"Quando todos os cálculos complicados se revelam falsos, quando os próprios filósofos não têm nada mais a dizer-nos, é desculpável que nos voltemos para a chilreada fortuita dos pássaros ou para o longínquo contrapeso dos astros ou para o sorriso das vacas."
Marguerite Yourcenar, Memórias de Adriano (revista e acrescentada por Carlos C., segundo Aníbal C. S.)

quarta-feira, 5 de junho de 2024

Marta Argerich de parabéns

Tão novinha que era...


Marta Argerich é a aniversariante de hoje: 83 anos.


Ser capa de jornal

Diário de Notícias, 5/6/2024

France Télévisions, 4/6/2024

Cientistas e mulheres portuguesas substituíram os políticos, os socialites (ou pindéricos pretendentes a...), gente "famosa" por ser "famosa" e/ou os futebolistas Ronaldos (ou emergentes) em destaque na comunicação social (aqui ou nas Franças...).
Deve estar algum burro para morrer... 


terça-feira, 4 de junho de 2024

Provas sem aferição e sem futuro

«As provas de aferição são um instrumento de avaliação externa aplicado no Ensino Básico em Portugal que consomem inutilmente recursos humanos, tempo lectivo e tempo de aprendizagem. Não tenho memória de alguma vez, de forma demonstrada, terem contribuído para a melhoria do ensino não só de quem aprende mas também de quem ensina. O objectivo principal de aferir o nível de aprendizagem dos alunos em áreas consideradas estratégicas para o seu desenvolvimento e fornecer informações para o acompanhamento do seu progresso escolar devia ser sempre uma prerrogativa exclusiva do professor. E sempre foi até ao dia em que inventámos estas inúteis provas.»

Artigo de opinião de Carlos Ceia,  Público, 4 de Junho de 2024



Que continue a haver estrada para andar...

Vídeo realizado pelos 50 anos de carreira de Jorge Palma.

Jorge Palma completa hoje 74 anos.


Tiananmen - 35 anos

Segurança reforçada no 35º aniversário da repressão aos protestos pró-democracia.


É sempre bom ir lembrando estas coisas!...


Glory Days

De Born in the USA, editado há 40 anos.


domingo, 2 de junho de 2024

Pink Floyd - Obscured by clouds

Em 2 de junho de 1972, os Pink Floyd lançaram o seu sétimo álbum de estúdio: Obscured by Clouds.

A obra é a banda sonora do filme La Vallée, de Barbet Schroeder


Carcavelos e o cabo submarino que ligou Portugal a Inglaterra

2 de junho de 1870, a partir de 3 barcos fundeados em frente a Carcavelos, foi lançado o cabo submarino que ligou Portugal a Inglaterra.



Depois do estabelecimento da ligação Gibraltar-Carcavelos, o novo cabo, de 1 526 km de extensão, iria chegar a Porthcurno, no Sul de Inglaterra, e posteriormente a Londres (8 de Junho). 

Nesse dia, no Palácio da Ajuda, o rei D. Luís recebeu um telegrama de felicitações da Rainha Vitória. 

A exploração dos dois cabos (Gibraltar-Carcavelos e Carcavelos- Porthcurno) foi aberta ao público em 12 de Junho, permitindo desde então ligações telegráficas não só com Inglaterra e Gibraltar, mas também com Malta, Índia, China e todos os outros países ligados à rede mundial de cabos submarinos.

Porthcurno - Museum of Global Communications 

A companhia inglesa responsável pela instalação da linha telegráfica submarina adquiriu a Quinta Nova de Santo António, fronteira à praia de Carcavelos. Aí adaptou o palacete para servir como a sua sede local. A colónia de ingleses da empresa acabou por dar origem ao cognome pelo qual a quinta é conhecida ainda hoje - Quinta dos Ingleses -, dada a importância que esta comunidade teve na região naquela época.

A quinta é, actualmente, objecto de polémica em torno do projecto de urbanização que irá substituir a mata existente.

Voltando a 1870, o Diário de Notícias de 4 de Junho maravilhava-se, logo na primeira página, com o progresso que significava a instalação do cabo submarino:

«Admirável invenção é a da Telegrafia eléctrica, singular aperfeiçoamento o do cabo submarino! A imensa distância de 2.000 léguas, que separam Portugal da Índia, vai ser vencida no curto espaço de duas horas! Quantos benefícios vão produzir esta maravilha ao comércio, à indústria, aos povos, ao progresso!»


sábado, 1 de junho de 2024

Dia do Sobreiro e da Cortiça

O sobreiro é considerado a Árvore Nacional de Portugal desde 2011.

