"Quando todos os cálculos complicados se revelam falsos, quando os próprios filósofos não têm nada mais a dizer-nos, é desculpável que nos voltemos para a chilreada fortuita dos pássaros ou para o longínquo contrapeso dos astros ou para o sorriso das vacas."
Marguerite Yourcenar, Memórias de Adriano (revista e acrescentada por Carlos C., segundo Aníbal C. S.)
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quarta-feira, 10 de abril de 2019

Pornografia!

Uma questão de castas.


São gestores topo de gama!

É o seu trabalho árduo que faz avançar as empresas, a economia, o país, a comunidade europeia, a civilização ocidental...

(e muitos devem ser das mesmas famílias, o que é politicamente incorrecto 
segundo os cânones das últimas semanas)


sábado, 30 de março de 2019

Pelo caminho, pelo caminho, pelo caminho...

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.


DN, 29 de Março
Depois querem o quê?

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.
Carlos Drummond de Andrade


domingo, 3 de março de 2019

Outros carnavais

Parece que vamos para mais uma auditoria.
Mas já sabemos como vai terminar...


A partir do fb de Francisco Louçã





quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Lamentável


«O Governo lamenta o facto de os educadores e os professores dos ensinos básico e secundário não poderem ver contabilizados já a partir de 01 de janeiro de 2019 os dois anos, nove meses e 18 dias", previstos no decreto-lei hoje vetado pelo Presidente da República, lê-se num comunicado do gabinete do primeiro-ministro, António Costa.»
(TSF)

Eu lamento a falta de vergonha dos aldrabões que assim mentem.
Lamento a hipocrisia! Dá vontade de dizer "Vão ...!"
Ao menos, não mintam! Sejam sérios - assumam que as prioridades políticas são outras e basta! Fiquem por aí. Escusam de vir com lamentações e discursos da treta!

O diploma governamental que o Presidente vetou não permite, pela sua formulação, a contabilização de qualquer tempo à grande maioria dos educadores e professores... antes de 2021. 
Se este decreto-lei entrar em vigor, serei um daqueles que nunca chegará a beneficiar de um dia que seja!
Por mim, não se incomodem! 

Perante estas aldrabices e outras do mesmo género, estranhem os populismos e os movimentos de protesto daí decorrentes.  


domingo, 2 de dezembro de 2018

Todos ao molho (no sentimento de revolta)

Paris, 1.º de Dezembro

Uma simples manifestação contra a política governativa?


Não parece!

Mas os governos (que deviam ser) democráticos, enquanto se submeterem aos interesses do capital, põem-se a jeito de todos os populismos e das manifestações de revolta mais violentas em que tudo se mistura. 
E as pessoas são tão manipuláveis...


Uns vão bem e outros mal



Pensava que estavam indexados aos índices de produtividade, como esses senhores defendem que devem estar os salários dos trabalhadores.

Recordo o ministro Pedro Mota Soares (2014, Governo de Passos Coelho) e os seus justos critérios...





terça-feira, 20 de novembro de 2018

Da violência das margens

Fala-se da estrada...

«Do rio que tudo arrasta se diz que é violento. Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem.» (B. Brecht)


A culpa é da dita insegurança da estrada (construída há anos) ou das empresas de exploração das pedreiras que levaram essa exploração aos limites (às bermas da estrada)?
A estrada não saiu do local onde foi construída, as pedreiras é que se foram aproximando ao ponto do inimaginável, do irracional e do ilegal.
Percebemos quando se vêem as imagens aéreas.

As pedreiras transformaram a estrada numa estreita passagem entre duas crateras.



"Aquilo tinha de acontecer. A pedreira foi até aos limites. A estrada nem berma tinha. A estrada por baixo não estava fundada em rocha, naquele maciço calcário, mas sim na terra. Portanto, a terra um dia havia de cair e deslizou com mais chuva. A chuva não tem culpa, só acelera processos que estão em desenvolvimento. O que houve ali foi um deslizamento de terras e a estrada a cair, infelizmente", analisa. "É de uma evidência que é trágica".

Carlos Mineiro Alves, bastonário da Ordem dos Engenheiros, ao DN


Depois das tragédias acontecerem, todos os especialistas sabem que assim seria. 



sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Um chorrilho de falsas promessas

Banha da cobra!


