"Quando todos os cálculos complicados se revelam falsos, quando os próprios filósofos não têm nada mais a dizer-nos, é desculpável que nos voltemos para a chilreada fortuita dos pássaros ou para o longínquo contrapeso dos astros ou para o sorriso das vacas."
Marguerite Yourcenar, Memórias de Adriano (revista e acrescentada por Carlos C., segundo Aníbal C. S.)

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Marvão

Há terras fotogénicas...









«É verdade. De Marvão vê-se a terra quase toda (...) Compreende-se que neste lugar, do alto da torre de menagem do Castelo de Marvão, o viajante murmure respeitosamente "Que grande é o mundo."»
(José Saramago)


Haja quem aja em coerência!



«A decisão surge em protesto pelo acordo feito pela UE com a Turquia, que a ONG diz perverter o conceito de refugiado, abrindo um precedente que poderá vir a bloquear as pessoas nas zonas de guerra»   (Expresso)

A Comunidade Europeia é uma equipa de gestores de duvidosos interesses privados, sem princípios, sem valores e sem vergonha.


Vão-se os dedos, fiquem os anéis!

«O Rio de Janeiro decretou hoje o "estado de calamidade pública", 49 dias antes da abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016, segundo informações publicadas numa edição extra do Diário Oficial.
Na publicação, o Governo estadual carioca explica que a decisão foi causada por uma grave crise financeira que, entre outras coisas, impede o cumprimento de obrigações assumidas em decorrência da realização dos eventos desportivos mundiais sediados no Brasil.
"Ficam as autoridades competentes autorizadas a adotar medidas excecionais necessárias à racionalização de todos os serviços públicos essenciais, com vistas à realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016", lê-se no decreto.
(...)
O governo do Rio de Janeiro tem atrasado o pagamento de salários de servidores, pensionistas e aposentados desde o ano passado.
Sobre recursos aplicados nos Jogos Olímpicos, o Governo Federal disse que vai libertar dinheiro para viabilizar o financiamento de obras.»

SIC-Notícias, hoje

Ter mais olhos do que barriga...


quarta-feira, 15 de junho de 2016

Difícil compreender...

Porque deixaste os caminhos batidos pelos homens
Tão cedo, e com mãos frágeis, mas coração forte,
Enfrentaste o dragão insaciável em seu covil?
Indefeso como eras, onde estava
A sabedoria, esse escudo espelhado...?
Shelley, Adonais


Se somos feitos de poeira de estrelas...

(ou uma carta-contraditório que não poderá ser lida por aquele a quem ela primordialmente se destina)

Mesmo podendo pensar que não há um propósito para a vida humana, Hugo, há a nossa responsabilidade de viventes, pelo que não devemos ficar pelo seu simples desfrute "enquanto formos felizes".
(e o conceito de felicidade é tão... etéreo. Qual é a unidade-padrão? 
E a felicidade daqueles que nos amam e que nós amamos?)

Somos todos feitos de poeira cósmica, constituída por átomos formados nas estrelas. E esses átomos deram origem ao que chamamos vida.
E se a poeira das estrelas sistematicamente organizada formou seres dotados de consciência, tal pode ser considerado um privilégio e uma responsabilidade.
Se a vida inteligente é rara - indiquem um outro ponto do universo onde ela exista!... -, na perspectiva cósmica, cada um de nós é precioso.
A vida, principalmente a vida humana, adquire um estatuto de inviolabilidade, resultado do processo contínuo de evolução.
E é no caminho da paz, do amor e da tolerância de que falavas que devemos procurar que essa evolução continue. Falavas bem! E temos de manter o optimismo, para que a vida valha a pena, e de ser fortes, para carregarmos a bagagem de poeira e continuarmos a vida das estrelas...  Será esse o propósito.

Em ti perdemos um bom "carregador de poeira", daqueles que nos fazem falta pelas suas qualidades.
E foram essas qualidades, a tua extrema sensibilidade, a tua inteligência e a objectividade com que cumprias os teus deveres, que te traíram e provocaram o inesperado.

