"Quando todos os cálculos complicados se revelam falsos, quando os próprios filósofos não têm nada mais a dizer-nos, é desculpável que nos voltemos para a chilreada fortuita dos pássaros ou para o longínquo contrapeso dos astros ou para o sorriso das vacas."
Marguerite Yourcenar, Memórias de Adriano (revista e acrescentada por Carlos C., segundo Aníbal C. S.)
Mostrar mensagens com a etiqueta Cinema. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cinema. Mostrar todas as mensagens

domingo, 7 de abril de 2019

Francis Ford Coppola

«Para perceber o que sou, é preciso perceber o rapaz de cinco anos que era (...). Era muito entusiasta. Adorava representar peças de teatro para os meus amigos, adorava fazê-los representar juntos e acho que continuo assim! Esse Francis de cinco anos é, certamente, o melhor Francis que já existiu e está sempre presente. Na verdade, sou um sobrevivente, sou uma criança que sobreviveu...»
Francis Ford Coppola, entrevista em 1991

Francis Ford Coppola faz hoje 80 anos.


domingo, 20 de janeiro de 2019

Fellini - entrada no ano do centenário

Federico Fellini faria hoje 99 anos.

«Eu inventei-me inteiramente: infância, personalidade, os desejos ardentes, sonhos e memórias, tudo para me permitir lhes dizer.» (Fellini) 



Em 8 ½, Fellini transporta-nos para o interior da angustiante (e angustiada) mente criativa de um realizador no desenrolar do processo mental do seu trabalho.
Este será o primeiro filme em que a sua imaginação supera a realidade. A partir daqui, o sonho, a fantasia e o grotesco tornam-se a matéria-prima da sua carreira.

Se a obra de Fellini reflecte a sua vida, esta também é vista através do sonho que a alimenta.
Regressa ao passado mas reconstruindo-o criativamente – transforma-o numa nova realidade.

«A memória não é exacta. Eu descobri que a vida que eu conto tornou-se mais real para mim, do que a vida que eu realmente vivi.»


segunda-feira, 23 de julho de 2018

Yellow Submarine

O meu pai levou-me a ver o filme num cinema que havia ao Arco do Cego.
Delirei com as figuras, as cores e as músicas.
Sou capaz de ter ido ainda em calções...



sábado, 14 de julho de 2018

Ingmar Bergman - 100 anos

Ingmar Bergman nasceu há 100 anos, em Uppsala, na Suécia.


«No centro de cada um dos seus filmes, é a própria noção de espectáculo e de representação que é incessantemente questionada, como loucura devoradora, ilusão irredutível, face a face com o desejo e a morte, última prova de verdade.»

Foi (é) um dos meus realizadores.
Do tempo em que eu ia ao cinema...


quarta-feira, 23 de maio de 2018

O (nosso) Labirinto da Saudade

Casos, opiniões, natura e uso
Fazem que nos pareça esta vida
Que não há nela mais que o que parece.
Luís de Camões


Os 95 anos de Eduardo Lourenço.
40 anos de O Labirinto da Saudade, psicanálise mítica do destino português, o problema da imagem de Portugal ou da imagem que os portugueses têm de Portugal - como nos vemos.

«O nosso caso é outro: tivemos sempre uma vértebra supranumerária, vivemos sempre acima das nossas posses, mas sem problemas de identidade nacional propriamente ditos. A nossa questão é a da nossa imagem enquanto produto e reflexo da nossa existência e projecto históricos ao longo dos séculos e em particular na época moderna em que essa existência foi submetida a duras e temíveis privações.»

A RTP 1 passa um filme sobre Eduardo Lourenço, com o próprio no seu papel de filósofo, e centrado n' O Labirinto da Saudade.
É curta a atenção dada pelos grandes meios de comunicação social (mesmo os públicos - os do serviço público) a pensadores e ensaístas, num "horário nobre".
É bom ouvir quem privilegia o pensamento e o conhecimento como fim, não apenas como um meio.

É bom que a RTP o faça, mesmo sabendo nós que esta homenagem (porque o é) será justificada pela idade do homenageado.
E chega uma altura em que...


segunda-feira, 31 de julho de 2017

«Acredito na imortalidade. Será uma aventura sem corpo!»

«Através de cada personagem, de cada filme, de cada peça de teatro, eu entro num universo novo. E sou eu, a pioneira, que diz ao espectador; venha comigo à descoberta de algo estranho e diferente de si!»

«Ao longo do tempo não só tenho encontrado personagens, como belíssimos seres humanos, seja entre os técnicos ou os criadores artísticos, seja entre as pessoas que me são chegadas. Com eles fui-me dando aos outros, ao mundo!»


Jeanne Moureau (à direita) no filme O gebo e a sombra,
de Manoel de Oliveira

«O cinema português tem algo de muito próprio. É aparentemente modesto, discreto, eu diria antes que é um cinema resistente. É um cinema que permite, através de realizadores como Manoel de Oliveira, Paulo Rocha, Jorge Botelho, Jorge Silva Melo, Teresa Vilaverde... uma visão sobre um mundo interior que diz respeito a todos nós. Depois, é vossa palavra saudade, tão cara aos poetas!»

