"Quando todos os cálculos complicados se revelam falsos, quando os próprios filósofos não têm nada mais a dizer-nos, é desculpável que nos voltemos para a chilreada fortuita dos pássaros ou para o longínquo contrapeso dos astros ou para o sorriso das vacas."
Marguerite Yourcenar, Memórias de Adriano (revista e acrescentada por Carlos C., segundo Aníbal C. S.)

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Começar (de novo)

A RTP lembrou ontem...


A gravura mural Começar, é a última grande obra de Almada Negreiros – “um trabalho obcecante” -, inaugurada em Outubro de 1969.
Com 12,90 m x 2,20 m, foi gravada em calcário polido, no átrio da Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa). Almada acompanhou a sua execução, feita por uma equipa de operários especializados.


É um discurso geométrico: uma profusão vertiginosa de linhas e arcos, acompanhados por números e expressões matemáticas, num jogo de cores.



«Vou simplesmente dizer o título da obra que eu concluí, que é uma obra síntese de tudo o que eu fiz na minha vida: é a Geometria. O título é Começar…»
(Almada Negreiros, numa conferência proferida por Jorge de Sena e dedicada, exactamente, a Almada Negreiros, em 1969).
Começar, a última obra.



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