"Quando todos os cálculos complicados se revelam falsos, quando os próprios filósofos não têm nada mais a dizer-nos, é desculpável que nos voltemos para a chilreada fortuita dos pássaros ou para o longínquo contrapeso dos astros ou para o sorriso das vacas."
Marguerite Yourcenar, Memórias de Adriano (revista e acrescentada por Carlos C., segundo Aníbal C. S.)

sábado, 19 de janeiro de 2019

Uma questão de confiança e... de juízo!

Estudo feito pela GfK a pedido da organização portuguesa do Global Teacher Prize e da Fundação Galp.
Objectivo do estudo é perceber como a sociedade percepciona os docentes e abrir um debate sobre o papel dos professores.

Os jornalistas, que tantas vezes ajudam ao "bot'abaixo" dos "profs., estão mais abaixo!

Até os banqueiros, que nos levam couro e cabelo, estão acima dos políticos!
Talvez porque os políticos são aqueles que contribuem para pagar aos bancos o que os banqueiros exigem para "salvar os bancos" das asneiras que fizeram. E também fornecem mão-de-obra, fazendo transvases de governantes para as administrações, quando os governos acabam.


Mas, voltando à educação...
O mesmo estudo dá a saber que:


Uma questão de bom senso!


"Matemática revirada do avesso"

De Paulo Guinote, em O Meu Quintal


De mudança em mudança...
Ou, como dizia a minha avó, todos querem largar a sua poia!
Ou duas... já me perdi... 


quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

É moda! Depois passa...


Depois virá um novo paradigma.


A censura a Álvaro de Campos

Levantam-se vozes indignadas pela censura ao poema de Álvaro de Campos.

Se o manual trouxesse o poema integral, levantar-se-iam vozes indignadas pelas referências erótico-pedófilas do poema num livro para jovens.

Os levantamentos de vozes são odes triunfais.
Acredito que Álvaro de Campos irá ganhar leitores.

Aliás, controvérsias são uma especialidade de Álvaro de Campos. Em tempos, o próprio se envolveu em controvérsias com Fernando Pessoa.


Álvaro de Campos (caricatura da autoria de Vasco)

Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável? 
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade. 
Assim, como sou, tenham paciência! 
Vão para o diabo sem mim, 
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo! 

Para que havemos de ir juntos? 



Não me peguem no braço!
Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho.
Já disse que sou sozinho!

Ah, que maçada quererem que eu seja da companhia!»
Lisboa revisited (1923)



A minha edição das Poesias de Álvaro de Campos, da Ática (1980), tem os mesmos versos censurados. Os automóveis só levam os pândegos!



terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Quadrar as mentes

Será substituído por um programa de antevisão da jornada futebolística do fim de semana? 
Ou por um da Cristina Ferreira?

Há que aligeirar a programação.
As mentes são frágeis!


Irá acabar por pressão da maçonaria, depois de Pacheco Pereira ter denunciado a sua "mãozinha" por detrás de Luís Montenegro?


Passemos ao Plano B!

«Listen very carefully, I'll say this only once!»


Parece-me que os britânicos andam um pouco perdidos!...


Sol na eira e chuva no nabal


segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Alentejanos na neve


O Rancho de Cantadores de Aldeia Nova de São Bento (Serpa) está nos EUA, por iniciativa do festival Terras Sem Sombra, que este ano tem como país convidado os Estados Unidos.
O objectivo, segundo o presidente do festival, é "abrir as portas do património cultural e natural do Alentejo".
O cante vai derreter  neve!


Mar (de insónia)



domingo, 13 de janeiro de 2019

King Crimson - 50.º aniversário

O site oficial dos King Crimson assinala os 50 anos do nascimento do grupo.

Os King Crimson foram (e são) vários, tão multifacetada é a sua música ao longo destes 50 anos. Sendo vários, há um elo comum a todos eles - Robert Fripp. É sua alma!


Parabéns ao Rei Carmim!


sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Cláudio Torres - 80.º aniversário

Parabéns, Professor!


