"Quando todos os cálculos complicados se revelam falsos, quando os próprios filósofos não têm nada mais a dizer-nos, é desculpável que nos voltemos para a chilreada fortuita dos pássaros ou para o longínquo contrapeso dos astros ou para o sorriso das vacas."
Marguerite Yourcenar, Memórias de Adriano (revista e acrescentada por Carlos C., segundo Aníbal C. S.)

terça-feira, 24 de março de 2015

Revista de uma geração

24 de Março de 1915
Publicação do n.º 1 da Orpheu.



"Literatura de manicómio" é o título de um artigo de A Capital em que se analisa (?) a revista.
Os poetas de Orpheu são considerados "casos de paranóia", clinicamente falando. Orpheu é considerado um caso de foro psiquiátrico.


«Rilhafolescamente: A humanidade avança... mais 200 anos e o mundo será um grande manicómio.»
(O Povo, 17 de Abril de 1915)

Como escrevia Fernando Pessoa numa carta a Côrtes-Rodrigues (4 de Abril de 1915): «Somos o assunto do dia em Lisboa; sem exagero lho digo. O escândalo é enorme. Somos apontados na rua, e toda a gente - mesmo extraliterária - fala do Orpheu.»

É assim que Fernando Pessoa apresenta a revista, quando, depois do n.º 2, escreve a Camilo Pessanha a convidá-lo para colaborar:
«(...) é a única revista literária a valer que tem aparecido em Portugal, desde a Revista de Portugal, que foi dirigida por Eça de Queirós. A nossa revista acolhe tudo quanto representa a arte avançada; assim é que temos publicado poemas e prosas que vão do ultra-simbolismo ao futurismo.»

Orpheu é uma bem-aventurada reunião de um conjunto multifacetado de poetas e artistas com "afinidades dissonantes". «Quando algumas pessoas têm a mesma desgraça... juntam-se.», afirmou Almada Negreiros na entrevista que deu, em 1969, no Zip Zip.
Corresponde a um encontro pleno das letras com as artes, espaço de uma expressão criativa de ruptura. A alma modernista centra-se em Almada Negreiros, Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro, todos numa fase de afirmação e de irreverência própria de quem está na casa dos vinte anos.

Como continua Fernando Pessoa na carta para Camilo Pessanha, «[A revista] tem sabido irritar e enfurecer, o que, como V. Ex.ª muito bem sabe, a mera banalidade nunca consegue que aconteça. Os dois números não só se têm vendido, como se esgotaram, o primeiro deles no espaço inacreditável de três semanas. Isto alguma coisa prova - atentas as condições artisticamente negativas do nosso meio - a favor do interesse que conseguimos despertar.»

Júlio Dantas atacava: «Quem não tem juízo, é quem os lê, quem os discute e quem os compra.»

Resposta (através de Almada): «Morra o Dantas, morra! PIM!»


domingo, 22 de março de 2015

Para (quase) acabar a colecção de miradouros de Lisboa

Ainda não subi ao arco da Rua Augusta e ao terraço do zimbório da Basílica da Estrela.
Faltavam-me estes dois para a colecção:


À esquerda, o miradouro da Senhora do Monte

Destaque para a "massa" do Hospital de S. José
Sobre o hospital, o Convento do Carmo. Ao fundo, a "outra banda", com Almada velha

Ao cimo, cúpula da Basílica da Estrela;
a "meio caminho", Paço da Bemposta (destaca-se a fachada da capela)

Miradouro da Penha de França

Destaque para as duas torres do Instituto Superior Técnico
Ver os aviões "atravessarem" o Ministério do Trabalho
(felizmente, não é o 11 de Setembro)




Eclipse muito pessoal

O eclipse do Sol na minha mão...

Esta é que é a minha...


sábado, 21 de março de 2015

Celebração da Primavera (2)

Celebrar... também com ervilhas. 



Dia Mundial da Floresta

Já não sei se o dia é da floresta ou da árvore, mas muitas árvores fazem a floresta.

Lembrar a importância do montado...  