Sobreira Grande - Vale do Pereiro (Arraiolos)
Árvore do Ano em 2022

Alguns estudiosos defendem  que a existência dos sobreiros remonta há mais de 60 milhões de anos. Está cientificamente provado que os sobreiros resistiram ao período glaciar na bacia do Mediterrâneo, há mais de 25 milhões de anos. Em Portugal, onde existe a maior área de montado do mundo, foi descoberto um fragmento fóssil com mais de dez milhões de anos, o que demonstra a antiquíssima presença desta árvore no país.

Vista aérea de um montado


sexta-feira, 31 de maio de 2024

Celebro-me e canto-me

Celebro-me e canto-me,
E aquilo que assumo tu deves assumir,
Pois cada átomo que a mim pertence a ti pertence também.

Vagueio e convido a minha alma,
À vontade vagueio e inclino-me a observar a erva do Verão.
A minha língua, cada átomo do meu sangue, composto deste solo, deste ar,
Aqui nascido de pais aqui nascidos de outros pais aqui nascidos, e dos seus pais também,
Eu, aos trinta e sete anos, de perfeita saúde começo.
Esperando que só a morte me faça parar.

Suspendo os credos e as escolas,
Retiro-me por certo tempo, deles saturado mas não esquecido,
Sou o porto do bem e do mal, e seja como for falo,
Natureza sem obstáculos com a sua energia original.

Walt Whitman, Canto de mim mesmo 

Walt Whitman nasceu a 31 de Maio de 1819, em West Hills (Long Island).





Vamo-nos atolando na guerra


As armas/munições usadas pela Ucrânia, a partir de agora, vão passar a ter uma etiqueta: Usar só em solo ucraniano / Pode ser usada em solo russo.

Mais devagarinho, menos devagarinho, vamos deslizando para a guerra. Os políticos que nos desgovernam vão-nos empurrando para um envolvimento cada vez maior no conflito.

Por mim, o Paulo Rangel pode ir andando para a frente de batalha!

P.S. - Quanto à possibilidade de utilização das armas em solo russo há um "consenso muito generalizado" - Portugal está "confortável" quanto a essa posição (Paulo Rangel dixit).
Quanto ao reconhecimento do Estado da Palestina... Marcelo considera que "este não é o momento adequado" e Paulo Rangel considera que tal só deve acontecer quando houver uma decisão articulada dentro da União Europeia (também já afirmou que o reconhecimento deve ocorrer depois de um acordo bilateral [com Israel]). Na UE já não chegam os dedos das mãos para contar os países que já reconheceram o Estado independente da Palestina.
«(...) sinceramente, até nem tenho falado porque a posição portuguesa é tão clara, tão clara, nunca houve nenhum Governo que fizesse tanto pelo reconhecimento da situação* em que está a Palestina como este.» (Paulo Rangel)

*Que reconhecimento de que situação?

P.S. 2 - O Partido Socialista, quando Governo com maioria absoluta, também se cortou ao reconhecimento: «(...) o reconhecimento isolado por parte de Portugal do Estado da Palestina "seria inconsequente", sublinhando que vários países europeus "estão a trabalhar num roteiro para o reconhecimento conjunto"» (Dezembro de 2023)


quinta-feira, 30 de maio de 2024

Santana Castilho (1944-2024)

«Ano após ano, ministro após ministro, os problemas de fundo continuam intocáveis, sujeitos ao atavismo dos "pedabobos" que influenciam a 5 de Outubro. Falando um erudito "eduquês", essa corte tem imposto estereótipos pedagógicos ineficazes e eternizado tabus que vão conduzindo o país à desgraça, pela mão da permissividade e do facilitismo, únicos universos em que são competentes.»

Santana Castilho


Donald Duck



Entrei no Café...

Entrei no Café com um rio na algibeira

e pu-lo no chão,

a vê-lo correr

da imaginação


A seguir, tirei do bolso do colete

nuvens e estrelas

e estendi um tapete

de flores

- a concebê-las


Depois, encostado à mesa,

tirei da boca um pássaro a cantar

e enfeitei com ele a Natureza

das árvores em torno 

a cheirarem ao luar

que eu imagino.


E agora aqui estou a ouvir

a melodia sem contorno

deste acaso de existir

- onde só procuro a Beleza

para me iludir

dum destino. 

José Gomes Ferreira, Poesia III 



Penguin Cafe Orchestra



quarta-feira, 29 de maio de 2024

terça-feira, 28 de maio de 2024

O 28 de Maio de 1926, o General Gomes da Costa e a geringonça


Manuel de Oliveira Gomes da Costa, o general que aceitou arrancar com o movimento militar que eclodiu em Braga, em 28 de Maio de 1926, e que pôs fim à 1.ª República. 

