"Quando todos os cálculos complicados se revelam falsos, quando os próprios filósofos não têm nada mais a dizer-nos, é desculpável que nos voltemos para a chilreada fortuita dos pássaros ou para o longínquo contrapeso dos astros ou para o sorriso das vacas."
Marguerite Yourcenar, Memórias de Adriano (revista e acrescentada por Carlos C., segundo Aníbal C. S.)
Marguerite Yourcenar, Memórias de Adriano (revista e acrescentada por Carlos C., segundo Aníbal C. S.)
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Responsabilidade dos pais
Desconhecem-se, ainda, os pormenores.
O novo estatuto dos alunos está em preparação. O objectivo é que entre em vigor em 2012-2013.
Concordo que tem de haver uma maior responsabilização dos pais - alguns desresponsabilizam-se completamente da educação dos filhos e esperam que a escola faça tudo. Mas a vida que muitas pessoas levam... O que me admira é que, em algumas condições, ainda haja quem tenha filhos (ou que alguns dos miúdos não sejam mais problemáticos do que aquilo que são).
O que me preocupa é que, como as libelinhas, voemos de estatuto em estatuto.
Como dizia a Sandra, "quando conhecemos a lei... ela muda!".
Barcelona tipo tricot
Governo reúne em S. Julião da Barra
Aqui tão perto...
Fortificação original do séc. XVI, posteriormente modificada, fez parte de uma das linhas de defesa de Lisboa quando da Guerra Peninsular, protegendo a foz do Tejo. Foi prisão para os partidários do liberalismo, antes da Revolução de 1820 e quando da governação miguelista.
Num dos seus pátios foi executado Gomes Freire de Andrade (Outubro de 1817), acusado de liderar uma conspiração liberal, e instalada a tenda de Kadafi, quando de uma cimeira com países africanos num ano muito mais recente.
É residência oficial do Ministro da Defesa (lembremo-nos que esse foi o cargo de Paulo Portas no Governo de Durão Barroso - onde também foi Ministro do Mar, para surpresa do próprio! Terá sido ele a sugerir o local da reunião?). É um sítio seguro nestes tempos difíceis.
Imaginemos uma forte tempestade, as ondas fustigando a ponta de S. Gião, o mar alteroso, a fortaleza a ficar isolada por uns dias e, depois, qual jangada de pedra fazendo-se ao mar, ficar ao sabor de ventos e marés, o tempo suficiente para todos nos esquecermos de um Governo flutuante e à deriva.
Quer dizer... flutuante e à deriva já anda ele!...
Fortificação original do séc. XVI, posteriormente modificada, fez parte de uma das linhas de defesa de Lisboa quando da Guerra Peninsular, protegendo a foz do Tejo. Foi prisão para os partidários do liberalismo, antes da Revolução de 1820 e quando da governação miguelista.
Num dos seus pátios foi executado Gomes Freire de Andrade (Outubro de 1817), acusado de liderar uma conspiração liberal, e instalada a tenda de Kadafi, quando de uma cimeira com países africanos num ano muito mais recente.
É residência oficial do Ministro da Defesa (lembremo-nos que esse foi o cargo de Paulo Portas no Governo de Durão Barroso - onde também foi Ministro do Mar, para surpresa do próprio! Terá sido ele a sugerir o local da reunião?). É um sítio seguro nestes tempos difíceis.
Imaginemos uma forte tempestade, as ondas fustigando a ponta de S. Gião, o mar alteroso, a fortaleza a ficar isolada por uns dias e, depois, qual jangada de pedra fazendo-se ao mar, ficar ao sabor de ventos e marés, o tempo suficiente para todos nos esquecermos de um Governo flutuante e à deriva.
Quer dizer... flutuante e à deriva já anda ele!...
domingo, 18 de dezembro de 2011
Vaclav Havel
Eduardo Lourenço - Prémio Pessoa
Prémio mais do que justo para quem, já aos 88 anos, continua a pensar o país com uma lucidez que faz realçar, pelo contraste, a estupidez daqueles que não pensam... mas mandam.