A tua desistência causou um choque profundo em quem te conhecia e te era próximo.
Para os amigos (sobretudo para os antigos alunos que me marcam positivamente), sonho sempre com um mundo de sucessos, nunca com um fim abrupto.
Vou esforçar-me por pensar, a exemplo da poesia, que brincas como as estrelas gostam e que te escondes nas imediações de um quasar ou num buraco negro de onde nos consegues ver.
Por um vez, não estou de acordo contigo.
Lamentavelmente, não voltarei a ter outra oportunidade para discordar.



A morte nunca existiu




É tão simples quanto isso

«Cristiano Ronaldo acusou a selecção da Islândia de ter "mentalidade pequena", de se dedicar ao "anti-jogo" e de só saber jogar com "pontapé para a frente".»

«"Se queriam vencer a Islândia tinham que jogar melhor. É tão simples quanto isso"» - resposta do treinador da selecção da Islândia.


domingo, 5 de junho de 2016

Arte poética

É enorme esta fotografia de Duarte Belo, na ilha do Pico

Dentro de cada imagem há outra imagem
e a terra treme ainda que não trema
e até mesmo o silêncio é linguagem
e as pedras são as pedras do poema.

No ar que se respira há um perfume
e a terra é como página já escrita
onde a palavra pulsa e me reúne
para dizer a Ilha nunca dita.

Sabe a primeira vez e a nunca visto
eu olho e não resisto à tentação
há música no ar e o Pico é isto
um poema que está feito e eu passo à mão.
Manuel Alegre, Escrito no mar - Livro dos Açores


Os irmãos Montgolfier, Bartolomeu de Gusmão, José Saramago, Domenico Scarlatti e Marta Argerich

A 5 de Junho de 1783, os irmãos Montgolfier fizeram um balão de ar quente subir cerca de 300 metros e percorrer uma distância aproximada de 3 quilómetros.
Poucos meses depois (Setembro ou Outubro) haveria um voo tripulado.

Em Portugal, o padre Bartolomeu de Gusmão, já no início do mesmo século, havia dedicado parte do seu tempo à arte de criar aeróstatos.
Depois de pedir ao rei D. João V uma "petição de privilégio" para o seu "instrumento para andar pelo ar", a qual foi concedida, financiando o rei o projecto de desenvolvimento e a construção do aparelho, o padre voador, em Agosto de 1709, apresentou o seu balão em vários voos experimentais, um dos quais (o último?) teria sido na Casa da Índia, perante elementos da Corte (incluindo rei e rainha) e do Corpo Diplomático.

Que voo "livre" terá feito, a mítica Passarola sobre o Terreiro do Paço?
Fantástico ou fantasioso?

«Ao fim de uma hora levantou-se Scarlatti do cravo, cobriu-o com um pano de vela, e depois disse para Baltasar e Blimunda, que tinham interrompido o trabalho, Se a passarola do padre Bartolomeu de Gusmão chegar a voar um dia, gostaria de ir nela e tocar no céu, e Blimunda respondeu, Voando a máquina, todo o céu será música (...)»
José Saramago, Memorial do Convento


(chamo, outra vez, Marta Argerich ao palco)

A perseguição que a Inquisição moveu a Bartolomeu de Gusmão, que viria a morrer em Toledo, terá contribuído para o esquecimento e desvalorização da sua criação aeronáutica.

Tinha mais piada um aeroporto em Lisboa com o nome de Bartolomeu de Gusmão.


Mértola Património


A Associação Portuguesa de Museologia (APOM) distinguiu o concelho de Mértola com o Prémio Instituição, pelo trabalho de quatro décadas na investigação e valorização do seu património arqueológico.
Esse trabalho tem sido levado a cabo pelo Campo Arqueológico de Mértola, existindo já 14 núcleos museológicos, concentrados, sobretudo, na própria vila.

Na semana passada a notícia também era a inclusão de Mértola na nova lista indicativa de Portugal à classificação de Património Mundial pela UNESCO.


E já que estamos em Mértola...
Muito brevemente:


Juntar num mesmo encontro historiadores como aqueles que vão ser homenageados, e refiro em especial, porque tive o privilégio de os conhecer, António Borges Coelho, José Mattoso e Cláudio Torres, é altamente meritório.


Martha Argerich

Parabéns, Martha.

Martha Argerich tocando Prokofiev (há 50 anos).



Este é o Prólogo

Federico Garcia Lorca nasceu a 5 de Junho de 1898.

Este é o Prólogo 

Deixaria neste livro
toda minha alma.
Este livro que viu
as paisagens comigo
e viveu horas santas.

