"Quando todos os cálculos complicados se revelam falsos, quando os próprios filósofos não têm nada mais a dizer-nos, é desculpável que nos voltemos para a chilreada fortuita dos pássaros ou para o longínquo contrapeso dos astros ou para o sorriso das vacas."
Marguerite Yourcenar, Memórias de Adriano (revista e acrescentada por Carlos C., segundo Aníbal C. S.)

domingo, 12 de setembro de 2010

Ponto por ponto

A acabar de pôr este reencontro em dia...


No Centro Cultural de Cascais esteve em exibição até hoje "Ponto por Ponto" - Tapeçarias de Portalegre.
As Tapeçarias de Portalegre são uma história relativamente recente (nasceram em 1947), mas com um rápido reconhecimento que se estendeu além-fronteiras.


Tendo como ponto de partida obras de arte - cartões - dos mais conceituados pintores, as características muito próprias destas tapeçarias, de ponto muito apertado, impuseram-nas como obras de arte, "a mais bela homenagem à rainha de todas as fibras - a lã.", nas palavras de Guy Fino, um dos fundadores.

Ainda na década de 80, tive oportunidade de visitar o antigo edifício no centro de Portalegre onde eram manufacturadas estas tapeçarias, tecidas de baixo para cima e que crescem ao ritmo de 3 cm por dia.

É um trabalho impressionante, então realizado em condições que não seriam as melhores, num velho prédio com estruturas em madeira, cujo chão tremia sob os nossos passos.










Pormenor da tapeçaria feita a partir da obra de Cruzeiro Seixas, Finalidade sem fim


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