"Quando todos os cálculos complicados se revelam falsos, quando os próprios filósofos não têm nada mais a dizer-nos, é desculpável que nos voltemos para a chilreada fortuita dos pássaros ou para o longínquo contrapeso dos astros ou para o sorriso das vacas."
Marguerite Yourcenar, Memórias de Adriano (revista e acrescentada por Carlos C., segundo Aníbal C. S.)
Marguerite Yourcenar, Memórias de Adriano (revista e acrescentada por Carlos C., segundo Aníbal C. S.)
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quinta-feira, 11 de abril de 2019
domingo, 31 de março de 2019
domingo, 24 de março de 2019
Moçambique - de abraço em abraço
João Gil, com a Cruz Vermelha Portuguesa, lançou o desafio a artistas lusófonos para participarem na "Operação Imbondeiro - O Maior Concerto do Mundo", via internet.
O objectivo é a angariação de fundos destinados a ajudar Moçambique.
No Verão de 1985, um conjunto de artistas juntou-se com o mesmo objectivo, por causa da fome e da seca que nessa altura afectava aquele país.
O disco com a canção Abraço a Moçambique foi gravado em 1985, juntando dezenas de músicos, sob a direcção de Pedro Osório.
Estávamos na época dos grandes espectáculos de beneficência. Poucos dias depois do Live Aid, o abraço a Moçambique culminou num concerto no Coliseu dos Recreios.
Em 2000, as cheias justificaram um novo abraço a Moçambique.
E desta música eu não me lembrava mesmo nada! Terá sido um abraço menos forte...
Agora, novas cheias e o impacto do ciclone Idai.
Venha o novo abraço!
Não resolve os problemas, mas sempre pode mitigar o sofrimento.
E activa a má língua de quem está sempre contra tudo e nunca confia nos outros...
O objectivo é a angariação de fundos destinados a ajudar Moçambique.
No Verão de 1985, um conjunto de artistas juntou-se com o mesmo objectivo, por causa da fome e da seca que nessa altura afectava aquele país.
O disco com a canção Abraço a Moçambique foi gravado em 1985, juntando dezenas de músicos, sob a direcção de Pedro Osório.
Estávamos na época dos grandes espectáculos de beneficência. Poucos dias depois do Live Aid, o abraço a Moçambique culminou num concerto no Coliseu dos Recreios.
Em 2000, as cheias justificaram um novo abraço a Moçambique.
E desta música eu não me lembrava mesmo nada! Terá sido um abraço menos forte...
Agora, novas cheias e o impacto do ciclone Idai.
Venha o novo abraço!
Não resolve os problemas, mas sempre pode mitigar o sofrimento.
E activa a má língua de quem está sempre contra tudo e nunca confia nos outros...
segunda-feira, 18 de março de 2019
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019
Ano do Porco
Começaram ontem as celebrações do ano novo chinês.
Terrina e travessa, porcelana chinesa, Dinastia Qing (1760-1770)
Fundação Medeiros e Almeida
sábado, 8 de dezembro de 2018
sexta-feira, 9 de novembro de 2018
Dois presidentes, dois destinos
«Como é público e notório não votei em Marcelo Rebelo de Sousa e fui dos primeiros a colocar dúvidas quanto ao seu estilo excessivamente intervencionista devo, no entanto, admitir que muitas das suas intervenções têm sido extremamente importantes no mundo de cobardes em que vivemos.
Ainda hoje li no jornal Público que Num texto enviado à TSF, para assinalar o Dia Internacional Contra o Fascismo e Antissemitismo, Marcelo usa os verbos "despertar" e "agir" para insistir na mensagem.
"É preciso despertar, também - despertar para os riscos, sempre presentes, dos chauvinismos, das xenofobias, dos racismos, dos chamados populismos, que hoje parecem, tantas vezes, ter substituído o nazismo e o fascismo de há cem anos.
Mas mais do que despertar, é preciso agir - agir enfrentando as crises económicas, as injustiças sociais, as fragilidades dos sistemas de partidos e dos parceiros sociais, a corrupção das pessoas e das instituições, que minam as democracias e fazem florescer os seus inimigos".