O movimento militar não tinha um projecto político definido, constituindo "uma amálgama heterogénea de interesses e doutrinas contraditórios" que tornou instável a Ditadura Militar que se instalou em Portugal.

Gomes da Costa viria a assumir a chefia do Governo a 17 de Junho de 1926. "(...) demasiadamente impulsivo para seguir qualquer linha de coerência programática" (Adelino Maltez), foi vítima do golpe dos generais Carmona e Sinel de Cordes, tendo ficado preso no Palácio de Belém (8 de Julho). Foi transferido para Caxias e Cascais e, no dia 11, foi desterrado para Angra do Heroísmo, deixando de ter qualquer protagonismo militar e político.
Dele dizia Raúl Brandão que "tem cabeça de galinha e é sempre da opinião da última pessoa com quem fala". 

José Rodrigues Miguéis, no romance O Milagre segundo Salomé, retrata bem o ambiente que se vivia no período de crise da 1.ª República e de transição para o regime ditatorial - "Trata-se da figuração simbólica de uma época, ambiente e estado de espírito colectivo, sob a forma de romance convencional" -, desenhando em vários capítulos um retrato de Gomes da Costa - o "General ABC": 
«A Nação, inerte ou entregue a si mesma, quer sonhar perfeito o Herói para o venerar melhor na paz da inconsciência. Ele fará tudo por nós, durmamos pois! Esperamos sempre que um ente superior, sobrenatural, eterno Desejado, faça por nós aquilo que somos incapazes de, ou não estamos dispostos a fazer. (...) Nos momentos de crise (e quais o não são!) fala-se dele como do Homem-capaz-de-meter-isto-nos-eixos. Os partidos disputam-no, fazem-lhe namoro, mas ele, oh!, é apenas (textual) "um soldado que cem vezes arriscou a vida pela Pátria", e com franqueza a Pátria começa a estar enjoada de politicagem.»

É neste romance, "terminado provisoriamente" nos anos de 1950, mas só publicado em 1975, que é utilizada, a propósito do contexto político, não sei se pela primeira vez, a expressão "geringonça".
«Eu não perdi a fé na República como ideia-força, mas se ela se não salva por si, alguém terá de a vir salvar. Quanto a mim, o problema é essencialmente económico, mas tudo depende da fórmula política. Se não for dentro da geringonça parlamentar, há que ir buscá-la fora dela.»

Nem Paulo Portas, nem Vasco Pulido Valente - José Rodrigues Miguéis!


segunda-feira, 27 de maio de 2024

Tragédia é este tipo ser chefe de governo!

Continuem a tolerá-lo!


A Madeira é um jardim!

«Num território fechado, como por natureza é uma ilha, onde quem detém o poder tem a capacidade de controlar muitos dos cargos e dos empregos de uma omnipresente administração pública, e de influenciar o poder económico e dos media, uma mudança após 48 anos continua a parecer bem distante.»

Público

P.S. : E o poder económico tem a capacidade de influenciar o poder político
48 anos durou a ditadura... 

E isto num território com a maior taxa de pobreza em Portugal - quase 10 pontos percentuais acima da média nacional!


terça-feira, 14 de maio de 2024

Para mim bastava o amor somente


"Que para mim bastava o amor somente"


Montra da Livraria Galileu (Cascais, Abril 2024) 


Ironia socrática


«O Governo fez em 30 dias o que o anterior governo não foi capaz de fazer em oito anos - regressar às decisões do Governo Sócrates. A todas elas: ao aeroporto em Alcochete, à nova travessia do Tejo e ao TGV Lisboa-Madrid. (...)

O que antes eram obras faraónicas e desperdício de recursos públicos passaram agora a constituir infraestruturas absolutamente prioritárias para o desenvolvimento. Bravo. Dezasseis anos depois!»

José Sócrates


segunda-feira, 13 de maio de 2024

O melhor da Europa!...


Tem o meu voto!


Princípios

Podíamos saber um pouco mais
da morte. Mas não seria isso que nos faria
ter vontade de morrer mais
depressa.

Podíamos saber um pouco mais
da vida. Talvez não precisássemos de viver
tanto, quando só o que é preciso é saber
que temos de viver.

Podíamos saber um pouco mais
do amor. Mas não seria isso que nos faria deixar
de amar ao saber exactamente o que é o amor, ou
amar mais ainda ao descobrir que, mesmo assim, nada
sabemos do amor.

Nuno Júdice


ELP, From the beginning


Aparição...


... de um arco-íris sobre o forte de S. Julião.


