"Quando todos os cálculos complicados se revelam falsos, quando os próprios filósofos não têm nada mais a dizer-nos, é desculpável que nos voltemos para a chilreada fortuita dos pássaros ou para o longínquo contrapeso dos astros ou para o sorriso das vacas."
Marguerite Yourcenar, Memórias de Adriano (revista e acrescentada por Carlos C., segundo Aníbal C. S.)
Marguerite Yourcenar, Memórias de Adriano (revista e acrescentada por Carlos C., segundo Aníbal C. S.)
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domingo, 31 de março de 2019
segunda-feira, 8 de outubro de 2018
sexta-feira, 24 de agosto de 2018
S. Bartolomeu
segunda-feira, 9 de abril de 2018
Centenário da batalha de La Lys
«Está amanhecendo e um nevoeiro bastante espesso ensombra os vultos das casa ainda adormecidas (...) Subitamente a artilharia desperta ao longe. O seu rumor avoluma-se e torna-se dentro em pouco como o marulhar de uma onda brava batendo a rocha sem descanso. O longínquo horizonte ilumina-se sucessivamente (...) Os nossos ouvidos afeitos a tais tempestades reconhecem que esta é a maior de todas.»
«Ao caminhar, da retaguarda cá para as linhas, atravessam-se todos os círculos da agonia até parar nestas planícies da morte. São as aldeias desmanteladas - casas mortas com as órbitas vazias e espigões de madeira fracturados em ruas cemiteriais; depois as zonas, onde a artilharia ligeira se esconde e troveja; agora os campos, eriçados de arame farpado, panos de paredes carcomidas, e granadas rebentando; enfim a terra cava-se, mergulhamos no chão: estamos nas trincheiras.»
André Brun, A malta das trincheiras
«Ao caminhar, da retaguarda cá para as linhas, atravessam-se todos os círculos da agonia até parar nestas planícies da morte. São as aldeias desmanteladas - casas mortas com as órbitas vazias e espigões de madeira fracturados em ruas cemiteriais; depois as zonas, onde a artilharia ligeira se esconde e troveja; agora os campos, eriçados de arame farpado, panos de paredes carcomidas, e granadas rebentando; enfim a terra cava-se, mergulhamos no chão: estamos nas trincheiras.»
Jaime Cortesão, Memórias da Grande Guerra (1916-1919)
quarta-feira, 4 de abril de 2018
Martin Luther King
Martin Luther King, líder do movimento norte-americano de direitos cívicos e Nobel da Paz (1964), foi assassinado há 50 anos, no Tennessee.
Assinalando a data e recordando a sua acção, milhares de pessoas marcharam hoje em silêncio, junto ao memorial em sua honra.
Assinalando a data e recordando a sua acção, milhares de pessoas marcharam hoje em silêncio, junto ao memorial em sua honra.
terça-feira, 7 de novembro de 2017
A Revolução de Outubro em Novembro
Há 100 anos...
A 7 de Novembro de 1917, pelo calendário gregoriano, 23 de Outubro pelo calendário juliano, em vigor na Rússia de então, os bolcheviques, comandados por Trotski, tomaram de assalto o Palácio de Inverno, sede do Governo, e outras posições-chave.
À noite desse dia, os sovietes, reunidos em congresso, confiavam o poder a um Conselho de Comissários do Povo chefiado por Lenine.
domingo, 1 de janeiro de 2017
Façamos da Paz a nossa prioridade
No Dia Mundial da Paz...
Excerto da primeira mensagem de António Guterres como Secretário-Geral da ONU, com o apelo a que Façamos da Paz a nossa prioridade .
Devemos sempre começar (o que quer que seja) com boas intenções, com bons princípios e com optimismo.
A realidade é que nem sempre está pelos ajustes!
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
Sociedade Recreativa Musical de Carcavelos
Foi fundada a 13 de Outubro de 1901, com o nome de Sociedade União Capricho Carcavelense. A nova designação é de 1912.
1929
quarta-feira, 5 de outubro de 2016
Estação de S. Bento (Porto) - 100 anos
5 de Outubro:
1143 - assinatura do tratado de Zamora
1910 - implantação da República
1916 - inauguração da estação de S. Bento (Porto)
Deve ser a estação que mais turistas atrai, em Portugal.
Os painéis de azulejos, da autoria de Jorge Colaço, contam diversos episódios da nossa história, da história dos transportes e de tradições do nosso país.
A primeira pedra do novo edifício ainda foi colocada, simbolicamente, pelo rei D. Carlos e pela rainha D. Amélia.
A inauguração foi em 5 de Outubro de 1916, comemorando o 6.º aniversário do regime republicano.
1143 - assinatura do tratado de Zamora
1910 - implantação da República
1916 - inauguração da estação de S. Bento (Porto)
Deve ser a estação que mais turistas atrai, em Portugal.
