Mano Anton = António Luís Henriques
"Quando todos os cálculos complicados se revelam falsos, quando os próprios filósofos não têm nada mais a dizer-nos, é desculpável que nos voltemos para a chilreada fortuita dos pássaros ou para o longínquo contrapeso dos astros ou para o sorriso das vacas."
Marguerite Yourcenar, Memórias de Adriano (revista e acrescentada por Carlos C., segundo Aníbal C. S.)
Marguerite Yourcenar, Memórias de Adriano (revista e acrescentada por Carlos C., segundo Aníbal C. S.)
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Empurrar os problemas com a barriga e proteger os barrigudos
| Correio da Manhã, 7 de Agosto de 2013 |
A festa continua.
Em 2012 tinha sido notícia que o Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS) perdera mais de 1,5 mil milhões de euros num ano. A razão foi um investimento de alto risco feito na bolsa.
O FEFSS corresponde a uma parte do salário dos trabalhadores - uma pequena % da sua contribuição para a Segurança Social - que deve garantir, em caso de falha de pagamento das pensões através das contribuições "normais", os direitos dos reformados, pensionistas e desempregados durante 2 anos.
Os últimos governos terão desviado verbas da Segurança Social para pagamento de despesas correntes.
Em 2011, quando da campanha eleitoral, Passos Coelho indignava-se com o Governo de Sócrates porque este teria sugerido a hipótese de usar verbas da Segurança Social para comprar dívida pública nos leilões das novas emissões.
No último dia como ministro das Finanças, Vítor Gaspar, através de um despacho feito quase às escondidas - mas obrigatoriamente com a concordância de Passos Coelho - decidiu que a Segurança Social, o tal FEFSS, terá de adquirir 4,5 mil milhões de euros de dívida soberana. Aquilo que antes era um sacrilégio.
O objectivo será reduzir as necessidades de financiamento em 2014 e procurar melhorar as condições de acesso ao programa de compra de obrigações do BCE.
Como é costume em Portugal, resolve-se um problema a curto prazo, arranjam-se problemas a médio e longo prazo.
Por políticas tortas, o dinheiro da Segurança Social é gasto, depois afirma-se que a Segurança Social é insustentável. O médico do Raul Solnado mandava-o tossir para depois lhe dizer que o seu mal era a tosse.
Cortam-se as pensões dos funcionários públicos, que são os culpados de tudo, mas... vão-se arranjando excepções (para aqueles que mais podem!).
| TVI 24, 7 de Agosto de 2013 |
P.S. (já de 8 de Agosto):
| i |
| Jornal de Negócios |
Verão actualizado
É Verão aqui em casa
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Sob o Signo de Amadeo. Um Século de Arte
Na passagem dos 30 anos do Centro de Arte Moderna, da Fundação Calouste Gulbenkian, quase todas as obras de Amadeo Souza-Cardoso presentes na colecção são mostradas na exposição Sob o Signo de Amadeo. Um século de Arte.
Uma excelente oportunidade para ver ao vivo cerca de 170 obras de uma das maiores figuras da arte contemporânea.
Uma exposição que ilustra o percurso artístico de Amadeo, prematuramente interrompido aos 30 anos.
Uma excelente oportunidade para ver ao vivo cerca de 170 obras de uma das maiores figuras da arte contemporânea.
Uma exposição que ilustra o percurso artístico de Amadeo, prematuramente interrompido aos 30 anos.
| A Cozinha de Manhufe |
| Desenho n.º 10 (série XX desenhos) |
| Sem título |
| Sem título |
| Sem título (Montanhas) |
| Sem título |
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Que amor não me engana
Lindíssima canção de José Afonso.
Gravada em Paris, Outubro de 1973.
Arranjos e direcção musical de José Mário Branco
José Mário Branco, nos arranjos e direcção musical, está associado aos discos maiores de José Afonso, como este, os dois últimos de José Afonso - Como se fora seu filho e Galinhas do Mato - e o primacial Cantigas do Maio.
Ao que contam, JMB punha alguma ordem na anarquia criativa de JA. Junte-se a sua apurada sensibilidade musical - um amor que não engana - e temos obra.