«90 por cento dos docentes, isto é um número que eu queria dar, terão, em 2023, duas ou mais progressões e 32 por cento terão, inclusivamente, mais três progressões no que é a sua progressão remuneratória. E estas progressões irão traduzir-se num aumento do salário médio por docente, de quase 20 por cento. Isto é, daqui até 2023 teremos, com o reposicionamento, com o descongelamento e com a reconstrução da carreira, um aumento de 19% dos salários entre 2019 e 2023. Equivale a um aumento médio de 3,6% ao ano.»
Tiago Brandão Rodrigues, Ministro da Educação, na Assembleia da República, 2 de Novembro de 2018

MENTIRA!
Os números são atirados para o ar sem qualquer base de verdade.
Nem é possível tanta progressão na carreira, com a actual legislação. É difícil ouvir tanta aldrabice em tão pouco tempo!

Era mais fácil e mais barato, pela certa, contar todo o tempo de serviço - aquele que recusam contar.
As promessas do ministro fariam ultrapassar os ditos 600 milhões de euros que o Governo afirma não poder pagar.

Citando Aníbal Cavaco Silva, "é um verdadeiro artista!".


quarta-feira, 31 de outubro de 2018

O futebol é qu'induca

A acreditar nos valores... (nos dias de hoje, devemos sempre prevenir-nos das fake news. E de alguns jornais, então!...)


Lá estão 600 milhões... que não podem pagar aos professores!


sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Inconsciente mas seduzida



Pode alguém inconsciente estar seduzido(a)?

Neste e em outros casos semelhantes, gostava de saber o que diriam os juízes se as vítimas fossem as suas filhas.
Manteriam a opinião de uma "mediana ilicitude" e de "danos físicos sem especial gravidade"?


segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Fim do resgate da Grécia - discurso de Mário Centeno (vídeo)

Jeroen Dijsselbloem, Mário Centeno, Presidente do Eurogrupo, saudou o regresso da Grécia à normalidade.
Fez um retrato cor-de-rosa da economia grega, embora reconhecesse que "os benefícios ainda não são sentidos por todos os quadrantes da população, mas gradualmente vão sentir", fazendo lembrar afirmações dos apoiantes do Governo de Passos Coelho:
"A vida das pessoas não está melhor mas a do País está muito melhor" (Luís Montenegro) e "Portugal está melhor mas os portugueses estão pior." (Bagão Félix)

Sublinhou a necessidade de o governo grego manter o rumo e ser responsável.

«Agora, sejam responsáveis: não podem gastar o dinheiro 
todo em copos e mulheres e depois pedir ajuda.»


É estranho ouvirmos Dijsselbloem, Passos Coelho e todos os defensores das orientações da Troika (politicamente derrotados) através de Centeno, um crítico - em tempos idos - dessas orientações.
Centeno, tão ufano quando celebrava o sucesso da política do Governo PS em oposição à do anterior/à da Troika. E agora... converteu-se! 

Será esta a forma que António Costa pretendia de Portugal se afirmar forte e com uma voz crítica no seio do Eurogrupo?
Uma vergonha!
Carneirada!



segunda-feira, 23 de julho de 2018

Apetece-me ser demagógico!

Fico feliz porque os professores são o único problema que pode afectar o Orçamento de Estado de 2019.
Não há mais problemas!







E já não falo das obras na IP3...

P.S. - Ah!... E eu sou professor no Burkina Faso!
(É verdade que tenho vários alunos da "Jamaica"!)


quarta-feira, 18 de julho de 2018

Misterioso...

... inacreditável, incompreensível, inaceitável, inadmissível, insuportável, inconcebível, inimaginável, intolerável...


Público de hoje

Obscuro!


quinta-feira, 12 de julho de 2018

A NATO e o IP3

Esperava que António Costa explicasse ao Trump que as obras no IP3 não permitem aumentar o contributo de Portugal para a OTAN.
Afinal...





quinta-feira, 28 de junho de 2018

Inverdades...

