"Quando todos os cálculos complicados se revelam falsos, quando os próprios filósofos não têm nada mais a dizer-nos, é desculpável que nos voltemos para a chilreada fortuita dos pássaros ou para o longínquo contrapeso dos astrosou para o sorriso das vacas." Marguerite Yourcenar, Memórias de Adriano (revista e acrescentada por Carlos C., segundo Aníbal C. S.)
«O The New York Times anunciou esta segunda-feira que vai deixar de publicar cartoons políticos na sua edição internacional, à semelhança do que já acontece na edição nacional. Uma decisão que surge mais de um mês depois da polémica causada por um desenho do português António publicado em finais de Abril e considerado anti-semita. O desenho mostrava um homem cego, Donald Trump, a ser levado por um cão-guia com o rosto do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, com uma coleira com a estrela de David.»
São José Almeida, no Público, sintetiza a ideia que faço de Rúben de Carvalho: «É uma referência entre os comunistas portugueses, pela sua cultura, pela sua sabedoria de vida, pelo seu equilíbrio.»
Responsável pela programação cultural e pela organização dos espectáculos da Festa do Avante desde 1976, era um profundo conhecedor de Lisboa, de História, de literatura e de música.
E percebia-se que era um conversador.
Ao Sábado não gostava de perder o programa que tinha na Antena 1, Radicais Livres, em que debatia com Jaime Nogueira Pinto sobre temas da actualidade política ou de política numa perspectiva histórica. Um bem à esquerda, outro bem à direita. Jaime Nogueira Pinto recordou, no Público, "Se uma discussão chegasse a um impasse, havia solução: uma piada punha tudo no sítio."
«Ninguém como Camões nos representa a todos, repito, e em particular os emigrantes, um dos quais ele foi por muitos anos, ou os exilados, outro dos quais ele foi a vida inteira, mesmo na própria pátria, sonhando sempre com um mundo melhor, menos para si mesmo que para todos os outros. Ele, o homem universal por excelência, o português estrangeirado e esquecido na distância, o emigrante e o exilado, é em Os Lusíadas e na sua obra inteira, tão imensa e tão grande, a medida do mais universal dos portugueses e do mais português dos homens do universo. Ninguém, como ele desejou representar em si mesmo a humanidade, representar tão exactamente o próprio Portugal, no que Portugal possui de mais fulgurante, de mais nobre, de mais humano, de mais de tudo e todos, em todos os tempos e lugares. Ele é, como ninguém, o homem que viajou, viu e aprendeu. O homem que se sente moralmente no direito de verberar com tremenda intensidade, as desgraças de viver-se e os erros ou vícios da sociedade portuguesa. É o exilado físico de muitos anos mas é, como todos nós, e nisso tanto ou mais o somos que outros povos, o exilado moral, clamando por justiça, por tolerância, por dedicação à pátria, por espírito de sacrifício, por unidade nacional e universal, lá onde via que o homem é, como ele disse mais que uma vez, o "bicho da terra tão pequeno" contra o qual se encarniçam os poderes do mal.»
Jorge de Sena,
discurso como Presidente das Comemorações do 10 de Junho de 1977,
"Dia de Camões e das Comunidades Portuguesas",
proferido na cidade da Guarda.
Jorge de Sena era um notável especialista em Camões.
Comemora-se este ano o centenário do nascimento de Jorge de Sena, a 2 de Novembro, o mesmo mês em que a sua muito amiga Sophia de Mello Breyner Andresen também comemora o seu (6 de Novembro).
De Sophia muito se tem falado, de Jorge de Sena nem tanto. A dar-lhe razão de não ser um intelectual bem quisto em Portugal.
Exilado no Brasil e nos Estados Unidos nos tempos da ditadura do Estado Novo, Jorge de Sena nunca se fixaria em Portugal, mesmo depois de 25 de Abril de 1974, falecendo em Santa Bárbara (EUA), a 4 de Junho de 1978.
«Sim, Jorge de Sena não era uma presença confortável para o Portugal de então. O que só lhe fica bem. Mas continuou a não ser uma presença confortável depois do 25 de Abril. O que só nos fica mal.. Na verdade, é uma vergonha nacional que não tenham sido dadas a este homem condições necessárias para regressar ao seu país quando, quero crer, o teria desejado se as necessárias condições lhe tivessem sido dadas.»
Hélder Macedo, De amor e de poesia e de ter pátria
O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas celebra o 10 de Junho de 1580, data da morte de Camões.
O génio da pátria, que Luís Vaz de Camões representava para os republicanos – foi em torno das comemorações camonianas de 1880 que os republicanos se guindaram politicamente –, passou a ser celebrado a partir de 1912, mas apenas como feriado municipal, em Lisboa.