As palavras são de Jeanne Moureau, na primeira pessoa, adaptadas da entrevista concedida a Luís Goucha, e que podem ser lidas no seu blogue O Cabaré do Goucha (12 de Fevereiro de 2016).

Jeanne Moureau faleceu hoje.


domingo, 30 de julho de 2017

Bergman e Antonioni

Morreram os dois no mesmo dia, exactamente há 10 anos.

«Bergman é o teatro. O miúdo que leu o Strindberg todo na adolescência (uma brutalidade inimaginável) fez todo o seu mundo no teatro: encenou peças, casou com actrizes, cultivou os seus actores fetiche, escreveu argumentos sobre meios teatrais. É um cineasta da palavra. (...) Bergman foi um autor da gravidade.

Antonioni é um cineasta da imagem. O que acima de tudo retemos dos seus filmes são avenidas largas, ilhas desertas, postes de electricidade, gruas. É um cinema visual, um cinema de arquitectura, que ao tempo (à palavra) sempre preferiu o espaço (a distância). (...) Dizem que inventou um cliché – a "incomunicabilidade" (...)»
Pedro Mexia

Por coincidência, a 31 de Julho desse ano voei para Estocolmo. Decorriam na cidade as cerimónias fúnebres de Bergman e eu ia começar as minhas férias.

Estocolmo - Teatro Nacional, de que Ingmar Bergman era director, em 2007


domingo, 9 de outubro de 2016

Não me avisaram a tempo

Jodie Foster esteve em Cascais para a inauguração da exposição de fotografia de Alexandra Hedison, no Centro Cultural, Everybody knows this is nowhere.
Alexandra Hedison também esteve, mas a Jodie Foster é que eu conheço... desde a adolescência, de Bugsy Malone e Taxi Driver (ambos os filmes de 1976).


Da Alexandra irei conhecer as fotografias...


domingo, 20 de março de 2016

Domingo de Ramos

«No dia seguinte, a grande multidão que tinha ido a Jerusalém para a festa da Páscoa teve conhecimento de que Jesus ia entrar na cidade. Toda aquela gente pegou em ramos de palmeira para ir ao seu encontro e gritava:
          "Glória!
          Bendito seja aquele que vem em nome do Senhor!
          Aquele que é o rei de Israel!"»
João, 12:12-13




sábado, 20 de fevereiro de 2016

Sapo de cerâmica vale urso de ouro

Ou como Leonor Teles, que não a "rainha aleivosa", ganhou um prémio no Festival de Cinema Berlim.


Leonor Teles venceu o Urso de Ouro na secção de curtas-metragens, com o filme Balada de um Batráquio.

O filme aborda o uso de sapos de cerâmica, por comerciantes, como forma de afastarem os ciganos das suas lojas, pela superstição que esta etnia (a que Leonor Teles está ligada pelo lado paterno) tem relativamente aos sapos.


domingo, 14 de fevereiro de 2016

Tarkovsky - retrospectiva integral

Está já a ser exibida em Lisboa (Espaço Nimas) e no Porto TM Campo Alegre).
A minha cultura cinéfila parou por aqui, por alturas da morte de Andrei Tarkovsky (final de 1986, tinha ele apenas 54 atribulados anos e vários projectos pela frente).
Realizou "uma ínfima parte de todos os filmes que tinha dentro de si".




Escreve um dos seus biógrafos que Tarkovsky "hesitou na sua vocação", tendo estudado, entre outras áreas, pintura e música. E isso é visível e audível nos seus filmes, embora tenha dito que "o cinema deveria poder passar sem a música". Há cenas que são demoradas pinturas e a música está presente sob a forma clássica, de pequenas composições/atmosferas sonoras e, mesmo, de sons (como gotas de água, a respiração das personagens...). Há planos e fotografias inesquecíveis...




Stalker

A infância de Ivan

Solaris 

Andrei Rubliov

E em dias como o de hoje... um chá à chuva 

Solaris

 

sábado, 13 de fevereiro de 2016

É uma torneira a deitar música

"Isto abre-se, liga-se à parede..."


O Costa do Castelo

Quando "as bobines ainda estão frias (...) a onda bate na lâmpada e recua. E daí, o som quer sair e não pode. Tem de aquecer o carburador."


"Olhe, olhe, olhe!... Já está a levantar fervura!"

Dia Mundial da Rádio


segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

120 anos de cinema

A primeira sessão de cinema foi promovida a 28 de Dezembro de 1895, nas caves do Grand Café de Paris.
La sortie des usines foi o primeiro de uma série de 10 filme(zinho)s apresentados pelos irmãos Lumière.
Dez filmezinhos para nós, um grande passo para a Humanidade.