"Quando todos os cálculos complicados se revelam falsos, quando os próprios filósofos não têm nada mais a dizer-nos, é desculpável que nos voltemos para a chilreada fortuita dos pássaros ou para o longínquo contrapeso dos astros ou para o sorriso das vacas."
Marguerite Yourcenar, Memórias de Adriano (revista e acrescentada por Carlos C., segundo Aníbal C. S.)
Marguerite Yourcenar, Memórias de Adriano (revista e acrescentada por Carlos C., segundo Aníbal C. S.)
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domingo, 14 de abril de 2019
segunda-feira, 14 de janeiro de 2019
Alentejanos na neve
O objectivo, segundo o presidente do festival, é "abrir as portas do património cultural e natural do Alentejo".
O cante vai derreter neve!
domingo, 6 de janeiro de 2019
terça-feira, 3 de abril de 2018
Quero ir para o Altinho
«O viajante dormirá neste sítio de S. Gens, perto de Serpa.
Há, aqui para trás, uma Ermida de Nossa Senhora de Guadalupe. O que tem para
ver, vê-se de fora. Não é como a paisagem que diante dos olhos do viajante se
alonga. Essa quer que a vejam por dentro. É uma distância de árvores e colinas
quase rasas, simples cômoros que se confundem com a planície. Já se pôs o Sol,
mas a luz não se apaga. Cobre o campo duma cinza dourada, depois empalidece o
ouro, a noite vem devagarinho do outro lado, acendendo estrelas. Chegará mais
tarde a Lua, e os mochos chamarão uns pelos outros. O viajante, diante do que
vê, sente vontade de chorar. Talvez tenha pena de si mesmo, desgosto de não ser
capaz de dizer em palavras o que esta paisagem é. E diz apenas assim: esta é a noite
em que o mundo pode começar.»
José Saramago, Viagem a Portugal
quarta-feira, 16 de agosto de 2017
terça-feira, 25 de outubro de 2016
Encasacados
Memória de uma ida ao Altinho, junto à Pousada de S. Gens (Serpa), recentemente reaberta agora (2016).
A perna arqueada, estilo extremo, que terá herdado dos tempos de futebolista.
Pouco tempo passaria do 25 de Abril, pelo meu aspecto...
Mas Verão é que não era...
A perna arqueada, estilo extremo, que terá herdado dos tempos de futebolista.
Pouco tempo passaria do 25 de Abril, pelo meu aspecto...
Mas Verão é que não era...
domingo, 10 de abril de 2016
"Vai ao jardim ver as moças!"
Dizia-me a minha avó Alda, quando me via, nas férias, fechado em casa muito tempo.
Já nem sei quantos anos faria ela hoje!
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
O Cante Alentejano Património da Humanidade
CANTEmos
O Cante Alentejano, representado em Paris pelo Grupo Coral e Etnográfico da Casa do Povo de Serpa - os "artesãos" desta candidatura (com a Câmara Municipal) - está inscrito na lista representativa do Património Cultural da Humanidade.
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| Património imaterial e material Grupo Coral e Etnográfico da Casa do Povo de Serpa nos Jerónimos |
O Cante Alentejano, representado em Paris pelo Grupo Coral e Etnográfico da Casa do Povo de Serpa - os "artesãos" desta candidatura (com a Câmara Municipal) - está inscrito na lista representativa do Património Cultural da Humanidade.
sexta-feira, 21 de novembro de 2014
Mercado de Gastronomia - Serpa
Os objectivos são promover a produção artesanal, o emprego e o desenvolvimento rural sustentável e incentivar o consumo de proximidade, eliminando intermediários.
Realizam-se, também, actividades de animação, estando exposta uma colecção de fotografias sobre o rio Guadiana.
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| Ponte sobre o Guadiana (da linha do ramal de Moura) |
sábado, 20 de setembro de 2014
Cante Alentejano - Grupo Coral e Etnográfico da Casa do Povo de Serpa
«Depois do apelo obstinado da cigarra, no tempo de espera da calma do fim de tarde em que uma brisa apressada agita as searas e os corpos unidos no ombro contra ombro, a voz única e poderosa do cante eleva-se como um grito irreprimível, numa teimosa afirmação de identidade e dignidade cultural do povo do Alentejo.