Tendo reformado o calendário dos feriados, o Estado Novo manteve o de 10 de Junho, elevando-o à categoria de feriado nacional, exaltado num sentido nacionalista e como elemento da propaganda política do novo regime.
Foi a 10 de Junho de 1944 que o Estádio Nacional foi inaugurado e, durante a cerimónia, Salazar proferiu o discurso que viria a rebaptizar o feriado como o Dia da Raça, associando a data à celebração do "Mundo Português" e dos valores do regime.
Até ao 25 de Abril de 1974, o 10 de Junho ficou conhecido como o Dia de Camões, de Portugal e da Raça.
Com a Guerra Colonial, transformou-se numa data de homenagem às Forças Armadas e numa exaltação do poder colonial.
É da minha infância a atribuição das medalhas a militares que tinham combatido nos territórios africanos que Portugal administrava, incluindo a condecoração dos familiares, no caso dos combatentes falecidos – são essas as minhas memórias, televisivas, do 10 de Junho do Estado Novo.
Após o 25 de Abril de 1974, foi instituído, já em 1977, que o Dia de Camões passasse a ser dedicado também às comunidades portuguesas no estrangeiro, sendo celebrado em Portugal e no estrangeiro "com vista a levar a presença do nosso país às diferentes comunidades e a tornar estas mais conhecidas na sua nação de origem".
O primeiro Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas (1977) foi comemorado oficialmente na cidade da Guarda.
Jorge de Sena fez, então, um discurso em defesa de Camões, sentindo necessidade de explicar, num Portugal pós-revolucionário ainda com traumas da ditadura, que não se poderia apelidar Camões de… “fascista”.
«Antes de mais, neste país há que pôr um basta não só ao fascismo ele mesmo, mas à mania de atribuir tudo ao fascismo, até as ideias. Porque, por esse caminho, ficamos todos sem ideias de que precisamos muito, e os fascistas ou os saudosistas deles acabam convencidos de que tinham ideias, quando ter ideias e ser fascista é uma absoluta impossibilidade intelectual e moral. (...) Pensarão alguns, acreditando no que se fez do pobre Camões durante séculos, que celebrá-lo, ou meditá-lo e lê-lo, é prestar homenagem a um reaccionário horrível, um cantor de imperialismos nefandos, a um espírito preso à estreiteza mais tradicionalista da religião católica. Camões não tem culpa de ter vivido quando a Inquisição e a censura se instituíam todas poderosas: se o condenamos por isso, condenamo-nos nós todos a que, escrevendo ou não-escrevendo, e ainda vivos ou já mortos, resistimos durante décadas a uma censura opressiva, e a uma repressão implacável e insidiosa, escrevendo nas entrelinhas como ele escreveu.»
«Faço hoje 70 anos - o que considero uma injustiça alarmante. A velhice traz sobretudo este inferno: "restringe a liberdade. Os velhos vivem numa espécie de liberdade vigiada. Vigiada pelo pelo ridículo que não os deixa pôr pé em ramo verde. Eu, por exemplo, apetecia-me agora andar vestido como os rapazes: de calças vermelhas, de casaco até aos joelhos, jóias hippies para fazer, de vez em quando, a minha contestaçãozita... Mas impossível. Todos me chamariam tonto. A velhice impede-nos de gozar os grandes prazeres do Escândalo.»
Em dia da Noite da Literatura Europeia, organização da EUNIC (rede constituída pelos Institutos Nacionais de Cultura e pelas Embaixadas da União Europeia), em parceria com a EGEAC e com o apoio da Representação da Comissão Europeia em Portugal, o maior evento literário das Festas de Lisboa.
«Eu nasci em Vila Meã, que em tempos foi sede de concelho e perdeu o título como os campeões o perdem, menos os santos, que são campeões do amor de Cristo e têm patrono mais fiel do que os juízes deste mundo. Vila Meã, portanto, que cai de surpresa da estrada de Amarante para os lugares airosos de Travanca e de Real. Há outra Travanca, que foi onde viveu Pascoaes e que eu visitei há muitos anos a cavalo, por caminhos serranos e serpentinos onde a poesia se adornava de giestas brancas.
Em Vila Meã, na rua principal e coração da vila, eu nasci num domingo de chuva, às seis horas da tarde. A casa tem fachada que parece anexo do mosteiro de Las Huelgas, de tão ampla e solene. Ali vi o dia, que era, como disse, de chuva pegada. Ainda hoje gosto da chuva e quanto mais diluviosa melhor.»