«(...) ninguém ousa apresentar a conta dos inumeráveis gastos de tipo sumptuário e exibicionista que os novos ricos da política nacional acharam por bem efectuar. Se a título individual a nossa mentalidade de ricos nos obriga a contorsões caras, mas com juros à vista, a título oficial, a mesma mentalidade opera sem entraves e a responsabilidade dissolve-se ao abrigo da vaga rubrica dos "interesses superiores do Estado". (...) A segunda [República], que se quer revolucionária e socialista, nasceu ávida e esbanjadora como se o famoso "tesouro" do fascismo fosse herança pessoal da nova classe dirigente e não precário e precioso bem público. A austeridade pode ser um álibi, mas a falta dela não é prova de revolucionarismo. A demagogia política e o reflexo estrutural que nos caracteriza combinaram-se para produzir o fenómeno pasmoso de alimentarmos a máquina económica com o dinheiro dos outros, gasto alegremente como se fosse nosso. (...) Todavia alguém terá de pagar, cedo ou tarde, o preço que a aparência exige para ter um mínimo de realidade. Esse alguém é bem conhecido: chama-se povo, o povo que efectivamente trabalha e para quem, como escrevia Goethe, a maioria das revoluções que se fazem em seu nome não significam mais que a possibilidade de mudar de ombro para suportar a costumada canga.»
Eduardo Lourenço
Somos um povo de pobres com mentalidade de ricos
in O Labirinto da Saudade (1978)
sábado, 17 de dezembro de 2011
Woodstock - CSN&Y
Woodstock, escrita por Joni Mitchell, na interpretação de Crosby, Stills, Nash & Young
Bom fim de semana
As vacas voltaram do prado
Não consegui resolver como queria a questão do cabeçalho, mas aqui não conseguimos passar sem o bovino sorriso.
Fomos buscar as vacas ao prado.
Fomos buscar as vacas ao prado.
| Numa estrada da ilha do Pico (vaca de regresso do prado) |
Auditoria cidadã à dívida: Convenção
17 de Dezembro: Auditoria cidadã à dívida : Convenção
Caro (a) professor (a) /investigador(a)/ educador(a)de infância,
A questão da "dívida" nacional tem vindo a ganhar uma dramática relevância no nosso quotidiano, agravada pela recessão económica (e social) que resulta das medidas que o governo tem tomado para tentar resolver a situação.
Um exercício de cidadania consciente não pode deixar de tentar perceber qual a origem e a natureza das dívidas globalmente atribuídas a todos os portugueses: quem e porquê as originou, o que é legítimo que paguemos, o que não devemos pagar. E como pagar.
Com esse objetivo, um largo número de cidadãos tem vindo a preparar o que se decidiu chamar "Convenção para uma Auditoria cidadã à dívida". A Convenção que dará luz a esta exigência de uma cidadania democrática vai realizar-se no próximo sábado, dia 17 de dezembro, a partir das 10h00 no cinema São Jorge, em Lisboa.
Apesar de ser uma iniciativa de cidadãos e não de "organizações", o SPGL tem, desde a primeira hora, dado o seu apoio (logístico) a esta iniciativa que, não sendo estritamente sindical, aborda temas de relevante importância para todos os trabalhadores.
Gostaria de poder contar com a sua presença nesta iniciativa.
Para uma melhor informação sobre os promotores, os objetivos e os projetos desta iniciativa e deste movimento consulte: http://auditoriacidada.info/
Com os melhores cumprimentos
António Avelãs
Pedido: faça circular esta informação por todos os seus amigos. Obrigado.
Caro (a) professor (a) /investigador(a)/ educador(a)de infância,
A questão da "dívida" nacional tem vindo a ganhar uma dramática relevância no nosso quotidiano, agravada pela recessão económica (e social) que resulta das medidas que o governo tem tomado para tentar resolver a situação.
Um exercício de cidadania consciente não pode deixar de tentar perceber qual a origem e a natureza das dívidas globalmente atribuídas a todos os portugueses: quem e porquê as originou, o que é legítimo que paguemos, o que não devemos pagar. E como pagar.
Com esse objetivo, um largo número de cidadãos tem vindo a preparar o que se decidiu chamar "Convenção para uma Auditoria cidadã à dívida". A Convenção que dará luz a esta exigência de uma cidadania democrática vai realizar-se no próximo sábado, dia 17 de dezembro, a partir das 10h00 no cinema São Jorge, em Lisboa.