Já uns bons anos depois de ter conhecido Cláudio Torres na faculdade e do professor a ter abandonado, dedicando-se ao projecto que o ligaria "eternamente" a Mértola, tive a oportunidade de o reencontrar, quando de uma visita com os meus alunos do 7.º 8 (1994-95). 
Acertámos no momento a realização de uma entrevista por parte de um pequeno grupo dos alunos - era impossível introduzir toda a turma no seu gabinete de trabalho.
Fomos comprar à pressa um pequeno gravador e micro-cassetes.
Escolhidos os alunos, a entrevista decorreu durante uns largos minutos (os outros tiveram de aguardar...). 

Eram miúdos, as respostas podiam ter sido breves, a entrevista podia ter sido "despachada". Mas não! O gosto em falar do seu trabalho, do projecto do Campo Arqueológico de Mértola, de Arqueologia, de História, ficou patente na forma como a entrevista foi decorrendo, como o diálogo se foi soltando. E os outros alunos à espera...



Acho que foi uma óptima entrevista, editada pelo jornal da escola - a Gazeta Paulo da Gama -, desenvolvida e profunda como poderia ser uma entrevista a um conceituado órgão de comunicação social. 
Para nós - professor e alunos presentes (sortudos!) - foi inesquecível.
Lamento que a maioria dos alunos tenha ficado à espera. Tiveram que se contentar com as fotografias e a audição da entrevista (mais tarde, a leitura).

É interessante que na parte final da conversa foi aflorada a necessidade e a ameaça do turismo. Muito actual...

O Campo Arqueológico de Mértola comemorou 40 anos em 2018.
Cláudio Torres comemora o dobro dos anos.
Agora, tal como escrevemos no fim da edição da entrevista na Gazeta, "Um abraço e felicidades para o vosso projecto".



E ao anoitecer

e ao anoitecer adquires nome de ilha ou de vulcão
deixas viver sobre a pele uma criança de lume
e na fria lava da noite ensinas ao corpo
a paciência o amor o abandono das palavras
o silêncio
e a difícil arte da melancolia
Al Berto
 

Al Berto nasceu a 11 de Janeiro, há 70 anos.


domingo, 6 de janeiro de 2019

Sandy Denny, 72 anos

Sandy Denny faria hoje 72 anos.


Uma das mulheres da minha vida!


Romã de Reis



Uns sábios do Oriente

«Jesus nasceu em Belém, na região da Judeia, no tempo do rei Herodes. Depois do seu nascimento, chegaram uns sábios do Oriente a Jerusalém e perguntaram "Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? É que nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo?"
(...)
Depois de ouvirem o rei, os sábios partiram. Nisto, repararam que a estrela que tinham observado a oriente ia adiante deles, até que parou por cima do lugar onde se encontrava o menino. Ao verem a estrela, sentiram uma alegria enorme. Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe, e inclinaram-se para o adorar. Depois abriram os cofres e fizeram-lhe as suas ofertas de ouro, incenso e mirra. Então Deus avisou-os por meio dum sonho, para não voltarem a encontrar-se com Herodes. E eles partiram para a sua terra por outro caminho.»
(Mateus, 2:1-12)

E, assim, os sábios trocaram as voltas a Herodes, que aguardava que eles lhe fossem dar informações sobre o menino, para também o ir adorar (dizia ele!).
Depois... foi a matança dos inocentes.

O sonho dos três reis
Missal de Salzburgo

Dia de Reis

3?
4?
3x4?

Pormenor de um mosaico do século VI, na Igreja de San Apolinar Nuovo (Ravena)
«Os reis de Társis e das ilhas oferecerão tributos; 
os reis de Sabá e de Seba mandarão presentes!
Todos os reis se curvarão dele; todas as nações o servirão!»
(Salmos, 72:10-11)

Os Reis Magos (4) no presépio da Igreja de S. José das Taipas (Porto)
Habitualmente identificam-se os três reis magos com as três regiões (continentes) do mundo que à época se conheciam: Europa, Ásia e África

A descoberta da América alargou esse número e o quarto rei é representado, neste último presépio (de Machado de Castro ou da sua "escola", século XVIII), como um  chefe índio sul-americano.