Falta de fé?

Assim, o chefe da claque não se safa! 


quinta-feira, 9 de maio de 2024

Dia da Europa

Que Europa?
Ao menos que fosse a linda princesa fenícia...



Dia da Espiga

 


À falta de um ramo verdadeiro, ofereceram-me um virtual
(com uma inovação na composição do ramo...)

António Borges Coelho - a homenagem da sua terra

O I Festival Literário Internacional de Murça - Porca-Lápis - homenageou o historiador António Borges Coelho, natural do concelho e contando já 95 primaveras (o que não lhe terá permitido estar presente no evento). 

Uma justa homenagem, no ano em que se comemoram os 50 anos do 25 de Abril e depois do Forte de Peniche, onde Borges Coelho passou vários anos preso, ter sido formalizado como Museu Nacional Resistência e Liberdade. 






domingo, 28 de abril de 2024

A ousadia necessária


"Nós escolhemos ganhar, porque a Europa ganha connosco" (SB)
 
Porque dos feitos grandes, da ousadia 
Forte e famosa, o mundo está guardando 
O prémio lá no fim, bem merecido, 
Com fama grande e nome alto e subido. 
Camões, Os Lusíadas

O prémio, como já devem ter entendido, são mais uns fundos europeus e a possibilidade de continuarmos no papel de beneficiários líquidos.



Mike Pinder (The Moody Blues)

The Moody Blues perdem mais um elemento - o teclista Mike Pinder, cujo mellotron ajudava a construir o som da "mais pequena orquestra sinfónica do mundo" (expressão que definia o som do grupo). 


The Moody Blues, Melancholy man

quinta-feira, 25 de abril de 2024

25 de Abril

Foram dias foram anos
a esperar por um só dia.
Alegrias. Desenganos.
Foi o tempo que doía
com seus riscos e seus danos.
Foi a noite e foi o dia
na esperança de um só dia.

Manuel Alegre


quarta-feira, 24 de abril de 2024

Mais rápido do que a própria sombra!


Marcelo Rebelo de Sousa, num jantar com jornalistas estrangeiros, referiu-se a António Costa e a Luís Montenegro classificando-os de lentos.
Mas lentos diferentes!

António Costa é lento "por ser oriental".
Montenegro "não é oriental mas é lento (...) - tem o tempo do país rural, embora urbanizado." 

Marcelo afirma que Montenegro considera que "é um erro falar, prefere o silêncio" e que, por isso, "vai virar um político do silêncio".
Não sabemos (nem iremos saber, porque Montenegro, até por uma questão de bom senso, preferirá o seu silêncio) o que Luís Montenegro pensa de Marcelo. 

Entre a lentidão dos chefes de Governo e a rapidez do Presidente da República, fica a admiração do que pode ser dito pelo mais alto representante da Nação: em vez de um político lento ou do silêncio, um político desbocado em alta rotação ou com graves sinais de senilização.


Espólio de Otelo doado ao Ephemera



O trocadilho óbvio




Livramo-nos de um Bugalho cheio de si, que deixará de ser comentador.


domingo, 21 de abril de 2024

Os portugueses gostam de líderes fortes

Gente fraquinha admira líderes fortes. 
E creio terem um fraquinho por fardas...
É uma questão cultural.


Expliquem-me como se eu fosse muito burro!...

A democracia é preferível.
O governo de um tecnocrata - que só pode ser um líder forte - é mais do que preferível.

É isto?

António Oliveira Salazar seria, hoje, considerado um tecnocrata, certo?


Notas: 
Em 2021, um estudo semelhante revelava que 63% dos portugueses aceitariam um "líder forte".
Em 1999, metade dos inquiridos considerava mau ou muito mau ser governado por um líder autoritário que não responda perante o Parlamento ou o voto popular. 

Vamos em plano inclinado!
Esperando por um D. Sebastião...

Sérgio Godinho, Que bom que é


Um substituto à altura


O que vale é há um Cardeal na candidatura de Pinto da Costa - perdoa todos os pecados!


sexta-feira, 19 de abril de 2024

Sonho meu, sonho meu...

 
e um dissolvente!

«Marcelo tem agora o seu governo, pode muito bem erguer a mão e sobre ele estender o seu compadrio ou a sua fábula política.» (João de Melo)




quinta-feira, 18 de abril de 2024

Helena Almeida

Autora de uma obra muito pessoal e coerente, em que a presença da sua própria imagem surge como um veículo de ficção - sujeito criativo e modelo fundem-se, explorando a fotografia e a pintura.


Helena Almeida faria 90 anos.