Apesar de ser uma iniciativa de cidadãos e não de "organizações", o SPGL tem, desde a primeira hora, dado o seu apoio (logístico) a esta iniciativa que, não sendo estritamente sindical, aborda temas de relevante importância para todos os trabalhadores.
Gostaria de poder contar com a sua presença nesta iniciativa.
Para uma melhor informação sobre os promotores, os objetivos e os projetos desta iniciativa e deste movimento consulte: http://auditoriacidada.info/
Com os melhores cumprimentos
António Avelãs
Pedido: faça circular esta informação por todos os seus amigos. Obrigado.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Blogger - desconfiguração dos cabeçalhos
Que raio de porcaria é esta que os cabeçalhos dos blogs estão a aparecer des(con)figurados, com as fotografias em tamanho mais reduzido e sem que consigamos (pelo menos eu!) organizar título e imagem como queremos (e como antes tínhamos)?
Mandei recolher as vacas!
Não há sorrisos para ninguém!!!
Mandei recolher as vacas!
Não há sorrisos para ninguém!!!
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Calendário Pirelli (2012) homenageia a cortiça
A boa dúzia de anos em que trabalhei no Ecomuseu sensibilizou-me para a temática do montado e da cortiça (produção e todo o processo de transformação).
Na continuação de algumas mensagens a propósito da cortiça e na senda dos progressos verificados nos últimos tempos neste sector, agrada-me saber que, com o concurso de fotógrafos e modelos conceituados(as), o badalado calendário Pirelli aborda a temática corticeira na sua edição para 2012.
Como se pode ver nos sobreiros em primeiro plano, a tirada foi feita muito por baixo. A cortiça não parece ser de grande qualidade (as costas são muito rugosas).
Na continuação de algumas mensagens a propósito da cortiça e na senda dos progressos verificados nos últimos tempos neste sector, agrada-me saber que, com o concurso de fotógrafos e modelos conceituados(as), o badalado calendário Pirelli aborda a temática corticeira na sua edição para 2012.
| Fotografia do calendário Pirelli (2012), tirada na Córsega |
Um Carrasco emigrante
Abri a revista do INATEL numa página ao acaso e espantei-me.
Acertei na página em que vinha a foto de António Valente Carrasco, homem que, com a sua família, emigrou de Moura para o Havai há um século atrás.
A agricultura na região de Serpa - Moura passava por dias maus (e as Pias ficam no meio...).
Andavam em Serpa engajadores de emigrantes para "umas ilhas americanas que, diziam, eram um verdadeiro paraíso."
Cerca de mil pessoas embarcaram, em 1911, naquela que terá sido a maior vaga migratória do Alentejo até àquela data. Destino: Honolulu, nas ilhas Sandwich (nome antes dado ao Havai).
Joshua Beloniel, repórter fotográfico da Ilustração Portuguesa, fez um bom número de fotos.
O movimento migratório continuou em 1912, levando o Carrasco que conheci de fotografia. A família passaria, mais tarde, para a Califórnia, onde vivem os muitos descendentes.
Por coincidência, este Valente Carrasco morreu em 1958, o ano em que nasci.
| António Valente Carrasco (o homem mais novo) com a mulher e os filhos |
A agricultura na região de Serpa - Moura passava por dias maus (e as Pias ficam no meio...).
Andavam em Serpa engajadores de emigrantes para "umas ilhas americanas que, diziam, eram um verdadeiro paraíso."
Cerca de mil pessoas embarcaram, em 1911, naquela que terá sido a maior vaga migratória do Alentejo até àquela data. Destino: Honolulu, nas ilhas Sandwich (nome antes dado ao Havai).
Joshua Beloniel, repórter fotográfico da Ilustração Portuguesa, fez um bom número de fotos.
O movimento migratório continuou em 1912, levando o Carrasco que conheci de fotografia. A família passaria, mais tarde, para a Califórnia, onde vivem os muitos descendentes.
Por coincidência, este Valente Carrasco morreu em 1958, o ano em que nasci.
Proposta de Reorganização Curricular
Já está divulgada.