Enquanto isso o presidente francês Macron, apesar dos 360 ataques anti-semitas no país desde o início do ano intentou prestar homenagem a Pétain, o presidente da república colaboracionista, que entregou os judeus aos nazis e só foi dissuadido pela forte reacção que despertou. Seguramente, Macron pensara que isso o tiraria dos 20% de apoio que o coloca no caminho de Hollande e a França no de possíveis desgraças.»
Ainda hoje li no jornal Público que Num texto enviado à TSF, para assinalar o Dia Internacional Contra o Fascismo e Antissemitismo, Marcelo usa os verbos "despertar" e "agir" para insistir na mensagem.
"É preciso despertar, também - despertar para os riscos, sempre presentes, dos chauvinismos, das xenofobias, dos racismos, dos chamados populismos, que hoje parecem, tantas vezes, ter substituído o nazismo e o fascismo de há cem anos.
Mas mais do que despertar, é preciso agir - agir enfrentando as crises económicas, as injustiças sociais, as fragilidades dos sistemas de partidos e dos parceiros sociais, a corrupção das pessoas e das instituições, que minam as democracias e fazem florescer os seus inimigos".
Enquanto isso o presidente francês Macron, apesar dos 360 ataques anti-semitas no país desde o início do ano intentou prestar homenagem a Pétain, o presidente da república colaboracionista, que entregou os judeus aos nazis e só foi dissuadido pela forte reacção que despertou. Seguramente, Macron pensara que isso o tiraria dos 20% de apoio que o coloca no caminho de Hollande e a França no de possíveis desgraças.»
Eduardo Paz Ferreira
quarta-feira, 7 de novembro de 2018
domingo, 28 de outubro de 2018
Frases ditas...
«Os pobres só têm uma utilidade para o nosso país, votar com diploma de burro no bolso.»
A fazer fé na comunicação social, frase proferida por Jair Bolsonaro, entretanto eleito Presidente da República Federativa do Brasil.
«Os idiotas vão tomar conta do mundo; não pela capacidade, mas pela quantidade. Eles são muitos.»
A fazer fé na comunicação social, frase proferida por Jair Bolsonaro, entretanto eleito Presidente da República Federativa do Brasil.
«Os idiotas vão tomar conta do mundo; não pela capacidade, mas pela quantidade. Eles são muitos.»
Nelson Rodrigues
Não chamo idiota ao eleito, esse é "chico-esperto", se aproveita dos idiotas.
quarta-feira, 10 de outubro de 2018
Neo-fascism is on the rise
Mensagem projectada na tela durante o espectáculo de Roger Waters no Allianz Parque, São Paulo.
Resposta: apupos e aplausos.
As posições estão extremadas e a discussão política anda a um nível abaixo de cão - ideias nada!
Acho muito bem que se vá pondo a boca no trombone.
Grande Rogério Águas!
Grande Rogério Águas!
sexta-feira, 5 de outubro de 2018
sábado, 1 de setembro de 2018
A mudança da hora
Organizem um calendário de maneira a que da meia-noite de Domingo se salte para a meia-noite de 6.ª feira (ou "uma coisa em forma de assim").
Até dispensava as férias.
O que quer que seja que se decida terá prós e terá contras, defensores e detractores...
Lembremo-nos que, em 1992, quando Cavaco Silva era 1.º Ministro, Portugal adoptou o horário da Europa central (fuso de Berlim), para "facilitar as comunicações e transportes internacionais".Até 1996, altura em que o governo de Guterres nos fez regressar à hora do Meridiano de Greenwich, o Sol acordava mais tarde e punha-se lá para as tantas.
E não foi a primeira vez que se verificou esse "alinhamento".
As raízes da mudança da hora estão associadas ao racionamento de energia no período da I Guerra Mundial.
A poupança energética continua a ser um dos argumentos dos defensores da mudança.
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| Ilustração de João Vaz de Carvalho |
segunda-feira, 20 de agosto de 2018
Fim da Primavera de Praga
Na noite de 20 de Agosto de 1968, tropas de 5 países do Pacto de Varsóvia invadiram a Checoslováquia.