«Sabia que um qualquer comício partidário com 20 ou 30 pessoas tem direito a equipas de reportagem de diferentes órgãos de comunicação social? Sabia que uma manifestação com 7 ou 8 pessoas é notícia em canais de televisão mais sensacionalistas? Sabia que o desfile de claques de futebol ao entrar num qualquer estágio tem direito a transmissão televisiva? E agora… Sabia que um evento com 2500 alunos, num dos momentos mais importantes do desporto escolar nacional foi simplesmente ignorado pela comunicação social? Sabia que nesse evento, cerca de 200 alunos voluntários e 150 professores trabalharam arduamente e sem contrapartidas financeiras em prol do desporto escolar? Sabia? Não sabia, mas deveria saber. É nestes momentos que verificamos que o fútil e o sensacionalista tem primazia aos valores sociais e escolares. Houve desporto e de muita qualidade em Campo Maior, Elvas e Vila Boim. Poucos foram os que viram, mas muitos deveriam ter tido a oportunidade de o ver sem ser apenas no YouTube. P.S. - constatei na primeira pessoa o esforço e o sacrifício de muitos professores e o seu sentido de missão inspirado nos valores do desporto, da cidadania, da educação. As horas de sono foram muito poucas, em prol de milhares de alunos. Tenho a certeza que o voltarão a fazer, apesar de todas as dificuldades. Aqui neste meu cantinho fica o reconhecimento pelo seu trabalho, que ano após ano, vai permitindo que o desporto faça parte da vida de tantos e tantos miúdos.»
A repressão militar do movimento pró-democracia da Praça Tiananmen, na Primavera de 1989.
... mas a China é muito grande, o poder do seu capital (de Estado - viva o regime comunista!) é MUITO GRANDE, o respeitinho (ocidental) é MUITO BONITO!
Mas o poder político da China a nível mundial - os tentáculos que vão crescendo, porque a nível financeiro já são enormes... - está a causar engulhos aos Estados Unidos. A Europa (a comunitária, entenda-se), nesse campeonato, é de uma divisão inferior.
«O que é que vai ficar da obra da Agustina? Quanto a mim, vai ficar o que tem a ver com a portugalidade, uma portugalidade a Norte, com grandes personagens que a ilustram. A enorme capacidade de dar atmosferas, ambientes, aquilo a que se chama o espírito do tempo e o espírito do lugar. Nisso, Agustina é insuperável. E vai ficar a sua enorme cultura humanística, uma coisa que tende a desaparecer da literatura. E também um estilo único, que nunca ninguém teve igual. Acontece com ela o que aconteceu com o Aquilino: são autores de estilo. E essa ideia de um autor identificável pelo estilo também está a desaparecer – agora tudo se arrisca a ser um pouco igual.»
Depois do Mérito Cultural reconhecido a Borges Coelho, outro historiador distinguido.
José Mattoso recebeu o Prémio Árvore da Vida – Padre Manuel Antunes, por parte do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, da Igreja Católica, em parceria com o Grupo Renascença Multimédia.
A atribuição do prémio pretendeu destacar o legado
do "grande historiador medievalista” e “pensador original da construção da
identidade nacional”.
António Borges Coelho já havia sido agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada (1999) e, durante 2018, em que fez 90 anos, foi distinguido com o Prémio da Universidade de Lisboa, tributo de consagração pelo trabalho que desenvolveu naquela instituição, e com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade.
A faceta de analista político do Presidente da República
A verdade é que dois terços mesmo dois terços (até um poucochinho mais) dos portugueses não quiseram saber das eleições.
Há uma leitura enviesada dos resultados. Só considerando uma votação a triplicar: a minha escolha e... a dos outros dois por quem eu escolhi!
É que quem votou, votou por três!
É com a ajuda do Presidente (e só com ela!) que conseguimos definir os partidos pró-europeus: o PS e os partidos civilizados da ala direita (aqueles que lhe agradam).
O PAN não será pró-europeu? O Livre? O Nós, Cidadãos?
Mesmo o BE e a CDU, defendendo "outra Europa", não andam a pugnar pela saída da Comunidade.
No antigo convento de S. Francisco da Cidade (actual edifício da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa).
Será interessante ter a noção do vasto espaço ocupado por este convento (Governo Civil/PSP, Museu Nacional de Arte Contemporânea e Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, são as instituições que ocupam esse espaço)...
Via Google Maps
(a linha a Poente pode não estar muito correcta)
... e ter uma ideia do aspecto da sua igreja, o edifício deste complexo religioso que mais sofreu com o terramoto, não tendo sido reconstruída.
Maqueta da cidade de Lisboa antes do Terramoto
Vistas do terraço
Cisterna (século XVI)
Chanterene, Caminho do Calvário,
baixo relevo em gesso
(modelo do que foi esculpido, em calcário, no claustro do Mosteiro de Santa Cruz, Coimbra)
A Fé
(escultura que seria da antiga Igreja da Misericórdia - actual Igreja da Conceição-a-Velha)
Modelo em gesso de Fernando Pessoa,
do escultor Lagoa Henriques,
colocado em frente ao café A Brasileira, no Chiado
Se estivesse dependente da campanha eleitoral e da capacidade de esclarecimento demonstrada pela grande maioria das forças políticas... ainda estava a dormir!