Proposta de Reorganização Curricular
No Ensino Básico, 2.º e 3.º Ciclos, voltamos a um desenho semelhante à reforma Veiga Simão (1968, se não estou em erro).
No 2.º Ciclo, a Educação Tecnológica está no lugar dos Trabalhos Manuais. Os dois tempos a menos sobram para as TIC.
Mais tempo, menos tempo...
Reconvertem-se os profs. de TIC para um ciclo abaixo... Como se reorganizará a distribuição dos profs. de EVT (com nova formação) pelas duas disciplinas (Ed. Visual e Ed. Tecnológica)?
Ainda no 2.º Ciclo, o Apoio ao Estudo (facultativo) sairá de onde? Componente não lectiva dos profs? Está-se a ver...
Se assim for, na Paulo da Gama (contando 9 turmas em cada um dos anos do 2.º Ciclo) haverá menos 144 horas lectivas (uma grosa - 6,5 horários de contratados a menos).
Respiram fundo os profs. de Letras - falava-se, no 3.º Ciclo, no corte do Francês e na gestão mais apertada de História e de Geografia.
Sofrem os de EVT (2.º Ciclo), com o desaparecimento do par pedagógico.
Entretanto:
Proposta de Reorganização Curricular
No Ensino Básico, 2.º e 3.º Ciclos, voltamos a um desenho semelhante à reforma Veiga Simão (1968, se não estou em erro).
No 2.º Ciclo, a Educação Tecnológica está no lugar dos Trabalhos Manuais. Os dois tempos a menos sobram para as TIC.
Mais tempo, menos tempo...
Reconvertem-se os profs. de TIC para um ciclo abaixo... Como se reorganizará a distribuição dos profs. de EVT (com nova formação) pelas duas disciplinas (Ed. Visual e Ed. Tecnológica)?
Ainda no 2.º Ciclo, o Apoio ao Estudo (facultativo) sairá de onde? Componente não lectiva dos profs? Está-se a ver...
Se assim for, na Paulo da Gama (contando 9 turmas em cada um dos anos do 2.º Ciclo) haverá menos 144 horas lectivas (uma grosa - 6,5 horários de contratados a menos).
Respiram fundo os profs. de Letras - falava-se, no 3.º Ciclo, no corte do Francês e na gestão mais apertada de História e de Geografia.
Sofrem os de EVT (2.º Ciclo), com o desaparecimento do par pedagógico.
Entretanto:
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
domingo, 11 de dezembro de 2011
Andreia e Tânia P. - Diálogos
Tenho sorrido com o vosso diálogo "paralelo" após a mensagem no aniversário da Andreia.
Tânia: Como estão a Guiomar e o Tomás?
(tenho de pedir à Susana C. que envie as fotografias)
Andreia: Estarás por acaso na Pedro de Santarém ou na Quinta de Marrocos?
Beijinhos para o príncipe.
P.S. - Triálogo (com a Ana Sofia).
P.S. (outro) - Ana: os cromos de que falas eram uma brincadeira de crianças!!!
Tânia: Como estão a Guiomar e o Tomás?
(tenho de pedir à Susana C. que envie as fotografias)
Andreia: Estarás por acaso na Pedro de Santarém ou na Quinta de Marrocos?
Beijinhos para o príncipe.
P.S. - Triálogo (com a Ana Sofia).
P.S. (outro) - Ana: os cromos de que falas eram uma brincadeira de crianças!!!
George Harrison
Foi preciso andar a ler outras coisas para me surpreender com os 10 anos que já passaram após a morte de George Harrison, o "Beatle tranquilo".
Cascais 75
Eu lembro-me, apesar de não ter ido a Cascais (não era suficientemente crescido).
Os Genesis eram super, The lamb lies down era o disco do momento...
Mas tenho as reportagens da época, tenho até um CD (gravação pirata) de um dos concertos...
Lembro-me bem!
Mas... Esta publicidade (ao pé de casa) tem a ver com o quê?
Um cheirinho dos Genesis dessa época (imagens tão amadoras quanto o vídeo e o som do meu CD). Era 1975...
Os Genesis eram super, The lamb lies down era o disco do momento...
Mas tenho as reportagens da época, tenho até um CD (gravação pirata) de um dos concertos...