A invasão pretendia reverter as reformas de liberalização política que este país do bloco de leste experimentava, sob a liderança de Alexander Dubcek - um "socialismo com face humana" - a chamada Primavera de Praga.
As principais cidades checoslovacas foram ocupadas. A população ofereceu resistência à ocupação, mas sem grande sucesso perante a força invasora - algo semelhante à Hungria de 1956.
A orientação política voltou ao alinhamento com Moscovo, no respeito pela denominada Doutrina Brejnev, em que a União Soviética assumia a liberdade de intervenção política e militar nos países que, situando-se no bloco de leste, pusessem em causa a união entre os países e partidos socialistas - “as vitórias do ideal comunista” -, ameaçando sair da órbita do PC soviético.
A ortodoxia venceu.
As primaveras políticas são apenas primaveras anunciadas. Não me lembro de uma primavera que tenha desaguado num verão...
A ver-nos ao espelho
Quanto mais notícias leio/vejo do acidente do viaduto em Génova, mais vou vendo ao espelho determinadas situações já vividas em Portugal. A vários níveis, desde a (não) assunção de responsabilidades à reacção e aos comportamentos das diferentes entidades.
Mais populismo, menos populismo...
Mas quando pensamos que já vimos tudo e...
... chegamos às selfies com o Vice-Presidente do Conselho
de Ministros/Ministro do Interior nos funerais "de Estado"!...
Mais baixo é difícil!
domingo, 19 de agosto de 2018
Kofi Annan e Sérgio Vieira de Mello
E pensar nos reduzidíssimos poderes e meios da organização que deve (deveria) zelar pela paz no mundo, no jogo de cintura que os seus dirigentes precisam de usar, nos inúmeros sapos que são engolidos (tantas metáforas!...)... em todas as hipocrisias da política mundial...
Como é que Timor escapou?
Quando do processo de independência de Timor, Sérgio Vieira de Mello foi o responsável pela missão da ONU em Timor-Leste, entre 1999 e 2002.
Escreveu José-Ramos Horta:
«Falei ao Kofi Annan que o timorense é um povo traumatizado por conflitos, sofrimentos e violência. Nós precisávamos de um representante especial que não fosse um burocrata sem coração. Dito isto, Kofi Annan sabia quem tinha que escolher. Sérgio Vieira de Mello era quem preenchia o desenho humano que eu fiz da pessoa ideal para Timor-Leste.»
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| Sérgio Vieira de Mello e Kofi Annan |
Passam hoje 15 anos.
segunda-feira, 16 de julho de 2018
terça-feira, 12 de junho de 2018
quarta-feira, 9 de maio de 2018
Europa foi enganada
«Europa era filha de Agenor, rei de Tiro. Era tão bela que não passou despercebida à lubricidade de Zeus. Um dia, quando a jovem princesa colhia flores na praia, aproximou-se dela um touro de aspecto nobre e majestoso. A princípio, Europa atemorizou-se, mas pouco a pouco foi-se aproximando do animal, que docilmente se prestou às carícias da jovem. Sentada sobre o seu dorso deixou que ele a conduzisse, suave e vagarosamente, sobre a crista das ondas. Quando se apercebeu, viu-se transportada a galope e a desaparecer na bruma do mar. Escusado será dizer que este touro era Zeus.
Este episódio mitológico agradou a poetas da Grécia Antiga que passaram a chamar Europa aos territórios para lá da Grécia.»
Museu Arqueológico de S. Miguel de Odrinhas
Desengane-se quem, pelo título, pensava que eu ia falar da Europa política, de Trump, do Irão...
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| Rapto de Europa, mosaico romano do século III |
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| Fresco de Pompeia |
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| Rapto de Europa, Botero |
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| Enlevo de Miss Europa, Nikias Skapinakis |
9 de Maio - Dia da Europa
E as minhas vaquinhas estão seduzidas...
sábado, 14 de abril de 2018
Assinar o ponto
Desde a invasão do Iraque, por causa das armas de destruição maciça, que não havia tanta perfeição.
So easy, so clean!
E "desfazer" assim fábricas e paióis de armas químicas não tem consequências?