(...)
São os sinais e os sons das terras mouras, dos lugares do Sul onde o Mediterrâneo foi a causa e a matriz.»
(...)
São os sinais e os sons das terras mouras, dos lugares do Sul onde o Mediterrâneo foi a causa e a matriz.»
Cláudio Torres
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| Na foto, o Grupo Coral e Etnográfico da Casa do Povo de Serpa
actuando, hoje, no Estádio 1.º de Maio (Lisboa)
na Cidade das Tradições (INATEL) |
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
terça-feira, 1 de julho de 2014
And the winner is...
Carlos do Carmo.
Um Grammy pela sua obra, decisão do Conselho Directivo da Latin Academy of Recording Arts and Sciences.
Um Grammy pela sua obra, decisão do Conselho Directivo da Latin Academy of Recording Arts and Sciences.
Carlos do Carmo com o Grupo Coral e Etnográfico da Casa do Povo de Serpa
Serpa - Praça da República - Encontro de Culturas, 7 de Junho de 2008
O património da música portuguesa - fado e cante alentejano
Perdoe-se-lhes alguma desafinação
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
sábado, 25 de janeiro de 2014
sábado, 4 de janeiro de 2014
Cantar dos Reis em Serpa
Na continuidade da tradição do Cantar dos Reis, amanhã, grupos corais vão percorrer as ruas de Serpa, amanhã, a partir das 18 horas. O ponto de encontro é a Casa do Cante, na rua dos Cavalos.
Dessa forma se anuncia a chegada dos Reis Magos.
Dessa forma se anuncia a chegada dos Reis Magos.
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Era o aniversário das tias
No espaço de 6 dias (21 a 26 de Novembro) festejavam-se os aniversários das minhas tias.
Recordo o "marco" onde íamos à água, mesmo em frente à casa da Tia Teresa.
Recordo o "marco" onde íamos à água, mesmo em frente à casa da Tia Teresa.
sexta-feira, 28 de junho de 2013
500 anos do foral manuelino de Serpa
| Serpa - vista aérea privilegiando o núcleo antigo da vila (chamar-lhe cidade é uma saloiice) |
Estávamos em 1295. D. Dinis foi célere a conceder uma carta de foral a Serpa.
Em 1513, o antigo Senhor de Serpa e agora rei de Portugal, D. Manuel I concedeu uma nova carta de foral a Serpa.
Diz o Ficheiro Nacional de Autoridades Arquivísticas que tal aconteceu no dia 28 de Junho.
Na passada 4.ª feira, o Clube de Teatro EnCena, da Escola Secundária de Serpa, apresentou na Praça da República uma recriação histórica da atribuição do foral de 1513 a Serpa.
É essa recriação que se encontra no YouTube.
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Emmerico Nunes entrou para a família
Há nomes, locais, acontecimentos que só ganham sustância na nossa consciência, às vezes por acaso, depois de atentarmos bem na sua existência, dela se tornar bem evidente aos nossos olhos e à nossa memória.
Depois, até cremos ser impossível ter passado tanto tempo da nossa vida sem darmos conta deles, porque passamos a estar atentos à sua referência por outros, parece que tropeçamos neles todos os dias, encontramo-los ligados a outros nomes, locais e acontecimentos que já faziam parte do nosso universo (ou passam a fazer).
Como é que não os descobrimos antes?
Emmerico Nunes, por exemplo.
Conhecia-o como autor de desenhos humorísticos do início do século passado, elemento participante no I Salão dos Humoristas Portugueses (1912).
Fui à exposição que lhe é dedicada no Centro de Arte Moderna, da Fundação C. Gulbenkian e de que aqui falei. Descubro que há mais Emmerico Nunes. Muito mais - o exposto e o que passo a saber que existe e não está exposto. Aliás, os desenhos expostos foram, durante anos, considerados perdidos, por isso o nome da exposição: A obra perdida de Emmerico Nunes.
Depois fico a saber que estudou em Paris, conselho dado por Malhoa a seu pai, e associo-o àquele pintor. Também a Amadeo de Sousa Cardoso, por via do qual o podemos encontrar em fotografias já conhecidas, mas onde "o não via" (era personagem secundária, em comparação com a "estrela"). E encontramos aí, também, Manuel Bentes (mas desse falarei mais tarde, que ainda deve ser meu tio!).