Mulheres!
Ontem, no comboio, depois de receber uma mensagem pelo telemóvel, uma mulher desabafou:
«Ah, o caraças!
Os homens são demais!
Se não existissem, o que seria de nós?»
«Ah, o caraças!
Os homens são demais!
Se não existissem, o que seria de nós?»
BPN - "Anatomia de um golpe" (de Nicolau Santos)
«Revejo o excelente documentário que Pedro Coelho realizou para a SIC sobre o BPN, com o título "Anatomia de um golpe".
No final de um dos episódios, depois de ouvidos três especialistas em off-shores, que garantem que mesmo quando o dinheiro se escapa por estes paraísos financeiros fica sempre um rasto, é colocada a pergunta decisiva: qual a razão misteriosa pela qual as autoridades não vão atrás deste dinheiro, preferindo antes esperar pelo final de um morosíssimo processo judicial aparentemente infindável?
Mais uma vez se constata que Oliveira e Costa convidava amigos a quem vendia acções a um preço X e se comprometia a recomprá-las passado dois ou três anos pelo dobro ou pelo triplo do valor. E mais uma vez se constata que de políticos a empresários, a esmagadora maioria dos convidados para a festa era tudo gente ligada ao PSD. Dias Loureiro, Joaquim Coimbra, Alberto figueiredo, Francisco Sanches estiveram mesmo ligados à administração. Cavaco Silva e Rui Machete foram duas personalidades que tiveram lucros significativos com o investimento que foram convidados a fazer.
Sabe-se já que houve muita gente que recebeu financiamentos que nunca pagou e quem tenha feito excelentes mais-valias com a compra e venda de acções: 150% ou mais do que tinha investido. É bom que essas pessoas percebam que os financiamentos que não liquidaram e as mais-valias que embolsaram estão agora a ser pagas pelos contribuintes. Mais de quatro mil milhões de euros. Um escândalo sem precedentes. Como lembrava recentemente Silva Lopes, o BPN está a custar muito mais ao país que Alves dos reis e Jorge de Brito juntos.
É por isso inadmissível este laissez faire por parte das autoridades judiciais, que cinco anos depois de iniciado o processo, mantém apenas Oliveira e Costa em prisão domiciliária e não conseguem identificar os que beneficiaram de empréstimos fraudulentos e conduziram à implosão do banco.
Um banco que tinha na administração uma pessoa com o apelido de Fantasia e outra com o apelido de Caprichoso só podia acabar mal. É lamentável que o Banco de Portugal não tenha conseguido evitar a falcatrua. Mas é inadmissível que as autoridades judiciais não tenham conseguido até agora meter mais uns quantos senhores na prisão e recuperar grande parte dos 4000 milhões que os contribuintes estão a pagar para evitar a falência de um banco que não tinha qualquer salvação e que é sobretudo um caso de polícia.»
Nicolau Santos
5 de Agosto de 2013
domingo, 4 de agosto de 2013
Dias cinzentos
«De repente, senti a cinza parda desta vida monótona, sem fantasia...
Ah! se me caíssem ao menos flores dos olhos!»
Ah! se me caíssem ao menos flores dos olhos!»
José Gomes Ferreira, Dias comuns - VI
sábado, 3 de agosto de 2013
Por S. Vicente
| Igreja de S. Vicente de Fora |
S. Vicente de Fora põe-me sempre de bem com Lisboa e de melhor com a vida.
Desta vez nem andei pelo mosteiro.Que ideia a de fecharem a cafetaria? Tive de procurar outro "poiso".
| Entrada no antigo mercado de Santa Clara (à Feira da Ladra) |
Não foi um piquenique à alentejana...
... mas foi uma sopa de beterraba e sumo de melancia. Dos almoços mais estranhos...
Desconhecia que S. Vicente era patrono dos vinhateiros.
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Sviatoslav Richter
No primeiro dia de Agosto de 1997, morria, em Moscovo, com 82 anos, o extraordinário pianista russo Sviatoslav Richter.