Reis Magos na Igreja de S. Francisco (Porto)

Há um documento redigido na segunda metade do século II, só descoberto no século XVIII, que dá informações sobre quem seriam os magos. 
Traduzido pela primeira vez do sírio antigo por um professor de Teologia da Universidade do Oklahoma, o documento não limita o número de reis magos: eles podem ter sido mais do que doze.
Podiam ser originários de Shir, uma região que, actualmente, se localiza em território chinês, e seriam descendentes de Seth, o terceiro filho de Adão.
Três deles ter-se-iam destacado pelo facto de as suas prendas serem as mais simbólicas. 


Cante aos Reis - Serpa 2019




terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Receita de Ano Novo


Para você ganhar belíssimo Ano Novo 
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.


Carlos Drummond de Andrade



quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Há muitos anos a meter água

DN de hoje

É uma larga experiência!
O processo de concurso público para aquisição dos dois submarinos iniciou-se em 2004, no tempo do Governo presidido por Durão Barroso e de que Paulo Portas era Ministro da Defesa.
O plano de compra vinha, se as fontes estão certas, de 1998, do tempo do Governo de António Guterres.

Eu até vi chegar o primeiro destes submarinos!



Lamentável


«O Governo lamenta o facto de os educadores e os professores dos ensinos básico e secundário não poderem ver contabilizados já a partir de 01 de janeiro de 2019 os dois anos, nove meses e 18 dias", previstos no decreto-lei hoje vetado pelo Presidente da República, lê-se num comunicado do gabinete do primeiro-ministro, António Costa.»
(TSF)

Eu lamento a falta de vergonha dos aldrabões que assim mentem.
Lamento a hipocrisia! Dá vontade de dizer "Vão ...!"
Ao menos, não mintam! Sejam sérios - assumam que as prioridades políticas são outras e basta! Fiquem por aí. Escusam de vir com lamentações e discursos da treta!

O diploma governamental que o Presidente vetou não permite, pela sua formulação, a contabilização de qualquer tempo à grande maioria dos educadores e professores... antes de 2021. 
Se este decreto-lei entrar em vigor, serei um daqueles que nunca chegará a beneficiar de um dia que seja!
Por mim, não se incomodem! 

Perante estas aldrabices e outras do mesmo género, estranhem os populismos e os movimentos de protesto daí decorrentes.  


domingo, 23 de dezembro de 2018

Ring out solstice bells



Now is the solstice of the year,

winter is the glad song that you hear.
Seven maids move in seven time.
Have the lads up ready in a line.

Ring out these bells.
Ring out, ring solstice bells.

Ring solstice bells.


Join together beneath the mistletoe.
by the holy oak whereon it grows.
Seven druids dance in seven time.
Sing the song the bells call, loudly chiming.

Ring out these bells.
Ring out, ring solstice bells.
Ring solstice bells.

Ring out, ring solstice bells.
Ring out, ring solstice bells.

Praise be to the distant sister sun,
joyful as the silver planets run.
Seven maids move in seven time.
Sing the song the bells call, loudly chiming.

Ring out those bells.
Ring out, ring solstice bells.
Ring solstice bells.
Ring on, ring out.
Ring on, ring out. 
Ring on, ring out. 
Ring on, ring out.
Ring on, ring out.