Este é um fim de semana aberto a Conventos e Jardins de Lisboa.
Desde ontem e até amanhã, o primeiro Open Conventos, iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa, Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), Patriarcado de Lisboa e Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova.
Com conversas, itinerários, visitas livre e visitas guiadas por especialistas, o objectivo é chamar a atenção para o património religioso, artístico e arquitectónico.
Amanhã e Domingo, Jardins Abertos, iniciativa que "abre os portões dos mais incríveis jardins da cidade".
Este Festival "tem como missão difundir o conhecimento da natureza em ambiente urbano, e dessa forma sensibilizar as pessoas para a importância do respeito e da preservação do espaço verde público e privado, favorecendo a sua integração comunitária".
Eduardo Lourenço de Faria nasceu a 23 de Maio de 1923, em São Pedro de Rio Seco, Almeida.
Aos 10 meses, já Eduardo Lourenço tinha ar de pensador
«S. Pedro do Rio Seco é uma aldeia, do distrito da Guarda, entre outras aldeias que estão ali ao lado uma das outras, a cinco quilómetros. Não há praticamente comunicação entre elas, porque realmente não têm nada que trocar entre si. Naquele tempo eram economias de pura subsistência.
(...) E foi nesse mundo que eu vivi uma infância relativamente protegida e aberta também. Aquilo era o último estádio da civilização que já era uma civilização capitalista na sua franja mais rudimentar. Praticamente quase só se vivia do que se produzia na aldeia e não havia trocas. Apenas uma pequena troca que permitia às pessoas comprarem qualquer coisa, vestirem-se, calçarem-se, etc. Muitos daqueles lavradores desse tempo não mandavam os filhos à escola porque não estava na perspectiva deles. Também não teriam dinheiro. Ninguém pensava mandá-los para a Guarda para fazer o Liceu, o quinto ano, e muito menos para a Universidade.
(...) Era um mundo muito arcaico que eu chamo Piccolo Mondo Antico, título de uma novela célebre de Antonio Fogazzaro, que é um título que eu acho admirável. Se algum dia escrevesse memórias sobre S. Pedro, teria um título parecido. Um pequeno mundo morto, ou coisa parecida.»
Apoio à natalidade é todo um conjunto de condições criadas para que as pessoas possam viver com qualidade, terem a segurança do seu posto de trabalho, terem horários decentes, terem salários dignos e outras mais coisas do género.
Possibilitem vidas equilibradas que o saldo demográfico também se reequilibrará.
Niki Lauda era o meu ídolo da F1, no tempo em que esta modalidade automobilística tinha interesse (para mim) e eu dificilmente perdia um GP, então transmitidos em canal aberto.
Aos 15 anos e num mundo mais limitado do que o de hoje, era natural que desse atenção às corridas de Fórmula 1.
Era a época da rivalidade entre Emerson Fittipaldi e Jackie Stewart, terminada pelo abandono deste último no final da época de 1973, na sequência do acidente mortal do seu colega de equipa, François Cévert, nos treinos do GP dos Estados Unidos.
Na época seguinte emergiu Niki Lauda, a fazer dupla com o suíço Clay Regazzoni na Ferrari, que à data atravessava uma fase de desaires. Foi esta dupla de pilotos que fez renascer a equipa e me fez entusiasmar com a modalidade.
Regazzoni ficou a 3 pontos de ser campeão, em 1974, e Niki Lauda sê-lo-ia em 1975 e 1977.
Em 1976 o título falhou por pouco, depois do acidente em Nürburgring, onde o seu carro se incendiou e ele ficou preso na carroçaria, quase perdendo a vida. Foi retirado das chamas por um conjunto de outros pilotos.
Após alguns dias em coma e com marcas no corpo que o caracterizariam até ao fim, Lauda regressou poucas semanas depois, para lutar pelo campeonato com James Hunt (que acabaria por se sagrar campeão).
Mas estava criada a lenda.
Voltaria a vencer em 1977 e 1984. Neste último ano, depois de ter estado retirado durante uns anos da F1, foi no Estoril que se sagrou campeão por... meio ponto de avanço em relação a Alain Prost, seu colega de equipa na McLaren.
Nessa prova, a sua forma cerebral de correr ia-me provocando "problemas de coração"... na casa dos meus primos, em Benfica, um mês depois de me ter casado.
Lauda só nas últimas voltas chegou ao 2.º lugar, o que seria suficiente para lhe garantir o campeonato.
Na década de 70, a F1 até me fazia gastar parte da mesada a comprar a revista Motor.
Eu que até nem ligo a automóveis!...
George Harrison numa homenagem aos corredores de F1 (anos 70)