Depois descubro que viveu e morreu em Sines e associo-o ao nome do Centro Cultural daquela cidade, quando até aí o nome do Centro era neutro, não me fazia tilintar nenhuma campainha no interior da cabeça. Num blog sobre património em risco, descubro a casa que habitou em Sines, em estado de abandono. Antes, pouco ou nada me diria.
Depois, pelo acaso de encontrar e folhear a vol d'oiseau um livro sobre pinturas de Portugal, deparo-me com uma pintura de paisagem da sua autoria, em que dificilmente repararia se não tivesse ido à exposição e passasse a estar atento ao seu nome. Acaso dos acasos, a pintura representa Serpa (será que foi a Serpa pela sua relação com Manuel Bentes?).
A net é um mundo. Entro, procuro e tenho mais pinturas de paisagens: Sines (natural, se lá viveu), Rana (campos de cultivo, será que é a Rana que conheço e que fica nas "traseiras" da minha casa? Olha que coincidência! A suspeita passa a verdade ao ver a pintura seguinte), Rebelva - Carcavelos (olá!, é mesmo aqui a dois passos de casa!)...
Não procurei muito mais, mas o suficiente para me deparar com o publicitário que também foi.
O blog Dias que voam apresenta um bom conjunto de anúncios bem dispostos.
A partir de agora, nada do que encontrar sobre Emmerico Nunes me será estranho, ou seja, passa a ser incorporado/processado na minha base de dados mental.
Estarei mais atento.
Depois, até cremos ser impossível ter passado tanto tempo da nossa vida sem darmos conta deles, porque passamos a estar atentos à sua referência por outros, parece que tropeçamos neles todos os dias, encontramo-los ligados a outros nomes, locais e acontecimentos que já faziam parte do nosso universo (ou passam a fazer).
Como é que não os descobrimos antes?
Emmerico Nunes, por exemplo.
Conhecia-o como autor de desenhos humorísticos do início do século passado, elemento participante no I Salão dos Humoristas Portugueses (1912).
Fui à exposição que lhe é dedicada no Centro de Arte Moderna, da Fundação C. Gulbenkian e de que aqui falei. Descubro que há mais Emmerico Nunes. Muito mais - o exposto e o que passo a saber que existe e não está exposto. Aliás, os desenhos expostos foram, durante anos, considerados perdidos, por isso o nome da exposição: A obra perdida de Emmerico Nunes.
Depois fico a saber que estudou em Paris, conselho dado por Malhoa a seu pai, e associo-o àquele pintor. Também a Amadeo de Sousa Cardoso, por via do qual o podemos encontrar em fotografias já conhecidas, mas onde "o não via" (era personagem secundária, em comparação com a "estrela"). E encontramos aí, também, Manuel Bentes (mas desse falarei mais tarde, que ainda deve ser meu tio!).
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| Emmerico Nunes, Manuel Bentes, Amadeo de Souza-Cardoso e Alexandre Ferraz de Andrade em casa de Amadeo, no Boulevard Montparnasse (Paris) |
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| Casa em que Emmerico Nunes viveu, em Sines. Pertencia à família da mulher, Clotilde Pidweel Nunes |
A net é um mundo. Entro, procuro e tenho mais pinturas de paisagens: Sines (natural, se lá viveu), Rana (campos de cultivo, será que é a Rana que conheço e que fica nas "traseiras" da minha casa? Olha que coincidência! A suspeita passa a verdade ao ver a pintura seguinte), Rebelva - Carcavelos (olá!, é mesmo aqui a dois passos de casa!)...
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| Emmerico Nunes - Sines |
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| Emmerico Nunes - Rana |
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| Emmerico Nunes - Rebelva |
O blog Dias que voam apresenta um bom conjunto de anúncios bem dispostos.
A partir de agora, nada do que encontrar sobre Emmerico Nunes me será estranho, ou seja, passa a ser incorporado/processado na minha base de dados mental.
Estarei mais atento.
| Emmerico Nunes caricaturado por Amadeo |
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