Para mim, há duas obras a que Richter está indissociavelmente ligado: o Cravo bem temperado, de J. S. Bach, e o Concerto n.º 2 para piano, de Rachmaninov.
É um excerto deste último concerto que repesquei para aqui. Gravado em 1959, quando eu ainda nem devia gatinhar.
Ministério da Educação abaixo de zero
Nas escolas, o nosso dia a dia é isto:
O que hoje é verdade, amanhã já não é.
As leis e as regras alteram-se por conveniências momentâneas, gestão de trocos que hipoteca milhares de futuros, sem qualquer respeito pelas pessoas - alunos, pais, professores, cidadãos.
É isto que é vergonhoso, nojento. E ministro que sustenta esta forma de governar não merece crédito nem respeito.
O Governo manifestava a sua vontade em defender o ensino profissional, o ministro garantia que se estava a fazer tudo para impedir (ou, pelo menos, reduzir) os horários zero...
Nas escolas, as direcções (nomeadamente através dos directores de turma) perderam tempo a tentar convencer os pais de muitos alunos das vantagens da sua opção por Cursos de Educação e Formação...
No fim, o Governo faz o contrário do que disse, os professores passam por aldrabões junto dos pais, os alunos ficam sem saber o que vão fazer e mais umas centenas de professores entram na lista dos que não têm serviço lectivo.
Nível de confiança num (des)Governo destes: abaixo de zero!
Palavras para quê? É um artista português
Na revista Visão (há segundos atrás):
Ler mais: http://visao.sapo.pt/o-governante-que-quis-vender-swaps-toxicos-ao-estado=f743725#ixzz2ajPlzTFf
O governante que quis vender 'swaps' tóxicos ao Estado
Joaquim Pais Jorge, atual secretário de Estado do Tesouro, tentou vender ao Executivo de José Sócrates, em nome do Citigroup, três contratos de 'swap' para "melhorar" o aspeto das contas públicas
Paulo Pena
20:30 Quarta feira, 31 de Julho de 2013 |
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José Caria
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Portugal não é a Grécia. Esta frase foi repetida, vezes sem conta, desde que rebentou a crise do euro. A prova desta afirmação vem, geralmente, de seguida: Portugal não "maquilhou" as suas contas públicas para escapar ao radar da União Europeia.
O que não se sabia, até agora, é que houve tentativas de o fazer.
Logo em 2005, quando o primeiro Governo de José Sócrates tomou posse, uma das maiores instituições financeiras mundiais, o Citigroup, tentou oferecer uma "solução para melhorar o ratio dívida/PIB em cerca de 370 Milhões de euros em 2005 e 450 M de euros em 2006". Essa solução passaria pela aquisição, pelo Estado português, de três contratos de swap fornecidos pelo Citigroup, baseados em produtos "derivados". O documento, entregue pelo banco ao IGCP, ao ministério das Finanças, e ao gabinete do primeiro-ministro, explicava, no final, as vantagens: "Os Estados geralmente não providenciam [ao Eurostat] informação sobre o uso de derivados. (...) Os swap serão, efetivamente, mantidos fora do balanço".
Ao gabinete de José Sócrates, a proposta foi entregue por Paulo Gray, diretor-executivo para Portugal do Citi, e atual responsável pela consultora Stormharbour (contratada por Maria Luís Albuquerque para analisar os swaps das empresas públicas) e pelo diretor do Citibank Coverage Portugal, Joaquim Pais Jorge, o homem que assumiu, no dia 2 de julho, o cargo de secretário de Estado do Tesouro, na atual equipa do ministério das Finanças.
Ler mais: http://visao.sapo.pt/o-governante-que-quis-vender-swaps-toxicos-ao-estado=f743725#ixzz2ajPlzTFf
quarta-feira, 31 de julho de 2013
A Casa da Cerca, de S. Pedro do Estoril
Conhecia a referência à "Casa da Cerca", em S. Pedro do Estoril, como o local em que se reuniram, no dia 24 de Novembro de 1973, os elementos das comissões Coordenadora e Consultiva do Movimento das Forças Armadas, e onde se contava, pela primeira vez, com a presença de patentes mais elevadas, como os tenentes-coronéis.