Os painéis de azulejos, da autoria de Jorge Colaço, contam diversos episódios da nossa história, da história dos transportes e de tradições do nosso país.
Um despacho ministerial de 4 de Agosto de 1902 ordenava a elaboração de um novo plano para o edifício da estação, que viria a ser assinado pelo arquitecto José Marques da Silva.
A estação funcionava em instalações provisórias desde 1896, no sítio antes ocupado pelo Convento de S. Bento de Ave-Maria, quando o primeiro comboio aí chegou, a 7 de Novembro desse ano.
| Chegada do primeiro comboio a S. Bento |
![]() |
| Estação provisória (1900) |
A inauguração foi em 5 de Outubro de 1916, comemorando o 6.º aniversário do regime republicano.
segunda-feira, 3 de outubro de 2016
Inauguração do edifício sede e do jardim da Fundação Gulbenkian
Antes e depois
A 2 de Outubro de 1969 era inaugurado o edifício sede e o parque da Fundação Calouste Gulbenkian.
A 2 de Outubro de 1969 era inaugurado o edifício sede e o parque da Fundação Calouste Gulbenkian.
domingo, 11 de setembro de 2016
quarta-feira, 20 de julho de 2016
Dia Calouste Gulbenkian
Criada por testamento de Calouste Sarkis Gulbenkian, completou 60 anos a fundação que tem o nome do seu criador e como objectivo fomentar o conhecimento e a melhorar a qualidade de vida das pessoas através das artes, da beneficência, da ciência e da educação.
Repito: "fomentar o conhecimento e a melhorar a qualidade de vida das pessoas através das artes, da beneficência, da ciência e da educação."
Extraordinário, aquilo que pode melhorar a qualidade de vida das pessoas!...
Tanta gente distraída!
quinta-feira, 2 de junho de 2016
Dêem-me um dia banal... ou um calendário revolucionário
Ontem foi dia da criançada, hoje é dia não sei do quê e todos os dias são dias de qualquer coisa, pelo horror ao vazio de ser um dia de coisa nenhuma.
Enchemos os dias de nomes, de causas e de boas intenções. Mas, cheios de tanta boa vontade e de tantos lembretes, atafulhamos com essa informação o nosso cérebro (já com tantos gigas ocupados e tão pouco espaço na memória!...). As redes sociais bem nos fazem lembrar, mas eu acho que já dei abraços quando, afinal, era dia dos beijos e já felicitei sobrinhos, quando o dia era dos irmãos.
Não se perdeu nada! Eu nem tenho irmãos...
E assim trocamos datas e perdemo-nos nas comemorações do calendário paralelo, salvo quando as acções publicitárias dos Namorados, Mulheres, Pais, Mães e Crianças nos bombardeiam, pelos interesses comerciais. Aí, não nos dão grandes possibilidades de fuga à lembrança. Mas nessas alturas entro no modo “Recusa”: fico contra os dias.
Como dizia a letra de um fado de antigamente: “Tudo o que é de mais enjoa / sempre a mesma coisa cansa”.
Apetecem-me dias iguais em que seja eu a decidir quem ou o que celebro e homenageio.
Apetece-me fazer um calendário revolucionário, um calendário pessoal, porventura parecido com o que a Convenção Nacional, em 1792, durante o período revolucionário em França, resolveu aprovar para marcar o início de uma nova era da humanidade.
De base solar, o calendário tinha uma série de inovações que passavam, nomeadamente, por outra forma da contagem das horas e dos minutos, tendo em consideração o revolucionário sistema decimal.
Para dar o nome aos dias e aos meses desse calendário republicano, foi chamado o poeta Fabre d’Églantine. Quem melhor do que um poeta para essa nobre função?
E o poeta, baseando a nomenclatura dos dias e meses no ciclo da Natureza – nada de sinais de clericalismo! - recorreu ao auxílio do jardineiro do Jardin des Plantes de Paris.
Desconheço o nome que o dia de hoje teria nesse calendário, mas sei que estaríamos no mês do Prairial (referente aos prados).
Numa revolução que se pretendia igualitária, o número de dias de cada mês não podia ser diferente: todos tinham 30 dias. Sobravam, ao fim de cada ano, uns dias complementares, os quais tinham nomes interessantes: Dia da Virtude, Dia do Engenho, Dia do Trabalho, Dia da Opinião e Dia das Recompensas.
Se o ano fosse bissexto, havia lugar ao Dia da Revolução.
O poeta, como muitos revolucionários, perdeu literalmente a cabeça - foi guilhotinado, em 1794. O calendário sobreviveu até Napoleão repor o calendário gregoriano (1805).
Não foi uma exigência dos mercados. Foi do Papa... para abençoar o Império.