Lembro-me bem!
Mas... Esta publicidade (ao pé de casa) tem a ver com o quê?
Um cheirinho dos Genesis dessa época (imagens tão amadoras quanto o vídeo e o som do meu CD). Era 1975...
O que se pode fazer em 50 horas com 9 mil rolhas de cortiça
O artista chama-se Scott Gundersen
Não se ensina a silvicultura do sobreiro em Portugal
Em contraste com as duas mensagens anteriores, e segundo o que foi afirmado no mês passado num seminário, em Grândola, não existe nos cursos universitários ligados à floresta uma cadeira que aborde a silvicultura do sobreiro.
O sobreiro é a segunda espécie florestal nacional, ocupando cerca de 737 mil hectares (dados da Direcção-Geral dos Recursos Florestais de 2005). Portugal é o principal produtor mundial de cortiça. A maior mancha de montado do mundo está localizada nas bacias do Tejo e do Sado e chega quase a meio milhão de hectares.
O montado é o suporte de outras actividades económicas e tem um papel importante no âmbito da preservação da biodiversidade, mas também não existe no país um projecto para a revitalização do montado de sobro, nem sequer há um tratamento de dados referente ao abate na espécie.
Segundo os especialistas, o declínio do montado de sobro “está a colocar em causa a sobrevivência de muitas comunidades rurais do interior alentejano”.
Quem finge que nos governa não sabe o que faz (nem sabe o que fazer) e a natureza dánozes bolotas a quem não tem dentes.
O sobreiro é a segunda espécie florestal nacional, ocupando cerca de 737 mil hectares (dados da Direcção-Geral dos Recursos Florestais de 2005). Portugal é o principal produtor mundial de cortiça. A maior mancha de montado do mundo está localizada nas bacias do Tejo e do Sado e chega quase a meio milhão de hectares.
O montado é o suporte de outras actividades económicas e tem um papel importante no âmbito da preservação da biodiversidade, mas também não existe no país um projecto para a revitalização do montado de sobro, nem sequer há um tratamento de dados referente ao abate na espécie.
Segundo os especialistas, o declínio do montado de sobro “está a colocar em causa a sobrevivência de muitas comunidades rurais do interior alentejano”.
| Imagens do site da Fundação João Lopes Fernandes |
Quem finge que nos governa não sabe o que faz (nem sabe o que fazer) e a natureza dá
Cortiça portuguesa faz sucesso em Nova Iorque
![]() |
| Bancos em lagarta |
A designer portuguesa Ana Mestre merece destaque na revista norte-americana Wired por um conjunto de peças de mobiliário em cortiça. As peças – uma mesa, duas cadeiras e um conjunto de bancos – estão em exibição numa loja-exposição na Times Square e encontram-se á venda através do site da revista.
Estas peças de mobiliário associam as componentes da inovação, da tecnologia e da sustentabilidade.
Há coisas interessantes na Corque Design, empresa a que pertence a designer.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Andreia: conta coisas de ti
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Fêtes des Lumières 2011 - Lyon
Gostava de lá ir.
Ainda bem que há alguém que pensa acima da "crise" e não se auto-limita!
Públicas vitórias, derrotas privadas
Assembleia da República comemora a distinção do Fado como Património Cultural Imaterial da Humanidade.
Ganhámos. "Porreiro, pá!"
O relatório é mau... fica na casa dos segredos!
Se o Alto Douro Vinhateiro perder o estatuto de Património Cultural da Humanidade, proponho que a Assembleia da República fique submersa pelas águas da barragem da foz do Tua.
Também deverão querer comemorar, não?
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Atrás do Coelho da Porcalhota
Garanto que não é perseguição política! (apesar de falarmos no... Pedro dos Coelhos)
O coelho bicho que se come – bicho estimável... – fez-me procurar receitas e atrás das receitas vêm sempre histórias. É como as cerejas!...
A propósito do coelho na Porcalhota, encontrei inúmeras referências a um “Pedro dos Coelhos” ou “Pedro da Porcalhota”, que se destacaria pelo seu arroz de coelho e pelo coelho guisado (“à moda da Porcalhota” ou “à caçadora”, porque, afinal, a receita será a mesma ou muito aproximada).