E, a crer nos relatos, foi de um tenente-coronel, Luís Ataíde Banazol, que se ouviram as palavras mais entusiastas em relação ao Movimento e o apontar do caminho possível para a reconquista do prestígio perdido pelas Forças Armadas: o derrube pela força do Governo de Marcelo Caetano, através de um golpe militar - a revolução e o fim da guerra colonial.
Mas, agora, eu só queria chegar à casa, porque, morando perto, não sabia onde ficava e, depois de saber, não conhecia a sua história.
Pensava que o "casarão" de que falava Otelo Saraiva de Carvalho pertencia à Colónia Balnear Infantil de O Século (e muita gente pensa isso).
Mas a propriedade era privada, pertencendo a uma família de origem "conservadora, de antecedentes monárquicos e profundas convicções católicas, com ligações de amizade pessoal a numerosas figuras proeminentes do regime salazarista."
Antiga fábrica de conservas de sardinha, tinha sido comprada por essa família, em 1943, para no terreno construir uma nova casa, com vista para o mar. Mas a construção não estava autorizada e o edifício só foi recuperado.
Foi um neto do comprador da casa que a cedeu para a reunião, mais por amizade "militar" com organizadores da reunião do que por motivações políticas.
Motivações políticas tinha a sua irmã, Maria da Fonseca Ribeiro, que já utilizara a casa para esconder propaganda, sem o irmão saber.
E o irmão, tal como os organizadores da reunião, também não sabiam que ela fora presa pela PIDE na véspera da reunião. Levada para Caxias, foi interrogada durante 8 dias. À hora a que a reunião decorreu M.ª da Fonseca Ribeiro estava a ser interrogada. E da casa de S. Pedro não falou.
A casa foi adquirida, em 1988, por um construtor. Parece que terá passado para a posse da Câmara de Cascais. O estado em que se encontra é o que se vê: tristemente em ruína.
E, a crer nos relatos, foi de um tenente-coronel, Luís Ataíde Banazol, que se ouviram as palavras mais entusiastas em relação ao Movimento e o apontar do caminho possível para a reconquista do prestígio perdido pelas Forças Armadas: o derrube pela força do Governo de Marcelo Caetano, através de um golpe militar - a revolução e o fim da guerra colonial.
Mas, agora, eu só queria chegar à casa, porque, morando perto, não sabia onde ficava e, depois de saber, não conhecia a sua história.
Pensava que o "casarão" de que falava Otelo Saraiva de Carvalho pertencia à Colónia Balnear Infantil de O Século (e muita gente pensa isso).
Mas a propriedade era privada, pertencendo a uma família de origem "conservadora, de antecedentes monárquicos e profundas convicções católicas, com ligações de amizade pessoal a numerosas figuras proeminentes do regime salazarista."
Antiga fábrica de conservas de sardinha, tinha sido comprada por essa família, em 1943, para no terreno construir uma nova casa, com vista para o mar. Mas a construção não estava autorizada e o edifício só foi recuperado.
Foi um neto do comprador da casa que a cedeu para a reunião, mais por amizade "militar" com organizadores da reunião do que por motivações políticas.
Motivações políticas tinha a sua irmã, Maria da Fonseca Ribeiro, que já utilizara a casa para esconder propaganda, sem o irmão saber.
E o irmão, tal como os organizadores da reunião, também não sabiam que ela fora presa pela PIDE na véspera da reunião. Levada para Caxias, foi interrogada durante 8 dias. À hora a que a reunião decorreu M.ª da Fonseca Ribeiro estava a ser interrogada. E da casa de S. Pedro não falou.
A casa foi adquirida, em 1988, por um construtor. Parece que terá passado para a posse da Câmara de Cascais. O estado em que se encontra é o que se vê: tristemente em ruína.
| Casa da Cerca, S. Pedro do Estoril (foto tirada do comboio) |
segunda-feira, 29 de julho de 2013
Cá vamos cantando e rindo
Quando perceberem o que estão a fazer às escolas - e, por inerência, à educação - será demasiado tarde.
Também é legítimo pensar que o estão a fazer de propósito.