Que compaixão dos livros
que nos enchem as mãos
de rosas e de estrelas
e lentamente passam!

Que tristeza tão funda
é mirar os retábulos
de dores e de penas
que um coração levanta!

Ver passar os espectros
de vidas que se apagam,
ver o homem despido
em Pégaso sem asas.

Ver a vida e a morte,
a síntese do mundo,
que em espaços profundos
se miram e se abraçam.

Um livro de poemas
é o outono morto:
os versos são as folhas
negras em terras brancas,

e a voz que os lê
é o sopro do vento
que lhes mete nos peitos
- entranháveis distâncias. -

O poeta é uma árvore
com frutos de tristeza
e com folhas murchadas
de chorar o que ama.

O poeta é o médium
da Natureza-mãe
que explica sua grandeza
por meio das palavras.

O poeta compreende
todo o incompreensível,
e as coisas que se odeiam,
ele, amigas as chama.

Sabe ele que as veredas
são todas impossíveis
e por isso de noite
vai por elas com calma.

Nos livros seus de versos,
entre rosas de sangue,
vão passando as tristonhas
e eternas caravanas,

que fizeram ao poeta
quando chora nas tardes,
rodeado e cingido
por seus próprios fantasmas.

Poesia, amargura,
mel celeste que mana
de um favo invisível
que as almas fabricam.

Poesia, o impossível
feito possível. Harpa
que tem em vez de cordas
chamas e corações.

Poesia é a vida
que cruzamos com ânsia,
esperando o que leva
nossa barca sem rumo.

Livros doces de versos
são os astros que passam
pelo silêncio mudo
para o reino do Nada,
escrevendo no céu
as estrofes de prata.

Oh! que penas tão fundas
e nunca aliviadas,
as vozes dolorosas
que os poetas cantam!

Deixaria no livro
neste toda a minha alma...
Federico Garcia Lorca


sábado, 4 de junho de 2016

Farewell Farewell

Quando estes músicos começam (todos) a ser uma saudade...



Dave Swarbrick


Morreu ontem o antigo músico dos Fairport Convention.

O violino mágico que todos punha a dançar...


Lembrar Tiananmen



Quase três décadas passadas sobre a repressão na Praça de Tiananmen, o regime chinês continua a proibir que se faça qualquer menção sobre o assunto - o massacre nunca aconteceu...



"As Mães de Tiananmen", uma associação de pais que perderam os seus filhos, foram colocados sob uma apertada vigilância policial.
Vários activistas dos Direitos Humanos estão presos desde quinta-feira, após terem participado numa cerimónia particular comemorativa do 4 de Junho de 1989, acusados de fomentar a agitação e de provocar desacatos.




Museu da Misericórdia do Porto - Prémio do Melhor Museu 2016


Estes prémios são sempre muito relativos - "o melhor"...
Mas não deixam de distinguir o trabalho realizado e isso é positivo.

O Prémio Melhor Museu Português 2016 (quer dizer... é mais 2015, que para este ano acabar ainda falta um bom número de meses...) foi atribuído ao Museu da Misericórdia do Porto.


Em pleno centro histórico, no edifício que foi sede da Misericórdia a partir do século XVI e até 2013, o museu dá a conhecer a história da Santa Casa da Misericórdia do Porto e divulga as suas colecções de arte.






O percurso museológico integra a Igreja da Misericórdia, transformada no século XVIII pela intervenção de Nicolau Nasoni.


quinta-feira, 2 de junho de 2016

A espantosa irrealidade das coisas


Vai um grande entusiasmo no fb pelo prémio atribuído ao arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles!...

O prémio foi-lhe atribuído em 2013, mas o entusiasmo perdura...


A espantosa irrealidade das coisas
É a minha redescoberta de todos os dias.
Cada coisa é o que não é,
(...)
e por aí fora...
Alberto Caeiro (revisitado no fb)


A tradição ainda é o que era...

O sistema de carta de condução por pontos - não confundir com as cartas de condução saídas na farinha Amparo (expressão antiga e que já nem todos atingirão...) - entrou ontem em vigor.

Há 88 anos - 1 de Junho de 1928 - a inovação ainda foi maior!


