Como dizia a minha avó, "Poupa-se na farinha, gasta-se no farelo".


Não sei se a cara da Merkel é a reacção ao aumento dos passes.
Mas, em Portugal, quem nos desgoverna está a fazer tudo direitinho como ela quer!

Curiosidade: o Metro do Mondego tem direito a entrada na Wikipédia -

Recordações históricas da ligação fluvial Lisboa - Seixal

Em finais do século XIX já os barcos a vapor ligavam Lisboa ao Seixal.


Transportes na região de Lisboa em 1910 e 1926
(reprodução parcial de um cartaz da exposição patente no
Gabinete de Estudos Olisiponenses - Palácio do Beau Séjour):

As "Linhas de Vapores", em 1926, eram mais do que aquelas que agora existem, quando o movimento de passageiros entre as duas margens não era tão grande. E o Governo ainda as quer reduzir...


 

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Cortes nos transportes

As luminárias que fazem a gestão dos transportes públicos nunca tiveram de os usar, só assim se compreende a estupidez!

Muitos dos que nos desgovernam nunca passaram de académicos ou de políticos de incubadoura que agora fazem o seu tirocínio na prática de desgovernar. Possivelmente nunca trabalharam. Se trabalharam também nunca usaram os transportes públicos para irem trabalhar, de certeza. Ou não alimentariam estas ideias.

Parece que o défice, a crise, se deve aos gastos destas carreiras de barco, de autocarro... coisas inúteis, supérfluas, de luxo!
Eu tenho gozado desse luxo diário!
Agora, às minhas 3 horas de viagem diária casa-escola-casa, se o barco Lisboa - Seixal for suprimido, acrescentarei mais uns bons minutos.

Lamento a falta de sensibilidade social, a falta de sentido do que é (deve ser) serviço público, a tacanhez e a falta de discernimento mental da cambada de agiotas que nos desgovernam. São política e eticamente miseráveis!

 

Ruy Belo: Homem de palavra(s)

A Fundação Gulbenkian assinalou com um colóquio, ontem e hoje, os 50 anos da publicação da primeira obra de Ruy Belo, Aquele Grande Rio Eufrates.
Haja memória (e tempo para a poesia)!



quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Os velhinhos Yes

Se fosse há uns anos estava lá caído...
Mas foi hoje e nem a comunicação embandeirou em arco (Yes? Quem são?) nem eu me lembrava que eles vinham cá (é a memória possível nesta idade!).
Um dos primeiros grupos do chamado rock progressivo, muito ouvido no meu velho gira-discos, ainda ouvido no meu leitor de CDs (os Yes da primeira metade da década de 1970).
Aquelas capas com o trabalho gráfico tão característico de Roger Dean (e de uma época).

A confirmar-se a constituição da equipa dada pela comunicação social, dos velhinhos Yes mantêm-se Chris Squire (baixo), Alan White (bateria) e Steve Howe (guitarra).
Não consigo imaginar o som do grupo sem a voz (antes) inconfundível de Jon Anderson. Falta igualmente o malabarista das teclas, Rick Wakeman, e adoraria ver o grande baterista que (ainda) é Bill Bruford, que alternou nos discos com Alan White. Tive a sorte de ver Bill Bruford quando veio a Portugal integrado nos King Crimson.

Mas, pronto!... Vou pôr um disco deles a tocar.
Um vinil, para ouvir a poeira do tempo.



Em Relayer, disco baseado em Guerra e Paz, de Tolstoi, a primeira faixa - The Gates of Delirium - termina neste tranquilizante ambiente. Depois da batalha veio a paz.

O Youtube permite "ouver" várias versões ao vivo desta música (a par da versão gravada), em datas muito diferentes. É interessante ver as diferenças.

Tempo de cerejas e papoilas


O título está fora de época, mas é o nome da exposição de Graça Morais na Galeria Ratton.
As obras são de Maio deste ano, quando em Trás-os-Montes há cerejas e papoilas (estas com um cheirinho a Alentejo, mas Alentejo e Trás-os-Montes parecem-me ter muito em comum).


Cores e cheiros da primavera, "um hino à vida", como disse a pintora.






"Na obra de Graça Morais estão sempre presentes e plenas de vigor as forças da terra a que pertencemos."
Júlio Moreira

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Vacas voadoras

Ver o sorriso de vacas na Ponta dos Corvos é uma ideia um pouco cacofónica.
Mas não acreditas, Lena, que há vacas voadoras?


A.C.S. (não é A.C.Santos, é o nosso voluntário) diria: Hoje, eu reparava na queda da vaca.


Na Ponta dos Corvos

O Baía do Seixal a passar onde há bocadinho estavam os Trovante.

Trovante - Memórias aos 35 anos

Ó p'ra eles na praia da Ponta dos Corvos (Seixal), em Terra Firme... há já uns aninhos.
Os rapazes estão a comemorar os 35 anos de carreira.
Uma carreira abençoadinha.