Em todo o acaso

Remancha, poeta,
Remancha e desmancha
O teu belo plano
De escrever p'la certa.

Não há "p'la certa", poeta!

Mas em todo o acaso acerta
Nem que seja a um verso por ano...

Alexandre ONeill, No Reino da Dinamarca


sexta-feira, 20 de março de 2015

Primeiro dia de primavera

Primeiro dia de primavera:
que distante me parece
o inverno
José Tolentino Mendonça, A papoila e o monge


Celebração da Primavera

... Com um prato de favas (e uma salada verde)!



O eclipse do Sol, o Tintim e os refrescos Royal

Os eclipses, para mim, começaram com o Tintim e O Templo do Sol.
Penso que foi o primeiro livro do Tintim que li, através de uma colecção de cromos vendida com os refrescos Royal


O eclipse da história salvou o herói e os seus dois amigos (o capitão Haddock e o professor Girassol), condenados à morte nos Andes.

Quanto aos refrescos Royal, como muitos miúdos na época (anos 60), em que a oferta de sumos e refrigerantes era muito menor, gostava muito de os beber. Não faltavam nas festas de aniversário.
Compravam-se as carteirinhas com o "pó de fruta", dissolvia-se o pó num litro de água, juntava-se açúcar, gelo (se havia - ainda (sobre)vivi sem frigorífico em casa). Facílimo de preparar.


A caderneta dos cromos
O que me ficou da leitura do livro foi o gosto pelas aventuras do Tintim e o interesse (durante uns bons anos) pelos Incas.


Sol do mendigo (em dia de eclipse)


Olhai o vagabundo que nada tem
e leva o Sol na algibeira!
Quando a noite vem
pendura o Sol na beira dum valado
e dorme toda a noite à soalheira...
Pela manhã acorda tonto de luz.
Vai ao povoado
e grita:
- Quem me roubou o Sol que vai tão alto?
E uns senhores muito sérios
rosnam:
- Que grande bebedeira!

E só à noite se cala o pobre.
Atira-se para o lado,
dorme, dorme...
Manuel da Fonseca, Rosa dos Ventos


quinta-feira, 19 de março de 2015

Crescei e multiplicai-vos

era lema do PPD, pouco depois do 25 de Abril de 1974.



Cheiro a bafio

Quando as Finanças estão "a arder"... uma afirmação salazarenta - alguém zela por nós, pelo nosso bem estar...



Cádis 1812

Há 203 anos, foi aprovado o primeiro documento constitucional ibérico, a Constituição de Cádis - Constituicion Politica de la Monarquia Española.

No romance Assédio, de Arturo Pérez-Reverte, está descrito o ambiente dramático em que decorreram os trabalhos finais das Cortes Constituintes, numa cidade cercada pelas tropas de Napoleão. Os mesmos franceses que, revolucionariamente, inspiraram os regimes liberais europeus.
Contradições da História.


A história da Constituição de 1812, que inspirou os liberais portugueses e a primeira Constituição portuguesa, 10 anos mais tardia, é tão atribulada quanto a da nossa Constituição de 1822.
O seu período de vigência foi curto, voltou posteriormente a estar em vigor e "perdeu-se" no mar revolto das lutas liberais.

É curiosa a imagem da cidade de Cádis na capa e quem leu (ou vier a ler) Assédio não deixa de reconhecer o envolvimento da cidade.




Weathered Cork Dome

Cortiça, pelas mãos de um artista inglês, numa exposição no Museu Biedermann (Donaueschingen - Alemanha).

David Nash - Weathered Cork Dome
Onde é que ele terá comprado a cortiça?


quarta-feira, 18 de março de 2015

José Gomes Ferreira cinéfilo (1)

Às vezes fico com a sensação de que um local que visito se torna centro das atenções nos tempos mais próximos, que uma personagem "encontrada" em exposições ou em livros se torna súbita mas repetidamente referida nos meios de comunicação social... Distracção prévia, coincidências, efeito magnético ou egocentrismo.