Um ano depois de ter sido criada a Junta Autónoma de Estradas, foi estabelecida, em Maio de 1928, a circulação pela direita nas estradas. Antes, imitavam-se os ingleses. Aliás, em Macau, Goa e Moçambique a circulação manteve-se pela esquerda.


Nas estradas e... não só: Na ditadura militar, Salazar era, desde o final de Abril, o Ministro das Finanças. 


Dêem-me um dia banal... ou um calendário revolucionário

Ontem foi dia da criançada, hoje é dia não sei do quê e todos os dias são dias de qualquer coisa, pelo horror ao vazio de ser um dia de coisa nenhuma.

Enchemos os dias de nomes, de causas e de boas intenções. Mas, cheios de tanta boa vontade e de tantos lembretes, atafulhamos com essa informação o nosso cérebro (já com tantos gigas ocupados e tão pouco espaço na memória!...). As redes sociais bem nos fazem lembrar, mas eu acho que já dei abraços quando, afinal, era dia dos beijos e já felicitei sobrinhos, quando o dia era dos irmãos.
Não se perdeu nada! Eu nem tenho irmãos...

E assim trocamos datas e perdemo-nos nas comemorações do calendário paralelo, salvo quando as acções publicitárias dos Namorados, Mulheres, Pais, Mães e Crianças nos bombardeiam, pelos interesses comerciais. Aí, não nos dão grandes possibilidades de fuga à lembrança. Mas nessas alturas entro no modo “Recusa”: fico contra os dias.
Como dizia a letra de um fado de antigamente: “Tudo o que é de mais enjoa / sempre a mesma coisa cansa”.

Apetecem-me dias iguais em que seja eu a decidir quem ou o que celebro e homenageio.
Apetece-me fazer um calendário revolucionário, um calendário pessoal, porventura parecido com o que a Convenção Nacional, em 1792, durante o período revolucionário em França, resolveu aprovar para marcar o início de uma nova era da humanidade.
De base solar, o calendário tinha uma série de inovações que passavam, nomeadamente, por outra forma da contagem das horas e dos minutos, tendo em consideração o revolucionário sistema decimal.



Para dar o nome aos dias e aos meses desse calendário republicano, foi chamado o poeta Fabre d’Églantine. Quem melhor do que um poeta para essa nobre função?
E o poeta, baseando a nomenclatura dos dias e meses no ciclo da Natureza – nada de sinais de clericalismo! - recorreu ao auxílio do jardineiro do Jardin des Plantes de Paris.

Desconheço o nome que o dia de hoje teria nesse calendário, mas sei que estaríamos no mês do Prairial (referente aos prados).
Numa revolução que se pretendia igualitária, o número de dias de cada mês não podia ser diferente: todos tinham 30 dias. Sobravam, ao fim de cada ano, uns dias complementares, os quais tinham nomes interessantes: Dia da Virtude, Dia do Engenho, Dia do Trabalho, Dia da Opinião e Dia das Recompensas.
Se o ano fosse bissexto, havia lugar ao Dia da Revolução.



O poeta, como muitos revolucionários, perdeu literalmente a cabeça - foi guilhotinado, em 1794. O calendário sobreviveu até Napoleão repor o calendário gregoriano (1805).
Não foi uma exigência dos mercados. Foi do Papa... para abençoar o Império.


domingo, 29 de maio de 2016

Sons de Abril

O que conseguimos fazer no Clube de Jornalismo...
O próximo trabalho será passar de um "programa de rádio" para um "filme fotográfico". Não sei se me faço entender...
Prometo dar conta...



O Papa Francisco não iria à manif...




Uma cantata do João Sebastião (para acalmar o ambiente crispado)

A cantata para o primeiro domingo após a Santíssima Trindade - J. S. Bach, Brich dem Hungrigen dein Brot, que é como quem diz "Parte o teu pão para matar a fome".

Interpretação do Collegium Vocale Gent, dirigido por Philippe Herreweghe.



Liberdade de aprender


Têm toda a liberdade de aprender!
No ensino público ou no ensino privado.

Que eu saiba, a liberdade de aprender não está em causa.
Nem a liberdade de escolha.

Espero que o Estado continue a cumprir a sua função: «O Estado criará uma rede de estabelecimentos públicos de ensino que cubra as necessidades de toda a população.»
Constituição da República Portuguesa, Art.º 75.º  

Manifestação pela escola pública é escusada!