As memórias são
Como livros escondidos no pó
As lembranças são
Os sorrisos que queremos rever
Devagar

Tenho pena de não ter encontrado, em tempo útil, um bilhete do espectáculo dos Trovante na Paulo da Gama, em Junho de 1989 (se não estou errado).
Grandes Semanas da Música!! Memórias!


domingo, 30 de outubro de 2011

De Nascente a Poente









Dia a dia mal o sol subir pela manhã acima
e alcançar conveniente altura
escreverei em tua honra esse poema a que a tarde virá pôr
um ponto final tão rubro como um poente
e chamar-lhe-ei o poema de um dia

Ruy Belo, (excerto de) Aquele Grande Rio Eufrates

Direitos adquiridos - quem os tem chama-lhes seus

Todos têm o direito de mudar de opinião.

Alguns têm o direito de manter os seus... direitos adquiridos.
Os outros têm de compreender que não podem manter os seus... direitos adquiridos.

Eu já estou habituado a que os meus não sejam considerados adquiridos de todo.

Quem tiver paciência pode comparar os discursos do Dr. Ângelo Correia, na SIC Notícias, no programa Plano Inclinado do dia 8 de Novembro de 2010 (é entre o minuto 33.15 e o 34.10), e as respostas dadas, em 24 de Outubro de 2011, à Antena 1.

No primeiro é dito: "Direitos adquiridos são os direitos políticos: direito à vida, direito à liberdade, à propriedade."
"(...) e outros [direitos] são decorrentes da economia: não são adquiridos. Só o são enquanto a economia for sólida... É o B-A-BA."
"Essa burla dos direitos adquiridos não existe."

Angelo_Correia_na_SIC_Not-2010-11-08:

No segundo discurso é mais curto e directo (46 segundos), reportando-se à sua situação pessoal:

Angelo_Correia_na_Antena1-2011-10-24

Saber ler, escrever e... descontar

«Às vezes ponho-me a imaginar com que frequência Nuno Crato se arrepende de ter aceitado ir para dentro do zoo, perdão, para a arena, perdão, para a tutela que trata das escolas. Pergunto-me se não bate no peito e na cabeça, protestando que bem melhor seria ficar em casa, não a cuidar da educação dos filhos, mas a preparar-se para a dos netos. Quantas vezes se lamentará para consigo: "Eu não tenho nada a ver com este universo!" (...)
Porque, verdade se diga, foi em muito má altura que nomearam para ministro da Educação um matemático. Dado o jeito em que está o país, os portugueses hoje não precisam de saber contar. Têm é de habituar-se a sério, e de aprender, a descontar.»

Onésimo Teotónio Almeida, Diacrónicas - Contas de sumir, Ler, Outubro de 2011


sábado, 29 de outubro de 2011

12 vencimentos


"Gostaríamos muito que essa não fosse a realidade e tudo faremos nesse sentido. Mas deixe-me dizer-lhe que muitos países da União Europeia, cito a Holanda, a Noruega, a Inglaterra. Essa tem sido uma tradição mais dos países do Sul da Europa, Portugal, Espanha, Itália. Aqueles que até se encontram em piores circunstâncias", afirmou o minsitro.
Muitos países da União Europeia têm ordenados médios muito superiores aos que são pagos em Portugal.
Muitos países da União Europeia também têm ministros mais inteligentes (e que sabem, nomeadamente, que a Noruega não pertence à CE).

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Margarida em dia de Tintim (ou vice-versa)

Continua a ser uma rapariga equilibrada.
Beijinhos

Margarida no cúmulo do equilíbrio
Portinho da Arrábida, 1993


Chegou o Tintim em 3D

Realizado por Steven Spielberg, chegou aos cinemas portugueses As Aventuras de Tintim: O Segredo do Licorne.

Tintim e os seus amigos partem em busca de um tesouro, seguindo indicações descobertas sobre um navio naufragado, comandado por um antepassado do Capitão Haddock.
As acidentadas viagens, por entre ladrões, piratas, exílios em ilhas perdidas e tesouros misteriosos, remetem-nos para A ilha do tesouro.


Há algumas curiosidades sobre o livro de Hergé: foi escrito em plena II Guerra Mundial, 1942, e publicado no jornal Le Soir, em pranchas semanais, como era habitual.
As pesquisas para a obra foram de um amigo de Hergé, filho de um antigo oficial da marinha de guerra francesa. O Licorne é “criado” a partir das informações sobre dois barcos de guerra: o Brillant e o Soleil Royal. Que outros nomes para barcos do rei Luís XIV? Mas há quem diga que as peças de artilharia estão mal distribuídas...
O Segredo do Licorne teria a sua continuação em O tesouro de Rackham O Terrível.

Será que Spielberg abriu o filão Tintim?


Experimenta visitar o Museu Hergé
http://www.museeherge.com/

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

domingo, 23 de outubro de 2011

Outono a sério


A fotografia... é do Verão, apesar das castanhas (jardim do palácio dos Biscainhos, Braga).

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Tropeções

Há os tropeções reais e os metafóricos.