sábado, 22 de dezembro de 2018

Literatura pesada


«Estamos em férias de Natal; é esta a época das festas de família, do plum-pudding, e duma praga de versos, de publicações, de baladas, de contos alegóricos, de cromo-litografias celebrando o velho ano, o bom Christmas, o ano novo e as doçuras do lar! O Natal dá lugar a uma singular experiência de literatura, que é para as letras o que o plum-pudding é para as confeitarias - um produto pesado e indigesto que todo o mundo gosta de ver sobre a mesa e em que ninguém toca, e que a gente grande estima pela alegria que dá às crianças. É sobretudo para as crianças que são escritas estas poesias piegas, e estas histórias de fantasmas, desenhadas estas vistas convencionais da neve e estas figuras grotescas da caridade. Os jornais, ou revistas, todas as publicações, põem de parte o bom senso, ciência ou arte, e dedicam um número a estas crianças, que se chama "o número de Natal", o que pela venda prodigiosa que tem, constitui um dos rendimentos das publicações inglesas. Os teatros fazem o mesmo: e todos sem excepção, representam nesta época a "pantomina", espécie de mágica desordenada, cheia de transformações, de bailados, e de glorias, onde aparecem simultaneamente actores, palhaços, cães sábios, virtuoses ilustres, feras, dançarinas célebres, habitantes de países exóticos (lapónios ou patagónios), macacos, esquadrões de cavalaria, e cascatas naturais! Estas representações duram três meses, e toda a família verdadeiramente inglesa e que respeita as tradições, vai ver a "pantomina" pelo menos três vezes, com todas as crianças e todos os criados: uma solenidade doméstica.»
Eça de Queirós, Cartas de Londres





Primeira Lua Cheia deste Inverno




Primeiro pôr do Sol deste Inverno






Problemas de fraqueza

«Jogadores com excesso de peso, que não treinam de forma adequada… alguns deles são uma vergonha», começou por dizer o antigo médio do United à Radio BBC.

«Não sou o maior fã de Mourinho, mas não posso tolerar jogadores que se escondem atrás de empresários, dos amigos jornalistas – são uma piada», acrescentou, antes de atirar: «Os jogadores "mataram" Mourinho e escaparam. Esconderam-se atrás do treinador e atiraram-no para a frente do autocarro.»

E prosseguiu: «Eu era um jogador da escola antiga, que era uma boa escola. Esta ideia de que os jogadores estão chateados… não acontece apenas no United, é um problema do jogador moderno. Não são apenas jogadores fracos, são também seres humanos fracos. Não se pode dizer-lhes nada.»

«Os jogadores são rápidos a esconder-se atrás da comunicação social, dos seus carros, do cão da namorada, de tudo… Eu tive sorte pelo balneário que integrei. Havia bons homens, bons líderes e pessoas de carácter, mas isso é raro de encontrar no futebol nos dias que correm. Nada disto teria acontecido no nosso balneário. Nada disto seria tolerado», rematou [Roy Keane].

É um problema dos jogadores e dos jovens modernos, para quem estes jogadores são, frequentemente, ídolos.
Meninos mimados!

«Os nossos filhos, hoje em dia, são crianças mimadas. Acho que os miúdos hoje em dia têm uma vida social diferente da nossa e os jogadores têm ao seu redor uma "entourage" pessoal, de pessoas que os rodeiam, que os protegem demasiado, lhes dão mais carinho e mais desculpas. Os jogadores atingem a maturidade mais lentamente.»
José Mourinho


sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Solstício



Ao passar a passadeira






Pais Natal vs Coletes


Manifestação de Pais Natal, nesta época do ano, teria tido mais sucesso.

Porto, 21 de Dezembro de 2009


Desilusão!

Desilusão!

Para os organizadores das manifestações, por motivos óbvios.

Para os jornalistas que cobriram as manifestações... e que deviam ser mais do que os manifestantes.
Bem que puxaram por eles, para ver se "havia sangue"...

Para os chineses... que não conseguiram despachar os coletes amarelos que têm em stock!



Um dia serei admirado e reconhecido pela minha arte


O DN recordou que a pintura Nu deitado (reclinado sobre o lado esquerdo), de Amadeo Modigliani, foi a obra de arte mais cara transaccionada em 2018 - 138,3 milhões de euros.
O quadro foi capa da exposição do Tate Modern com 12 nus do artista (Novembro de 2017 - Abril de 2018). A exposição assinalava os 100 anos da primeira e única exposição a solo de Modigliani, durante a sua vida.