Será um bom exercício de memória...

... assim o espero.
Para uma sociedade de memória curta.



E os Panama Papers o vento os levou

«O que é feito dos Panama Papers?

Fizemos uma análise às centenas de notícias publicadas pelo grupo IMPRESA sobre o Panama Papers para perceber a evolução, o ritmo e a cadência.

Depois de duas primeiras semanas em que a agenda mediática foi preenchida por promessas ("A procissão ainda vai no adro", "Nada ficará igual. Pedra sobre pedra, tudo vai ruir", "O maior crime de sempre", "A maior investigação da história") a intensidade foi-se perdendo, tudo se desvaneceu até que os Panama Papers desapareceram. Isso mesmo, há 15 dias que o assunto sumiu totalmente das páginas e televisões.

Micael Pereira (Expresso) e Rui Araújo (TVI), os dois jornalistas portugueses do consórcio internacional que tem a investigação em mãos, também desapareceram dos ecrãs e das páginas dos jornais. Depois de Expresso da Meia Noite, Prós e Contras, directos, especiais, entrevistas... Tudo acabou num manto de esquecimento.»
(no facebook)


sábado, 28 de maio de 2016

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Senhora, chegou uma mensagem


Pormenor do quadro Man hands a letter iPhone to a woman in a hall, de Pieter de Hooch (1670)


Eh! Companheiro

Eh! companheiro aqui estou
aqui estou para te falar
(...)

Parabéns, José Mário Branco, pelo 74.º aniversário.


(...)
pela paz que nos recusam
muito temos que lutar

A letra desta canção é do companheiro Sérgio Godinho.


segunda-feira, 23 de maio de 2016

Braga ganhou taça



Três estudantes do 11.º e 12.º anos da Escola Secundária D. Maria II (Braga) ganharam o 4.º lugar na categoria de Física e Astronomia, atribuído pela Society for Science & the Public, na Feira Internacional de Ciências e Engenharia em Phoenix (Arizona - EUA).

Pronto, reconheço: aproveitei-me do futebol e usei um título falso!


domingo, 22 de maio de 2016

Eric(k) Satie

Passaram, no dia 17, 150 anos do nascimento de Eric Satie.


Eu sei que ele compôs mais músicas, mas não me canso de ouvir estas...

Uma boa semana


Execuções - 2015




morre-se nada
quando chega a vez

é só um solavanco
na estrada por onde já não vamos

morre-se tudo
quando não é o justo momento

e não é nunca
esse momento
Mia Couto, Raiz de Orvalho

Cantinhos da Parede



Com as populares sardinheiras


Dia do Abraço

Dizem que hoje é dia do abraço...

Jeanne Lorioz - Love in the mood


Vaca voadora

A geringonça também tem voado!

Conta-se que, certo dia, estava S. Tomás de Aquino a estudar, debruçado sobre uma pilha de livros, quando alguns monges decidiram pregar uma partida ao compenetrado santo.
Um monge chamou-o à pressa, para que ele pudesse ver uma vaca que passava a voar diante da janela.
Tomás saltou da cadeira e, reclinado sobre o parapeito, vasculhou os céus em busca da vaca, enquanto os outros monges explodiam numa gargalhada. 
Surpreendido, o santo explicou: 
"Achei mais razoável uma vaca voar do que um monge mentir."

O que podemos aprender, neste caso, com S. Tomás? Que jamais devemos recusar analisar qualquer fenómeno com a maior boa fé.

Num blog em que as vaquinhas sorriem,
não podia deixar de lembrar "a voadora".


sábado, 21 de maio de 2016

Parque arqueológico


Não espanta, nestes locais junto ao rio, que se encontrem vestígios arqueológicos de vulto. O que me espanta é que insistam em escavar o chão da Baixa da cidade, tão perto do rio, para construir um parque de estacionamento automóvel.
Depois da experiência da estação de metro do Terreiro do Paço, de tanto dinheiro gasto e de tantas infiltrações...
E não me parece fazer muito sentido a construção de um parque numa zona central... para evitar o trânsito automóvel no centro!
Mas é a vida!... Em função do automóvel. 
E o que vão fazer agora aos achados arqueológicos? Vão destruir muros e escadas de séculos? 
É pena que os automóveis não saibam subir e descer escadas!