«8 de Junho, 1924
A bordo do São Miguel
Enquanto a gente vê terra, não tira os olhos - não pode - dum resto de areal, dum ponto de violeta que desmaia e acaba por desaparecer na crista duma vaga. Um ponto e acabou o mundo. O nosso mundo agora é outro. Durante um momento calamo-nos todos a bordo. A abóbada esbranquiçada fecha-se e encerra o disco azul onde espumas afloram nos redemoinhos que nos cercam: só uma gaivota teima em nos acompanhar descrevendo círculos por cima do navio.»
Raul Brandão, As ilhas desconhecidas

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