Não falo das consequências de que os russos falam. Não ficam uns pozinhos no ar? Não há uma contaminaçãozita?
Agora o Bashar que deixe de matar com armas químicas, mate só com armas convencionais.
So easy, so clean!
E "desfazer" assim fábricas e paióis de armas químicas não tem consequências?
Não falo das consequências de que os russos falam. Não ficam uns pozinhos no ar? Não há uma contaminaçãozita?
Agora o Bashar que deixe de matar com armas químicas, mate só com armas convencionais.
domingo, 8 de abril de 2018
A prisão de Lula da Silva - Desconfianças de um regime
Não posso discutir, por desconhecimento e por falta de formação, as acusações a Lula da Silva, nem as alegações de defesa.
Aquilo que conhecemos pela comunicação social é insuficiente e muita informação já é formatada.
Os comentadores, que, por vezes, também não sabem muito mais, alinham-se pelos prós ou pelos contras, porque, a priori, já eram pró ou contra.
Lula pode ter cometido actos de corrupção, mas a sua detenção, na sequência de todo um conjunto de acções que podem ter tudo menos asseio, tresanda a prisão política.
E o que me espanta é a alegria de tantos brasileiros pela prisão de "um político corrupto", quando é universalmente conhecida a ligação estreita entre os agentes judiciais e o meio político e o nível de corrupção existente nos vários órgãos do poder político, passando pelos deputados, senadores e pelo próprio Presidente da República. É público!
Quando há agentes políticos no activo que usam dessa prerrogativa para evitarem ser ouvidos em processos e são esses mesmos agentes políticos que levaram à condenação de Lula da Silva, ou a apressaram, para o afastarem da vida política, que confiança e que satisfação pode haver num sistema destes?
Exultam quando deviam desconfiar e deviam ter vergonha de um regime que tal permite.
Mas que raio de consciência colectiva!
Quando há ameaças veladas (ou não tão veladas) dos militares... (e a ditadura militar brasileira não foi há tanto tempo assim!)
Quando os novos políticos que se afirmam, tão "puros", deixam adivinhar tendências autoritárias...
Que irão fazer os outros tantos brasileiros pró-Lula ou que, pelo menos, não alinham com estas situações menos dignas de um regime que se pretende democrata?
Aquilo que conhecemos pela comunicação social é insuficiente e muita informação já é formatada.
Os comentadores, que, por vezes, também não sabem muito mais, alinham-se pelos prós ou pelos contras, porque, a priori, já eram pró ou contra.
Lula pode ter cometido actos de corrupção, mas a sua detenção, na sequência de todo um conjunto de acções que podem ter tudo menos asseio, tresanda a prisão política.
E o que me espanta é a alegria de tantos brasileiros pela prisão de "um político corrupto", quando é universalmente conhecida a ligação estreita entre os agentes judiciais e o meio político e o nível de corrupção existente nos vários órgãos do poder político, passando pelos deputados, senadores e pelo próprio Presidente da República. É público!
Quando há agentes políticos no activo que usam dessa prerrogativa para evitarem ser ouvidos em processos e são esses mesmos agentes políticos que levaram à condenação de Lula da Silva, ou a apressaram, para o afastarem da vida política, que confiança e que satisfação pode haver num sistema destes?
Exultam quando deviam desconfiar e deviam ter vergonha de um regime que tal permite.
Mas que raio de consciência colectiva!
Quando há ameaças veladas (ou não tão veladas) dos militares... (e a ditadura militar brasileira não foi há tanto tempo assim!)
Quando os novos políticos que se afirmam, tão "puros", deixam adivinhar tendências autoritárias...
Que irão fazer os outros tantos brasileiros pró-Lula ou que, pelo menos, não alinham com estas situações menos dignas de um regime que se pretende democrata?
A canção Menestrel das Alagoas foi um dos hinos da campanha das Diretas-Já,
movimento que exigia que o Congresso aprovasse a emenda constitucional
instituindo a realização da eleição directa para a Presidência da República,
visando pôr fim ao regime militar. As eleições de 1985, com a vitória de Tancredo Neves,
foram as últimas por via indirecta, tendo encerrado a ditadura militar.
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