A inventabilidade presidencial


Tudo se fará de acordo com a sua espirituosa imaginação: os socialistas até vencerão as eleições europeias!

Um pano encharcado... para o dissolver!


Quando (a memória e) as opiniões incomodam

Patrícia Cerdeira, ex-jornalista da RTP, é a nova baixa do Governo de Luís Montenegro: como assessora da ministra da Justiça terá estado menos de oito horas no cargo até se demitir por publicações que fez nas redes sociais... há alguns meses (quando Marcelo Rebelo de Sousa dissolveu o Parlamento).

Nessas publicações criticava o Ministério Público e a PJ e apoiava António Costa, ex-primeiro-ministro.

Quando se volta a falar sobre o processo da Operação Influencer, alguém se recordou das publicações que, pelos vistos, ainda incomodam tanto alguns(mas) que os/as levam a correr com quem manifestou livremente as suas opiniões.


domingo, 14 de abril de 2024

Eriksson homenageado pelo Benfica na Luz

No intervalo do jogo com o Marselha, uma homenagem mais do que merecida.


O crescimento económico traz o aumento de salários



A grande teoria da direita é que os salários só devem aumentar com o crescimento da economia.

A EDP é um exemplo da aplicação dessa teoria: os lucros cresceram, os accionistas vão ser remunerados, a administração aumentou-se em 15% e os trabalhadores... ficam na m...!


Sovietização do ensino - um processo de chalupice

“As famílias precisam de ser ajudadas na educação dos filhos, mas dificilmente o conseguiremos com uma espécie de sovietização do ensino com uma determinada perspectiva, que não é a [da] maioria da sociedade e muito menos das famílias”

Pedro Passos Coelho (8 de Abril de 1924 2024)

Há chalupas para tudo! É evidente que negarão o facto de serem chalupas. 

E quanto mais chalupas mais recusarão admitir que o são. Até ao apogeu da chalupice!...

PPC parece-me estar num desses processos.


quarta-feira, 10 de abril de 2024

Sebastião da Gama - centenário ignorado

Foi pelo seu Diário que entrei quando comecei a dar aulas, por acaso (ou não), em Setúbal. E durante a semana atravessava a Arrábida - a Serra-Mãe - para lá e para cá.

«"O que eu quero principalmente é que vivam felizes."

Não lhes disse talvez estas palavras, mas foi isto o que eu quis dizer. No sumário, pus assim: "Conversa amena com os rapazes." E pedi, mais que tudo, uma coisa que eu costumo pedir aos meus alunos: lealdade. Lealdade para comigo e lealdade de cada um para cada outro. Lealdade que não se limita a não enganar o professor ou o companheiro: lealdade activa, que nos leva, por exemplo, a contar abertamente os nossos pontos fracos ou a rir só quando temos vontade (e então rir mesmo, porque não é lealdade deixar então de rir) ou a não ajudar falsamente o companheiro.

"Não sou, junto de vós, mais do que um camarada um bocadinho mais velho. Sei coisas que vocês não sabem, do mesmo modo que vocês sabem coisas que eu não sei ou já me esqueci. Estou aqui para ensinar umas e aprender outras. Ensinar não: falar delas. Aqui e no pátio e na rua e no vapor e no comboio e no jardim e onde quer que nos encontremos."

Não acabei sem lhes fazer notar que "a aula é nossa". Que a todos cabe o direito de falar, desde que fale um de cada vez e não corte a palavra ao que está com ela.»

Diário

Esta passagem do início do Diário serviu-me para o início das aulas e da relação com algumas das minhas primeiras turmas - como o 1.º 20 (agora chamaríamos 5.º 20), na Escola Paulo da Gama. 

E assim foi com eles...

Os meus alunos do 1.º 20 (de 1987-88), com algumas faltas, já mais crescidinhos (1990)


segunda-feira, 8 de abril de 2024

Passos Coelho lançou a sua candidatura à presidência

 

As 22 personagens são da Opus Dei ou seus apaniguados. 

O que ouvi de citações do livro é assustadoramente reaccionário, a começar pelas do boçal César das Neves. 

Passos Coelho prestou-se a fazer a apresentação do livro, à qual esteve presente o quartel-general do Chega, com Ventura a congratular PPC. Do Governo, esteve presente Nuno Melo - natural. Faltou o Gonçalo da Câmara Pereira!


Manifestação pela Quinta dos Ingleses





sexta-feira, 5 de abril de 2024

Acordo Ortográfico 1990 - aconselha-se revisão

Como já várias pessoas se lembraram, a propósito de reposições, o Governo devia rever o Acordo Ortográfico de 1990. Isso era uma boa ideia!