Sem a designação de Professores Titulares - tão cara à ministra Maria de Lurdes Rodrigues - são os que restam dos mais antigos (os que têm horas do Art.º 79), os mais "gastos" e mais fartos, os que menos perspectivas positivas têm do futuro - porque o seu futuro, em termos laborais, acaba já ali à frente, sem o brilho da esperança - são esses, repito, os professores que têm de levar as escolas às costas.
Os novos não entram ou não têm horas de redução para o exercício de cargos e para o desenvolvimento de projectos.
Não é injectado sangue novo no sistema.
Se as reduções da componente lectiva eram excessivas, passou-se ao outro extremo.
Ter horas de redução significa (antigu)idade, experiência, mas não garante, automaticamente, competências de coordenação/gestão/liderança. Antiguidade, hoje, está longe de significar dinamismo, porque a desilusão é grande.
A carolice que fazia mexer muitas escolas cedeu lugar aos novos modelos de gestão, que não acrescentam valor.
As escolas deviam funcionar na mistura de experiência, competência, vontade e dinamismo.
Essa mistura não existe.
Quando houver ruptura geracional no sistema, satisfaçam-se com os que tiverem nota mínima de 14 no exame de acesso à carreira.
Essa nota não garantirá praticamente nada nas competências didácticas, apenas na teoria.
A prova serve para questionar a própria formação inicial que é dada por instituições controladas pelo Ministério (o Estado nem em si próprio confia!).
E serve para reduzir o número de candidatos às vagas que possam surgir, tornando menos chocantes os números que anualmente são divulgados de candidatos sem lugar.
É um pouco como varrer o lixo para debaixo do tapete.
Joana Vasconcelos no Palácio da Ajuda
![]() |
| Marilyn (uma maravilha de sapatos!) |
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| Tropicália |
Joana Vasconcelos pensa e cria em grande, mesmo quando algumas peças nesta exposição são de dimensões mais modestas, pela sua adequação aos espaços mais íntimos onde decorria a vida familiar, mesmo que uma família real.
Mas são as suas grandes criações, como Marilyn, A noiva, Lilicoptère ou Royal valkyrie, aquelas que mais entusiasmam o público.
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| Maria Pia (bem achada!) |
domingo, 28 de julho de 2013
sábado, 27 de julho de 2013
Fernando Pessoa em Cascais
Podemos estar descansados
O Governo é implacável com quem provocou (e persiste em provocar) a crise.
O futuro é risonho. Passos sugeriu, inclusive, uma "união nacional".
Um solução de futuro.
Bem escrevia José Gomes Ferreira no seu diário (Dias comuns), em 1968: «O Salazar vai pesar durante anos e anos na nossa vida (...)»
O futuro é risonho. Passos sugeriu, inclusive, uma "união nacional".
Um solução de futuro.
Bem escrevia José Gomes Ferreira no seu diário (Dias comuns), em 1968: «O Salazar vai pesar durante anos e anos na nossa vida (...)»
JJ Cale
O adeus de quem escreveu música durante mais de 50 anos.
Nunca devemos esquecer os amigos
Formalmente era presidente do conselho consultivo do BPN - os amigos pediram-lhe esse favor - mas, na prática, só fazia trabalho de porteiro. Por essa razão, tinha pouca informação sobre o que se passava.
| Público, 27 de Julho de 2013 |
São todos muito sérios.
Acumulação de funções
Como é que alguém consegue desempenhar cabalmente todas estas funções?
Algumas parecem mais títulos honoríficos, daqueles que, nos velhos tempos da monarquia, valiam altas rendas.
Bem!... A tradição dos altos proventos deve manter-se, mas nem consigo imaginar o que renderão todos estes cargos...
Com tanta preocupação, não admira que lhe tenha passado despercebida a roubalheira no BPN. Não é humano conseguir estar atento a tudo.
"Deve de haver entre eles muita cobiça"
Será que quem faz tem mais facilidade em desfazer?