«(...)
Num final caótico de ano escolar, é necessário impedir que a informação falsa seja mais rápida que a verdadeira e a política seja confinada ao quarto escuro da manipulação. Daí a anáfora que se segue, particularmente dedicada a António Costa, Alexandra Leitão, João Costa, Lobo Xavier, José Miguel Júdice, Fernando Medina, Pedro Silva Pereira, Pedro Marques Lopes e Miguel Sousa Tavares.

– Não é verdade que a contagem de todo o tempo de serviço prestado pelos professores signifique um encargo de 600 milhões de euros. O número que António Costa referiu no Parlamento (e virou mantra nos jornais e televisões) foi colhido da leitura apressada (ou maliciosa) do Programa de Estabilidade 2018-2022. Acontece que tal número diz respeito ao descongelamento de todos os trabalhadores públicos, que não só dos professores. Desagregando estes, estaremos a falar de 380 milhões. Significativamente, o Ministério das Finanças já começou a corrigir as suas contas: os custos de 2018 já passaram de 90,2 para … 37 milhões.

– Não é verdade que alguma vez os professores tenham exigido pagamento de retroactivos. A contagem de todo o tempo de serviço prestado só é reclamada para efeitos futuros, sendo que os docentes propõem que o respectivo impacto seja acomodado de 2019 a 2023.

– Não é verdade, como afirmou António Costa, que o compromisso do Governo seja apenas descongelar as carreiras e que em nenhuma carreira tenha havido recuperação do tempo do congelamento. Citando Churchill, quando António Costa fala dos professores, o que diz parece “uma adivinha, embrulhada num mistério, dentro de um enigma”.

– Não é verdade que Alexandra Leitão tenha falado de factos no artigo que escreveu no Público. Ela falou de fictos. A memória de passarinho da secretária de Estado fê-la esquecer que no texto do compromisso consta “o tempo” e não apenas “tempo” a recuperar. (...) Mas, mais grave que isto é esta doutora em leis ignorar os dois factos que importam: discutir a semântica do compromisso tornou-se irrelevante quando a Lei do Orçamento de 2018 (artigo 19º) estabeleceu que “o” tempo a recuperar não é matéria a negociar, mas tão-só o prazo e o modo de o fazer, em função das disponibilidades orçamentais; o esbulho que Passos iniciou e Costa quer eternizar, só passou no Tribunal Constitucional sob condição de ser transitório, que não permanente.
(...)

– Não é verdade que os docentes progridem na carreira de modo automático. Para progredirem, os professores têm de: obter classificação mínima de “bom” na avaliação de desempenho; frequentar com aproveitamento formação contínua certificada; submeter-se a avaliação externa (aulas assistidas); conseguir passar pela porta estreita das vagas limitadíssimas definidas pelo Governo, para o acesso ao 5º e 7º escalões.

– Não é verdade que os professores portugueses são os mais bem pagos da OCDE. Convém recordar que os seus salários líquidos variam entre um mínimo de 1.025,43€ e um máximo de 2.207,47€. Convém recordar que entre estes dois valores medeiam uns teóricos 34 anos de carreira (reais 48), o que explica que, actualmente, não exista um único professor a receber o salário correspondente ao último escalão. Convém recordar que milhares de professores estão há mais de uma década no primeiro escalão e a maior parte deles jamais chegará aos superiores.

– Não é verdade que Portugal tem ministro da Educação. Portugal tem um factotum de Centeno, uma espécie de Lola do Simplex, que vai à bola a Moscovo quando a Educação arde em Lisboa.»
Santana Castilho
Público, 27 de Junho de 2018


É a bolha!

Dizia a personagem de Fernão Lopes, "Agora se vende Portugal, que tantas cabeças e sangue custou a ganhar, quando foi tomado aos Mouros!".



Espanhóis compram a Suíça e suíços compram o Beato!

Convertidos ao capitalismo.
Tudo se vende e tudo se compra.
Vende quem quer, compra quem pode.
Como nós não podemos...

Da Suíça (e de todo o quarteirão em que a Suíça se integra) resta saber o que irá ser feito.
Mais um hotel, diz-se.
Lisboa, Cidade Hotel!




P.S. - Da Suíça, sinceramente, já nem me lembro quando foi a última vez que lá entrei. Lembro-me do sacrifício (leia-se falta de educação) dos empregados em servirem os clientes. 
Mas é bom que exista respeitinho pelo património.