A exposição de 1917, na conceituada galeria de Berthe Weill, galerista e marchande, onde Picasso e Matisse venderam os seus primeiros quadros em Paris, durou... um dia.

Na montra foram expostos dois nus. Em nome dos bons costumes, a polícia foi chamada a intervir.
«Modernismos, vanguardismos e descaramentos sim, mas que se contivessem às enxergas onde dormiam os seus autores! (...) As pessoas de bem que frequentassem nesse dia da exposição, a Rue Victor Massé não tinham de ver tanta imoralidade e indecência. Assim, os bons costumes foram consignados. A polícia mandou retirar os quadros da montra e encerrar as portas da galeria.»

A exposição poderia ter sido o começo da sua consagração como artista. 
«Mas não foi. Foi, sim, o comprovativo da minha consagração como bêbado e devasso impossível de ser satisfeito.»

É a triste ironia vivida por muitos artistas: pouco sucesso durante a sua (curta) vida (Modigliani morreu aos 35 anos), mas... muito sucesso para quem agora negoceia as suas obras.

Já em 2015, Nu deitado, do mesmo pintor, tinha-se transformado na segunda obra mais cara de sempre vendida em leilão - mais de 158 milhões de euros (só superado por um quadro do seu contemporâneo e conhecido - não amigo! - Picasso).


Modigliani tinha razão...
«(...) eu acredito em mim. Com todas as minhas forças. Acredito que um dia serei admirado e reconhecido pela minha arte.»

Citações de Cristina Carvalho, O Olhar e a Alma - Romance de Modigliani.


sábado, 8 de dezembro de 2018

Go plant potatoes... on the dark side of the moon!



Levaram (muito) à letra a expressão "Vai plantar batatas!"


Tudo no mundo é frágil, tudo passa...

Fanatismo

Minh'alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão de meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!

Tudo no mundo é frágil, tudo passa...
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, vivo de rastros:
"Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: princípio e fim!..."

Florbela Espanca, Livro de Soror Saudade 



Florbela Espanca

8 de Dezembro, data do seu nascimento e da sua morte

Não tenhas medo, não! Tranquilamente,
Como adormece a noite pelo outono,
Fecha os olhos, simples, docemente,
Como à tarde uma pomba que tem sono…



Jim Morrison

Jim Morrison faria hoje 75 anos.



terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Nadir Afonso

... e a sua herança



Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso (Chaves)
Centro de Artes Nadir Afonso (Boticas)


domingo, 2 de dezembro de 2018

Todos ao molho (no sentimento de revolta)

Paris, 1.º de Dezembro

Uma simples manifestação contra a política governativa?


Não parece!

Mas os governos (que deviam ser) democráticos, enquanto se submeterem aos interesses do capital, põem-se a jeito de todos os populismos e das manifestações de revolta mais violentas em que tudo se mistura. 
E as pessoas são tão manipuláveis...


Uns vão bem e outros mal



Pensava que estavam indexados aos índices de produtividade, como esses senhores defendem que devem estar os salários dos trabalhadores.

Recordo o ministro Pedro Mota Soares (2014, Governo de Passos Coelho) e os seus justos critérios...





sábado, 1 de dezembro de 2018

Portugal e Islândia: a mesma luta

A 1 de Dezembro de 1918, por acordo firmado com a Dinamarca (país de que fazia parte integrante), a Islândia foi reconhecida como um Estado soberano. Foi o chamado Acto de União - nome que se justifica pelo facto do rei da Dinamarca continuar a ser o da Islândia.
A total independência, com um sistema republicano, seria conseguida em 1944, como resultado de um referendo interno, depois de um período atribulado vivido em consequência da II Guerra Mundial. 


União Ibérica é o nome dado à nossa submissão aos Habsburgos, terminada a 1 de Dezembro de 1640.


Portugal e Islândia, reinos constituintes de monarquias duais, mas que conquistariam (ou reconquistariam) a sua independência.