Tratava-se de Pedro Franco, figura lendária da Porcalhota, hoje nome de rua, nascido quando reinava D. Maria II e falecido em 1906 ou 1907, com cerca de 60 anos.
O Notícias da Amadora de 27 de Junho de 1959, apresenta-o: «(…) Pedro Franco, figura austera e de respeito, cioso das suas suissas fartas, amigo do seu amigo, além de ter sido o mais hábil cozinheiro da Porcalhota e arredores, foi também regedor nesta terra que ele muito estimou.»
Uma pequena canção popular que estaria em voga na Porcalhota, no princípio do século XX, põe os seus versos na boca do coelho:
O prédio em que se localizaria o restaurante, num 1.º andar, foi demolido, perdendo-se os azulejos da frontaria, com a identificação da antiga "Casa de Pasto", e um conjunto de pinturas decorativas das paredes interiores, com motivos campestres. Nas salas haveria versos escritos nas paredes, “alusivos à presença dos janotas dos finais do século XIX que frequentavam os ‘tascos’ fora de portas.”
Quanto à carne de coelho, porque sempre envolveu desconfianças, diz-se que o bicho era, muitas vezes, esfolado e cozinhado à vista do freguês.
Sobre essas desconfianças, numa muito antiga “revista à portuguesa”, a figura que personificava a nova localidade da Amadora cantava:
O coelho bicho que se come – bicho estimável... – fez-me procurar receitas e atrás das receitas vêm sempre histórias. É como as cerejas!...
A propósito do coelho na Porcalhota, encontrei inúmeras referências a um “Pedro dos Coelhos” ou “Pedro da Porcalhota”, que se destacaria pelo seu arroz de coelho e pelo coelho guisado (“à moda da Porcalhota” ou “à caçadora”, porque, afinal, a receita será a mesma ou muito aproximada).
Tratava-se de Pedro Franco, figura lendária da Porcalhota, hoje nome de rua, nascido quando reinava D. Maria II e falecido em 1906 ou 1907, com cerca de 60 anos.
O Notícias da Amadora de 27 de Junho de 1959, apresenta-o: «(…) Pedro Franco, figura austera e de respeito, cioso das suas suissas fartas, amigo do seu amigo, além de ter sido o mais hábil cozinheiro da Porcalhota e arredores, foi também regedor nesta terra que ele muito estimou.»
O seu restaurante, com o famoso coelho que lhe fez ganhar a alcunha, era ponto de atracção.
Júlio Cesar Machado escreveu no Diário de Notícias que «Há tanto tempo que aquela casa amanha os coelhos com proveito e glória que, em o dono da locanda indo chamá-los ao pátio, já eles vão por si mesmo formar em linha e oferecer as orelhas para levar o piparote e morrer. Lê-se na parede "Antiga casa do belo petisco do coelho"’.»
Júlio Cesar Machado escreveu no Diário de Notícias que «Há tanto tempo que aquela casa amanha os coelhos com proveito e glória que, em o dono da locanda indo chamá-los ao pátio, já eles vão por si mesmo formar em linha e oferecer as orelhas para levar o piparote e morrer. Lê-se na parede "Antiga casa do belo petisco do coelho"’.»
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| Retrato de Pedro Coelho ao lado do edifício onde ficava o seu restaurante |
Eu sou o coelho manso
um petisco preferido
com batatas pulo e danço
e com arroz sou envolvido.
Sou refogado bem misturado
com azeitonas e salada,
e vem gente de Lisboa
e vem gente de Lisboa
que grita sem hesitar:
«mate um coelho patroa!
E catrapuz... dá-me um ar».
O prédio em que se localizaria o restaurante, num 1.º andar, foi demolido, perdendo-se os azulejos da frontaria, com a identificação da antiga "Casa de Pasto", e um conjunto de pinturas decorativas das paredes interiores, com motivos campestres. Nas salas haveria versos escritos nas paredes, “alusivos à presença dos janotas dos finais do século XIX que frequentavam os ‘tascos’ fora de portas.”
Quanto à carne de coelho, porque sempre envolveu desconfianças, diz-se que o bicho era, muitas vezes, esfolado e cozinhado à vista do freguês.
