"Quando todos os cálculos complicados se revelam falsos, quando os próprios filósofos não têm nada mais a dizer-nos, é desculpável que nos voltemos para a chilreada fortuita dos pássaros ou para o longínquo contrapeso dos astros ou para o sorriso das vacas."
Marguerite Yourcenar, Memórias de Adriano (revista e acrescentada por Carlos C., segundo Aníbal C. S.)

quarta-feira, 9 de março de 2016

Literariamente bem escrito

Miguel Torga em Macau

A 9 de Junho de 1987, na sua visita a Macau, Miguel Torga afirmou, numa conferência no Salão Nobre do Leal Senado:
«Não somos um povo morto, nem sequer esgotado. Temos ainda um grande papel a desempenhar no seio das nações, como a mais ecuménica de todas. O mundo não precisa hoje da nossa insuficiente técnica, nem da nossa precária indústria, nem das nossas escassas matérias-primas. Necessita da nossa cultura e da nossa vocação para o abraçar cordialmente, como se ele fosse o património natural de todos os homens.»
Miguel Torga, Diário XV

Hoje, no seu discurso de tomada de posse, Marcelo Rebelo de Sousa lembrou este pensamento de Torga (e outros, proferidos na mesma ocasião).
Haja quem os conheça!
Haja um Presidente que os conheça, compreenda e... os incorpore!


Interrogado sobre o discurso do novo Presidente, Paulo Portas afirmou que "Foi bom. Literariamente bem escrito."

Como disse Torga, na referida conferência (não sei se Marcelo o recordou), "A paixão tolda-nos a vista."


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