Na 4.ª feira passada, foi um verdadeiro tropeção, seguido de valente espalhanço. Não me lembro de um assim. Só terá comparação com um voo sobre um muro seguido de aterragem em cima do recipiente de barro onde as galinhas iam beber água. Três pontos junto ao olho direito - mais um pouco e era um jovem Camões!

Hoje, tropecei nesta notícia, tropeção ético de um Governo que se quer impoluto.


Pode ser legal (até são "eles" que fazem as leis!...), mas é eticamente "abaixo de cão"!
É por estas e por outras...



quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Como podemos inverter isto?

Resposta à ligação/comentário da Cátia (noutro canal)

Não se pode inverter? [a situação económica-financeira-social-política e essa cangalhada toda]
Poder... podia, mas não com esta gente.
Nesta altura, sou homem de pouca fé.
Pode ser uma fase (às vezes há alinhamentos astrais, contextos pessoais que dificultam uma visão optimista).
Mas, mesmo pensando mais friamente, não antevejo essa inversão, um câmbio de sentido... pelo menos, para já.
Portugal não é uma ilha (e se calhar, é pena!)
Somos uma peça (pequena) numa engrenagem (grande).
Quando olhas à volta e vês outras peças maiores e mais importantes serem governadas como são, a começar pela Comunidade Europeia (parece que somos governados por um molho de nabos!)...
A CE não é comunidade, nem sei se existe ainda – não há um sentido colectivo. A Alemanha e a França decidem e cada um dos restantes países safa-se o melhor que pode, mesmo prejudicando os outros. “Nós não somos a Grécia!” – dizem os nossos governantes. Mas olimpicamente vamos a caminho disso!
Governa-se em função de números, dados estatísticos (mesmo que falsos), que não deixam ver as pessoas. Assim são os governos: impessoais, frios, tecnocráticos, como os modelos de gestão de empresas, que se querem extensíveis às escolas, serviços de saúde, etc. São os novos paradigmas. São neoliberais (dizem). Pode ser que venham a “passar de moda”, mas, entretanto, são como os eucaliptos: secam tudo à sua volta.

Inverter? É preciso acção e muito pensamento.
Não basta indignarmo-nos. Pode ser um princípio. Aqui, ali... No fim de semana passado, nas ruas de 900 cidades de cerca de 80 países houve o protesto dos ditos indignados contra as políticas financeiras e as medidas de austeridade.
A luta pela inversão tem de ser global e local. Mas como dizia Vasco Santana, no filme, “Chapéus Indignações há muitas!” Até os “situacionistas” compreendem a(s) indignação(ões).
Organizar a indignação para que ela seja consistente não é fácil. Há muitos jovens indignados, como é natural, e os jovens são mais impulsivos e voluntariosos. Os indignados mais cotas já terão alguma dificuldade em se identificarem com um movimento “juvenil”.
As gerações mais novas, pela sua vivência e formação, são mais individualistas e assertivos, funcionando numa lógica mais desenquadrada.

Politicamente, no concreto, o BE será a organização mais próxima deste tipo de manifestação/acção. O PCP é mais “clássico” na forma de actuação, enquadra-se e enquadra de outra maneira. E a grande maioria, mesmo insatisfeita, vota no mesmo ou parecido quando chega a hora de decidir nas urnas, vota CDS-PSD-PS. As maiorias dão conforto e desculpabilizam. As responsabilidades são disseminadas.
Os sindicatos pararam no tempo, qualquer que seja a tendência.
O exercício da cidadania em Portugal não é exemplar (por mim também falo) e os partidos ou organizações que existem são paternalistas.
Novas organizações políticas e sociais? Não é fácil a sua afirmação. Tudo está cristalizado. A diversidade (e teimosia?) de posições dificulta a organização de qualquer movimento que se pretenda eficaz. O pós-25 de Abril foi fértil, agora... Pode ser que, no futuro, a necessidade obrigue.
Ideologias? Moribundas ou inexistentes. Afirmou-se já o fim das ideologias, o que seria a sagração da vitória dos tecnocratas, daqueles que dizem que não há alternativas.
É aqui que faz falta o pensamento – pensamento alternativo, entenda-se, que faça inverter ou que crie esperança na inversão. O que vejo (ouço) é pobre, muito pobre.
Por isso tenho dificuldade em ver mais longe e em acreditar que a inversão é possível a curto ou médio prazo.
Vou-me indignando um bocadinho todos os dias (uns mais do que outros).
Indignação, quem a tem chama-lhe sua.
Pessimista?

Direito ao Verão

Se pairam ameaças sobre o próximo Verão, prolonguemos este...

Praia da Parede

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

E a vaquinha sorriu...

«O Presidente da República considerou hoje que a suspensão dos subsídios de férias e de Natal da administração pública e dos pensionistas é "a violação de um princípio básico de equidade fiscal". Declarações proferidas após o discurso de abertura do IV Congresso Nacional dos Economistas, em Lisboa. "Mudou o Governo, mas eu não mudei de opinião.", afirmou o Chefe do Estado.»
 
Vaquinha de óculos escuros e sorridente (S. Miguel - Açores, 2000)

Registe-se!


Já estamos educados!...




Não é preciso mais!