Após a visita à exposição sobre Cottinelli Telmo, ao pegar n'O irreal quotidiano, de José Gomes Ferreira (1971), leio a passagem 
«Aqui, há quarenta anos, numa manhã de sol aberto, acampei com o operador cinematográfico Bobone, para filmarmos os planos iniciais de A Canção de Lisboa. O Cottinelli acordou aborrecido e, a mastigar sono, perguntou-me: "queres ir tu?".
Aceitei e lá fui por essas ruas, muito feliz daquele escândalo brando de andar a exibir-me com camisolas de cineasta, máquinas e reflectores...»

Penso "O que é que o José Gomes Ferreira tem a ver com o filme?"

José Gomes Ferreira
Procuro na sua fotobiografia e lá está a colaboração em revistas sobre cinema, o trabalho na tradução e legendagem de filmes e a sua participação, a diferentes títulos, na que se convencionou chamar sétima arte (sempre sétima, numa ordem com as suas variações...).

«Foi nessa época (...) que o Eduardo Chianca de Garcia (...) se entregou à tarefa de criar a Tóbis Portuguesa com outros comparsas entusiásticos. E assim se iniciou o período dos filmes falados portugueses, com A Canção de Lisboa de que o Cottinelli Telmo foi a alma viva e ainda hoje faz rir até às lágrimas do fundo dos olhos, pelo que existe de lisboeta à René Clair (a célebre "cegada", por exemplo) autêntico clássico do nosso cinema notavelmente interpretado por António Silva, Vasco Santana e a querida Beatriz Costa. Para mim é uma honra especial lembrar-me de que assisti, como representante do Telmo, à montagem de A Canção de Lisboa feita por uma francesinha gira. (Era o primeiro fonofilme - como nesse tempo se dizia na nossa língua - montado em Portugal. (...)»

Segundo a ficha técnica de A Canção de Lisboa, José Gomes Ferreira trabalhou na montagem do filme.
E encontramos, ainda, o pintor Carlos Botelho, como assistente de realização, e o realizador Manoel de Oliveira, como actor.
Os cartazes do filme são da autoria de Almada Negreiros.


Só artistas!!!


No Estado a que isto chegou...



... que confiança podemos ter no neste Estado?


terça-feira, 17 de março de 2015

domingo, 15 de março de 2015

Beautiful day

Que um beautiful day (como o de hoje) se atreva nos dias de chuva previstos até ao fim da semana e nos permita ver o eclipse do Sol, no próximo dia 20. Ou o Sol se eclipsará por acção das nuvens

Sobre o eclipse, a página do Observatório Astronómico de Lisboa  apresenta um conjunto de informações.



Lei contra "o delito de se porem cornos nas portas"

A 15 de Março de 1751, D. José I fez publicar uma nova lei.

«Faço saber aos que esta lei virem que, por me ser presente que de alguns tempos a esta parte se frequenta o delito de se porem cornos nas portas, e sobre as casas de pessoas casadas, ou em partes em que claramente se entende se dirige este excesso contra as mesmas pessoas; e por desejar evitar estes delitos, de que resulta atrocíssima injúria àqueles contra quem se cometem, e grande perturbação à paz, e quietação necessária entre os casados; e tendo outrossim consideração ao que sobre esta matéria me foi presente em consultas da Mesa do meu Desembargo do Paço: Hei por bem que este caso seja de devassa: e mando a todos os corregedores, ouvidores, juízes e mais justiças a que o conhecimento disto pertencer, que, sucedendo este caso, ou tendo sucedido de dois anos a esta parte, tirem devassa deles na forma que o devem fazer dos mais, de que por seus ofícios são obrigados a devassar; e outrossim mando ao Doutor Francisco Luís da Cunha de Ataíde, do meu Conselho, e meu chanceler-mor, faça publicar esta lei na Chancelaria, a qual se imprimirá, e enviará por ele assinada à Casa da Suplicação e Relação do Porto e a todos os julgadores dos meus reinos, para que procedam na forma dela.»  




Sete anos depois, durante a noite, regressava discretamente D. José I, numa carruagem, à sua real barraca da Ajuda, após mais um encontro com a sua amante, quando a sua real personagem foi objecto de um atentado - três homens dispararam sobre a carruagem. O rei foi ferido num braço.