Enchemos os dias de nomes, de causas e de boas intenções. Mas, cheios de tanta boa vontade e de tantos lembretes, atafulhamos com essa informação o nosso cérebro (já com tantos gigas ocupados e tão pouco espaço na memória!...). As redes sociais bem nos fazem lembrar, mas eu acho que já dei abraços quando, afinal, era dia dos beijos e já felicitei sobrinhos, quando o dia era dos irmãos.
Não se perdeu nada! Eu nem tenho irmãos...
E assim trocamos datas e perdemo-nos nas comemorações do calendário paralelo, salvo quando as acções publicitárias dos Namorados, Mulheres, Pais, Mães e Crianças nos bombardeiam, pelos interesses comerciais. Aí, não nos dão grandes possibilidades de fuga à lembrança. Mas nessas alturas entro no modo “Recusa”: fico contra os dias.
Como dizia a letra de um fado de antigamente: “Tudo o que é de mais enjoa / sempre a mesma coisa cansa”.
Apetecem-me dias iguais em que seja eu a decidir quem ou o que celebro e homenageio.
Apetece-me fazer um calendário revolucionário, um calendário pessoal, porventura parecido com o que a Convenção Nacional, em 1792, durante o período revolucionário em França, resolveu aprovar para marcar o início de uma nova era da humanidade.
De base solar, o calendário tinha uma série de inovações que passavam, nomeadamente, por outra forma da contagem das horas e dos minutos, tendo em consideração o revolucionário sistema decimal.
Para dar o nome aos dias e aos meses desse calendário republicano, foi chamado o poeta Fabre d’Églantine. Quem melhor do que um poeta para essa nobre função?
E o poeta, baseando a nomenclatura dos dias e meses no ciclo da Natureza – nada de sinais de clericalismo! - recorreu ao auxílio do jardineiro do Jardin des Plantes de Paris.
Desconheço o nome que o dia de hoje teria nesse calendário, mas sei que estaríamos no mês do Prairial (referente aos prados).
Numa revolução que se pretendia igualitária, o número de dias de cada mês não podia ser diferente: todos tinham 30 dias. Sobravam, ao fim de cada ano, uns dias complementares, os quais tinham nomes interessantes: Dia da Virtude, Dia do Engenho, Dia do Trabalho, Dia da Opinião e Dia das Recompensas.
Se o ano fosse bissexto, havia lugar ao Dia da Revolução.
O poeta, como muitos revolucionários, perdeu literalmente a cabeça - foi guilhotinado, em 1794. O calendário sobreviveu até Napoleão repor o calendário gregoriano (1805).
Não foi uma exigência dos mercados. Foi do Papa... para abençoar o Império.
domingo, 22 de maio de 2016
quinta-feira, 12 de maio de 2016
Dia Internacional da enfermagem
Dos enfermeiros ou das enfermeiras?
Portugueses e portuguesas...
Estas questões de género... gramatical e outros, deixam-me doido!
Caganifâncias!...
Sobretudo àqueles que foram meus alunos e minhas alunas... e são muitos e muitas...
E à sobrinha...
sábado, 23 de abril de 2016
A memória de Shakespeare
«O acaso ou o destino deram a Shakespeare as triviais coisas terríveis que todo o homem conhece; ele soube transmutá-las em fábulas, em personagens muito mais vívidas que o homem cinzento que as sonhou, em versos que as gerações não hão de deixar cair, em música verbal.»
Jorge Luís Borges, A Memória de Shakespeare
Como Cervantes, morreu há 400 anos.
Ter-se-ão encontrado, de certeza absoluta...
sexta-feira, 22 de abril de 2016
Como as coisas humanas não sejam eternas
«Por fim, chegou o último de Dom Quixote, depois de recebidos todos os sacramentos e depois de haver abominado com muitas e eficazes razões dos livros de cavalarias. Achou-se o escrivão presente e disse que nunca lera em livro algum de cavalarias que algum cavaleiro andante houvesse morrido em seu leito tão sossegadamente e tão cristão como Dom Quixote; o qual, entre compaixões e lágrimas dos que ali se acharam, deu seu espírito, quero eu dizer que morreu.»
Miguel de Cervantes morreu a 22 de Abril de 1616.
Há 400 anos.
Miguel de Cervantes morreu a 22 de Abril de 1616.
Há 400 anos.
sábado, 2 de abril de 2016
domingo, 14 de fevereiro de 2016
Hoje é um dia "perigoso" para andar na rede social
«A nossa época parece que só sabe falar de amor. Ao mesmo tempo que se assiste a uma inflação da palavra, diminui, claramente, a sua força expressiva, como que sequestrada por um uso equívoco e sonâmbulo. Cada vez menos se sabe de que falamos quando falamos de amor. Mas isso não serve de travão.»
José Tolentino Mendonça, Nenhum Caminho será Longo
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