Sobre essas desconfianças, numa muito antiga “revista à portuguesa”, a figura que personificava a nova localidade da Amadora cantava:
«Minha mãe, a Porcalhota,
Lá vivia num casebre,
Fazendo muita batota
Vendendo gato por lebre.»
domingo, 4 de dezembro de 2011
Não foi a Sr.ª Merkel que disse que tínhamos muitos feriados?
Pedro Passos Coelho, cujas ideias coincidem com as da senhora MAS sem que tal signifique colagem de posições (notem a subtileza, wenn ich Sie bitten darf *), acha por bem cortar cortar 4 dos 14 feriados que gozamos (incluindo já a tolerante 3.ª feira de Carnaval). Assim se recuperará a economia.
Numa insuspeita agenda de 2011, daquelas jeitosas, com todo o tipo de informação, editada por uma empresa de transportes internacional, vêm assinalados os feriados dos vários países da Comunidade Europeia.
A Alemanha é o segundo país da CE com mais feriados: 17.
A saber: 1 e 6 de Janeiro, 22, 24 e 25 de Abril, 1 de Maio, 2, 12, 13 e 23 de Junho, 15 de Agosto, 3 e 31 de Outubro, 1 e 16 de Novembro, 25 e 26 de Dezembro.
Mais do que a Alemanha, só a Grã-Bretanha, com 18 feriados anuais.
E esta, hein?
* Teresa, está bem aplicado?
Numa insuspeita agenda de 2011, daquelas jeitosas, com todo o tipo de informação, editada por uma empresa de transportes internacional, vêm assinalados os feriados dos vários países da Comunidade Europeia.
A Alemanha é o segundo país da CE com mais feriados: 17.
A saber: 1 e 6 de Janeiro, 22, 24 e 25 de Abril, 1 de Maio, 2, 12, 13 e 23 de Junho, 15 de Agosto, 3 e 31 de Outubro, 1 e 16 de Novembro, 25 e 26 de Dezembro.
Mais do que a Alemanha, só a Grã-Bretanha, com 18 feriados anuais.
E esta, hein?
* Teresa, está bem aplicado?
Hoje servimos coelho
A Porcalhota localizava-se no “longo” caminho que levava de Lisboa a Sintra. Era um ponto de paragem das carruagens, para descanso dos viajantes e das suas bestas, antes da existência do comboio. Aí havia
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| Ex-Porcalhota (por muito antiga que pareça, esta foto já deve ser do início da década de 1960) |
Quando Carlos da Maia abalou de Lisboa para Sintra atrás das saias da Madame Castro Gomes (Maria Eduarda, para os amigos), arrastando o Cruges (pretenso compositor musical), o breque seguiu pela estrada que atravessava a Porcalhota.
Como conta Eça:
«O maestro desembaraçou-se do seu grande cache-nez. Depois, encalmado, despiu o paletó e declarou-se morto de fome. Felizmente estavam chegando à Porcalhota. O seu vivo desejo seria comer o famoso coelho guisado – mas, como era cedo para esse acepipe, decidiu-se, depois de pensar muito, por uma bela pratada de ovos com chouriço.”
Eça de Queirós, Os Maias
No final dessa viagem, o Cruges também se esqueceu das queijadas para a mãe... (acho que foi neste ponto do romance).
sábado, 3 de dezembro de 2011
Viva o Licor Beirão!
Não sou apreciador deste licor, mas aprecio as suas últimas campanhas publicitárias (ver aqui).
Junto ao Tejo cruzei-me com a Merkel e vi o Sarkozy à distância.
A razão do FMI vir tantas vezes a Portugal, encontrei-a na net.
Junto ao Tejo cruzei-me com a Merkel e vi o Sarkozy à distância.
A razão do FMI vir tantas vezes a Portugal, encontrei-a na net.
Fim de tarde junto ao Tejo
Vamos brincar à caridadezinha
Lembro-me de ter visto, ainda criança, um filme em que Charlot fazia de vidraceiro. Um miúdo passava e partia os vidros, atrás vinha o Charlot, logo chamado para os colocar.
O Governo faz algo parecido: primeiro, extorque o dinheiro, depois faz caridade através das Instituições Particulares de Solidariedade Social.
