Carlos Coelho, destacado militante do PSD (deputado no Parlamento Europeu durante muitos anos), no programa Geometria Variável, da Antena 1, transmitido no dia 14 de Novembro, afirmou:
«(...) os programas eleitorais não esgotam a totalidade das reformas que os governos querem fazer. Porque, em Portugal, convém dizê-lo com alguma humildade, mas também com uma grande dose de sinceridade, os governos não têm tido plataformas programáticas inspiradas exclusivamente pelos partidos, isto é, a reflexão dos programas dos governos não são exclusivamente inspirados pela reflexão dentro dos partidos. Muitas vezes dependem da iniciativa dos membros do Governo (...)
Aliás, nós recordamo-nos de uma crítica que foi feita aos governos do Prof. Cavaco Silva - o Prof. Cavaco Silva era dos primeiros-ministros mais afirmativos e de maior capacidade de liderança sobre o seu Governo e, em áreas sectoriais... recorda-me, por exemplo, da área da saúde, mas não era exclusiva, via-se a alteração significativa de medidas e de políticas quando mudavam os titulares dos governos, isto é, quando o ministro A era substituído pelo ministro B.
Portanto, a referência à vontade reformadora da pessoa que em cada momento está na pasta... [foi interrompido pela moderadora]
O que eu estou a dizer, com certeza, é que a Ministra do trabalho é uma académica reconhecida nesta área, talvez das académicas mais reconhecidas e, portanto, eu admito que haja aqui, também, uma componente muito pessoal, a sua convicção que as leis do trabalho são relevantes para que haja um salto de produtividade que o país reclama há várias décadas. Não é possível crescer economicamente sem trabalhar diversas áreas e a Ministra considera que uma delas é a área da legislação laboral.»
E assim chegámos aqui...
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