A amante era D. Teresa de Távora e Lorena, mulher do 4.º Marquês de Távora.
Os Távoras, uma das mais importantes famílias da nobreza daquela época, foram acusados de terem fomentado o atentado. E pagaram bem caro por isso.

Será que antes, alguém tinha posto cornos nas portas do palácio da família Távora?
E falava o malandro do D. José na "quietação necessária entre os casados".

Atentado contra D. José I (3 de Setembro de 1758)


sábado, 14 de março de 2015

Um dia de cada vez... (bruxas e pis)

Ontem foi 6.ª feira, dia 13, "dia de azar" (dizem... já bati 3 vezes na madeira), dia tradicionalmente assinalado em Montalegre com o espectáculo Bruxedos, azares, contos, lendas e locais sombrios da memória.


Hoje dizem que é o dia do Pi - p - "a constante matemática infinita que representa o rácio entre o perímetro de qualquer circunferência e o seu diâmetro" - 3,141592653589793238462643383279502884197169399 (...)

Copiei esta definição... para não meter água!
(espero não ter metido e até encontrei o Pi no teclado)

A sequência dos cinco primeiros algarismos - 3,1415 é conseguida pela sequência do número do mês (3), do dia (14) e do ano (15).
O momento mais Pi de todo o dia foi às 9 horas 26 minutos e 53 segundos - os cinco algarismos seguintes da sequência.



Dizem os matemáticos com espírito poético que, com o Pi, o infinito está ao nosso alcance!...

Dizia um poeta com conhecimentos de matemática que «O binómio de Newton é tão belo como a Vénus de Milo.»

E assim começámos com bruxas e acabámos com Álvaro de Campos.
Sempre bem acompanhados!...


sexta-feira, 13 de março de 2015

Jethro Tull - Thick as a brick

Contos Música da loucura normal.
Ian Anderson em grande.



Açores (com vista para as Flores)

«Não há terras mais belas, em todo o território português, do que as dos Açores. Nem em nenhum outro país europeu. Os seus campos são ainda mais exuberantes do que o verde Minho ou a Irlanda; as lagoas, mais lendárias e sobrenaturais do que as da Escócia ou os mil lagos finlandeses; a arquitectura da paisagem, que sobe da costa até ao interior em grandes e caprichosos arcos montanhosos, nada fica a dever às alturas de montanha que movem e encantam o olhar da Europa - dizem-no os próprios europeus que para ali viajam.»
João de Melo, Açores - o segredo das ilhas

Ilha das Flores


Porque não te vais embora?


Não há pachorra para esta gente!...
(quem é que dizia "Que se lixem as eleições!"?)


Bartoon de hoje, no Público.

P.S. - Espero que o Estado tenha pensado, também, em apoiar a viagem de regresso desses emigrantes.
É que o subsídio de apoio aos empreendedores que regressem é de tal ordem de grandeza que quase se pode esgotar logo no valor da viagem, caso se trate de uma família completa.

Antigamente usava-se a expressão "Vão vender chuchas para a porta da maternidade!"


terça-feira, 10 de março de 2015

Herdeiro, procura-se!


«Meu filho: Muitas razões, e todas muito importantes, me decidiram a deixar-vos, com bastante trabalho pela minha parte e entre as minhas mais importantes ocupações, estas Memórias do meu reinado e dos meus feitos principais. Nunca acreditei que os reis, sentindo como sentem todas as ternuras familiares, estivessem dispensados da obrigação comum dos pais: a de instruir os seus filhos mediante o exemplo e o conselho. Pelo contrário, pareceu-me que, na alta escala em que ambos estamos, ao dever particular acrescenta-se um dever público; e por último, (...) estes cuidados não seriam suficientemente grandes se não fossem mais além de nós próprios, fazendo-nos comunicar todas as nossas experiências a quem deve reinar depois de nós.»
Luís XIV, A Arte de Governar


O Voluntário de Belém, que pensa que um Presidente da República de bom senso e com muita experiência não se deve imiscuir em jogadas político-partidárias que já cheiram a campanha eleitoral, lança o isco para uma corrida eleitoral ainda mais longínqua no calendário.