O Governo faz algo parecido: primeiro, extorque o dinheiro, depois faz caridade através das Instituições Particulares de Solidariedade Social.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Pico - O Deus
Há na montanha um deus desconhecido
um deus que não tem voz mas não se cala
seu silêncio é de fogo mal contido
seus sinais são mistérios e se fala
há um tremor de poema pressentido.
Rumor e ritmo que ninguém dedilha
eu sei que a terra treme e não se sente
há um coração que bate e que fibrilha
como um verso a pulsar que de repente
se descobre no Pico e é o deus da ilha.
Manuel Alegre, Escrito no mar - Livro dos Açores
| Pico visto do avião |
Para a Ana (do Hugo)... e para outras Anas
Esta é a resposta ao teu comentário.
O melhor lugar do Mundo!
Como seria o Faial sem o Pico em frente?
É do Faial que melhor se vê o Pico.
O melhor lugar do mundo será o Faial, certo?
«Se eu vivesse aqui, queria uma casa e uma cama onde só visse o Pico. Ele enchia-me a vida.»
O melhor lugar do Mundo!
Como seria o Faial sem o Pico em frente?
| Pico visto do Faial |
| Pico - encoberto - visto do Faial (Praia do Almoxarife) |
| Pico - lá ao fundo - visto do Faial A vaquinha é uma homenagem ao título do blog |
É do Faial que melhor se vê o Pico.
O melhor lugar do mundo será o Faial, certo?
«Se eu vivesse aqui, queria uma casa e uma cama onde só visse o Pico. Ele enchia-me a vida.»
Raúl Brandão, As ilhas desconhecidas
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
"Cada homem rico custa centos de infelizes, de miseráveis"
Tudo para "dar com os burrinhos na água!..."
«Andai, ganha-pães, andai; reduzi tudo a cifras, todas as consideraçõs deste mundo a equações de interesse corporal, comprai, vendei, agiotai. - No fim de tudo isto, o que lucrou a espécie humana? Que há mais umas poucas dúzias de homens ricos. E eu pergunto aos economistas políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico? (...) cada homem rico, abastado, custa centos de infelizes, de miseráveis.»
«Andai, ganha-pães, andai; reduzi tudo a cifras, todas as consideraçõs deste mundo a equações de interesse corporal, comprai, vendei, agiotai. - No fim de tudo isto, o que lucrou a espécie humana? Que há mais umas poucas dúzias de homens ricos. E eu pergunto aos economistas políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico? (...) cada homem rico, abastado, custa centos de infelizes, de miseráveis.»
Almeida Garrett, Viagens na minha terra
Responsabilidades
“Não venham com a cantiga que somos todos responsáveis pela crise porque todos vivemos acima das possibilidades. É responsável quem governou, sacou, delapidou e desviou os dinheiros públicos.”
Rui Rangel, Correio da Manhã, 27 de Outubro de 2011
«Vós desuniste-nos, dilaceraste-nos (...); contastes-nos como reses para nos vender, cabeça a cabeça, no mercado da agiotagem. (...) Esta pobre terra já não é senão um pedaço de terra como qualquer outra, uma província para um reino - reino, nação, país, não torna a ser. Não vos iludais; acabou, e acabou às vossas mãos. E se o fizesse a ambição, este desbarato fatal, era ao menos um nobre motivo. Mas não, fê-lo a cobiça, a vulgar e sórdida cobiça. Tanto gastar, tanto esperdiçar, tanto entesourar de uns, tanto jogar de outros, aqui nos trouxeram. Portugal está pobre, desanimado, sem fé, e na frase da Escritura, "sem pão, nem palavra".»
Almeida Garrett, discurso parlamentar (1842?)
Um bom feriado
Amigos monárquicos, republicanos, anarquistas:
Aproveitem bem o dia: deve ser a última vez que gozamos o 1.º de Dezembro como feriado.
Usufruam...
Aproveitem bem o dia: deve ser a última vez que gozamos o 1.º de Dezembro como feriado.
Usufruam...
Uma composição de Chopin adaptada por Mário Laginha.
Feira do Montado 2011 - Portel
A oportunidade de um bom passeio, de um bom repasto alentejano e de boas compras de produtos do montado.
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