Joaquim Pais Jorge. Tesouro ganha especialista em swaps e PPP | iOnline
«(...) homens que por indústria e engenho voam por cima das águas todas para adquirirem o que Deus lhes não deu, ou a pobreza neles é tanta que de todo lhes faz esquecer a sua pátria, ou a vaidade e a cegueira que lhes causa a sua cobiça é tamanha que por ela negam a Deus e a seus pais.»
Joaquim Pais Jorge. Tesouro ganha especialista em swaps e PPP | iOnline
«(...) homens que por indústria e engenho voam por cima das águas todas para adquirirem o que Deus lhes não deu, ou a pobreza neles é tanta que de todo lhes faz esquecer a sua pátria, ou a vaidade e a cegueira que lhes causa a sua cobiça é tamanha que por ela negam a Deus e a seus pais.»
Fernão Mendes Pinto, Peregrinação
sexta-feira, 26 de julho de 2013
Like a Rolling Stone
Mick Jagger - e vão 70!
Like a Rolling Stone - canção de Bob Dylan
A Patriarcal
| Busto de D. João V |
Lisboa ganhou um Patriarca.
E quem tem um Patriarca tem de ter uma Patriarcal.
O Patriarcado foi ganho em 1716, ano em que, por especialíssima graça, uma bula de Clemente XI dividiu o território da diocese de Lisboa em duas partes: o arcebispado de Lisboa Oriental, com sede na Sé de Lisboa, e o patriarcado de Lisboa Ocidental, com sede na Capela Real do Paço da Ribeira (Santa Igreja Patriarcal).
Em 1740, nova bula deliberou a união das duas dioceses, subalternizando o arcebispado: a sede da diocese seria fixada na nova Patriarcal, a catedral metropolitana, tendo à frente D. Tomás de Almeida, o 1.º Cardeal Patriarca de Lisboa.
No Paço Real concentrava-se o poder político e o poder religioso.
Essa importância tinha de se reflectir, na lógica ostentosa da época.
O enriquecimento com os lucros fabulosos do Brasil permitiu a D. João V o constante enobrecimento dos seus palácios, em termos arquitectónicos, artísticos e decorativos. E de Itália vinham arquitectos, pintores...
À frente dos programas joaninos o "grão Federico romão" - João Frederico Ludovice, "arquitecto por excelência do reinado, fiel depositário do gosto real e seu mentor imediato".
| D. Tomás de Almeida |
A sua reforma mais sumptuosa ocorreu entre 1743 e 1746, depois de se ter tornado Patriarcal e da criação papal do título de Cardeal Patriarca.
A exposição A Encomenda Prodigiosa, no Museu Nacional de Arte Antiga, é sobre os projectos e as obras da Patriarcal, que tão pouco tempo estaria erguida na sua plenitude. O terramoto de 1755 deixou-a em ruínas.
Restou a sua "extensão", a Capela de S. João Baptista, na Igreja de S. Roque, onde a exposição se prolonga.
Curiosamente, o 1.º Cardeal Patriarca, D. Tomás de Almeida, também foi anteriormente Bispo do Porto, a exemplo de D. Manuel Clemente.
O Paço Real antes do terramoto (reconstrução virtual) -
filme exibido na exposição do Museu Nacional de Arte Antiga.
quarta-feira, 24 de julho de 2013
24 de Julho de 1833
«Ao romper do dia 24 de Julho, tendo começado a fuga vergonhosa duma divisão de seis mil infantes, seiscentos lanceiros e duas baterias, comandados pelo duque do Cadaval, e ainda antes dos primeiros destacamentos liberais terem atravessado o Tejo, o povo de Lisboa aclamara a rainha e a Carta e içara bandeiras azuis e brancas. O primeiro acto foi o de arrombar as cadeias, o Limoeiro, o Aljube, o Castelo, e soltar milhares de presos, os políticos à mistura com os criminosos comuns. O rio enchera-se de embarcações de todos os calados, embandeiradas e muito guarnecidas de gente que queria ver os vencedores, vitoriá-los, trazê-los depressa para a capital livre de despotismo.»
Álvaro Guerra, A guerra civil (romance)
| Cais do Sodré (Pr. Duque da Terceira) Estátua do Duque, que comandou as tropas liberais que tomaram Lisboa há 180 anos |
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