«Nada produz maiores efeitos em pouco tempo do que a reputação do príncipe.» (Luís XIV)


domingo, 8 de março de 2015

Um sereno fim de dia


Silent sorrow in empty boats



Independentemente do dia...

... Jean Ferrat chante Aragon.




Visionárias

Elas são as visionárias
as sonhadoras furtivas

as preferidas dos anjos
profanas e metafóricas
rebeldes com avidez

no desacato da vida

Elas são as alumbradas
com êxtases
e visões múltiplas

apóstolas e passionárias
com crueldades simbólicas
metafóricas, destemidas

Elas são as pensadoras
fantasiosas, ascetas
no desacato das regras

reinventam riso e risco
a reescreverem a escrita
a linguagem perdida

Elas são as poetisas
mas também as romancistas
filósofas, historiadoras

chamejantes e luzentes
singulares e criativas
onde seria suposto

encontrar-se o seu oposto

Elas são mediadoras
no torvelinho dos dias
vão cerzindo a sua imagem

correm na vida sozinhas

Tomam conta do saber
inscrevem novas palavras
desatam mitos e símbolos

Elas são as jubilosas
singulares, impacientes
a recusarem os medos

desobedecem e partem
dizendo não ao destino
descobrem a própria sina

Elas saltam, elas dançam
em cima do seu passado
escolhem rumos e marés

vão navegando o futuro
timoneiras e corsárias
feiticeiras, estrelas d’alva

Crescem no espinho
em segredo
inventando a mulher nova


Senhoras de tanto enredo
Maria Teresa Horta



sábado, 7 de março de 2015

Cottineli Telmo - E os arquitectos são poetas também!


Ou como uma exposição nos mostra a multifacetada e interligada actividade artística de Cottinelli Telmo (1897-1948).


Arquitecto, autor de banda desenhada, desenhador, pintor, cineasta, fotógrafo… uma figura da cultura portuguesa da primeira metade do século XX.

Desenhos para selos

Rodagem de A Canção de Lisboa, o filme que realizou 


Estação Sul e Sueste

Cottinelli foi o arquitecto coordenador da Exposição do Mundo Português (1940), celebração do Estado Novo enquanto herdeiro dos grandes feitos dos portugueses – a fundação da nacionalidade, os descobrimentos, a Restauração -, e nela colaboraram muitos artistas plásticos e arquitectos portugueses, numa interligação de áreas artísticas e culturais.

Dessa grande exposição, que mudou a face de Belém e que Cottinelli Telmo desejava efémera, restou a ideia de um monumento aos descobridores. O que foi um projecto temporário - transformou-se, já depois da sua morte, num monumento em pedra, frente ao rio.
É aí, no Padrão dos Descobrimentos, que a exposição pode ser vista, até 6 de Abril.



Padrão dos Descobrimentos
Inaugurado em 1960, por ocasião do 5.º centenário
da morte do Infante D. Henrique



Nelson Évora - N.º One


Nelson Évora campeão da Europa de triplo salto em pista coberta.




Oratio Dominica

«Perdoainos nossas dividas, assim como nos perdoamos aos nossos devedores.»


Um duplo inconseguimento!

É natural que Passos Coelho não se tenha lembrado de pagar a Segurança Social. Ele também não se lembra de alguma vez ter trabalhado!

Não pagar a Segurança Social está de acordo com o seu pensamento sobre a própria política de segurança social: é a favor da sua ausência. 

Difícil será, a partir de agora, Passos Coelho defender a reforma da segurança social (como sempre tem apregoado) sem que todos se lembrem da história mal contada da sua dívida e das rocambolescas justificações para o sucedido.
A sua vidinha só não está mais difícil porque o Voluntário de Belém não tem coluna e ampara o jogo.

Com esta história, até as "chinesices" do Costa parecem (por agora) ter ficado esquecidas.